David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Vegetariano’ tag

Ser vegano é mais fácil do que você imagina

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“Eu Não Como Ninguém!”, o primeiro livro de receitas vegetarianas publicado na Rússia em 1913

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“Eu Não Como Ninguém!”, primeiro livro de receitas vegetarianas publicado na Rússia em 1913 por Olga Zelenkova. Proibido durante o Regime Soviético e relançado em 1991, o livro reúne 1,5 mil receitas divididas em 365 categorias. A segunda versão traz também artigos publicados em jornais e assinados por Tolstói, Aleksandr Zelenkov, Aleksandr Iasinovski e Natalia Nordman-Severova.





 

Kostolias e a história do jovem que foi preso por ser vegetariano

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“Hernán sempre sentira aversão por carne. Era algo que vinha desde a sua infância” 

Lançado em 2016 pela Editora Jaguatirica, “O Exilado Político Vegetariano” é um romance de Alexandre Kostolias baseado em fatos reais. A obra conta a história de Hernán López, um rapaz de origem humilde, morador de um dos bairros mais pobres de Santa Fé, na Argentina, que é perseguido e preso em janeiro de 1970. O motivo? Hernán é vegetariano.

Uma das vítimas da ditadura argentina, ele é arrastado de dentro da própria casa e jogado dentro de uma cela, sem direito a advogado ou qualquer tipo de intervenção a seu favor – nem mesmo contato com qualquer pessoa que não seja o carrasco “La Bestia”. Para realçar a quimera da situação, somente depois de semanas, quando é interrogado pela primeira vez pelo “Comisario Supervisor”, é que a Polícia da Província de Santa Fé reconhece que não há outro motivo para o rapaz estar preso, a não ser por sua filosofia de vida vegetariana; já que ele não é “comunista” nem “maricón” – considerados crimes na Argentina da época.

Na cela, Hernán mal dorme, pois sabe que sempre às 6h o carrasco “La Bestia” os visita. “O que lhe aconteceria? Só para começar, levaria um choque elétrico com bastão, o mesmo usado para conduzir gado para o abate nos frigoríficos. O pavor de levar choque com bastão atingia Hernán visceralmente: um dos motivos de suas convicções vegetarianas era o horror que lhe causava só de pensar na forma como os animais são abatidos nos matadouros. Era impossível saber o que o aguardava”, relata Kostolias nas páginas 32 e 33.

A recusa de Hernán López em consumir carne é considerada execrável porque o regime político da Argentina de 1970 considerava a pecuária como o maior orgulho econômico do país. E o desprezo de Hernán por essa cultura baseada na morte de animais era vista como uma atitude antipatriótica, passível de punição.

“Todos tinham muito orgulho da carne de Santa Fé. Bem, quase todos. Hernán López detestava carne. Pertencia a uma categoria de gente sobre a qual, naquelas bandas, pesavam muitas suspeitas, mas poucas informações: os vegetarianos. Hernán sempre sentira aversão por carne. Era algo que vinha desde a sua infância. Os bifes que o obrigavam a comer eram ingeridos com muita dificuldade, lhe causavam náuseas”, narra o autor na página 40.

Por ser vegetariano, os problemas de Hernán surgiram muito cedo. Os primeiros atritos foram com o pai Juan, um homem violento tanto dentro quanto fora de casa. Tendo trabalhado por muito tempo na “lida de gado”, atividade que associava à própria masculinidade, considerava uma afronta ter que tolerar um filho vegetariano sob o mesmo teto, ainda mais em um contexto onde carne era inclusive sinônimo de bem-estar. Associada às mulheres, trazia a equivocada ideia de saúde; e associada aos homens, a equivocada ideia da virilidade:

“Todo bife ancho e asado de costilla que trazia para casa, – com frequência cada vez menor – ganho em troca de serviços esporádicos prestados a algum rancheiro, era sagrado, e Hernán era forçado a comer a sua parte. Se necessário fosse, sob ameaça de chicote e pancada.”

Por isso, a convivência com o pai vaqueiro marcou uma das piores fases da vida do jovem protagonista. Mesmo sentindo profunda aversão, uma repulsa visceral por todos os tipos de carne, se viu obrigado a aprender a engolir sem mastigar – tentando não pensar em tudo que, para ele, estava evidentemente associado ao ato de consumir carne:

“Aprendeu a cortar pedaços no tamanho exato, grandes o suficiente para reduzir o número de vezes que tinha que cometer o sacrifício, pequenas o bastante para passar pela goela abaixo. E fazendo sempre um tremendo esforço para não vomitar. Não é de surpreender que quando seu pai faleceu de cirrose hepática aos 44 anos, Hernán não tenha ficado triste com a ocorrência. Respirou aliviado e nunca mais foi obrigado a comer carne.”

Já detido e encarcerado, em um dos interrogatórios com o “Comisario Supervisor”, Hernán pergunta se é crime ser vegetariano. Então o homem admite que nada consta no Código Penal, porém afirma que ser vegetariano pode se enquadrar como uma ofensa cultural, um delito social.

“Mas eu não considero um delito muito grave ser vegetariano. Eu mesmo, às vezes, prefiro um dourado do Rio Paraná na chapa, ao invés de um bife ancho”, declara o interrogador. Hernán, mesmo diante de uma situação difícil explica que um autêntico vegetariano não come peixe. Só grãos, legumes, verduras, raízes, frutas, coisas assim. Então o “Comisario” não reage bem à explicação do rapaz.

— Hmmm. Tem certeza? Um evidente radicalismo. Você tem certeza de que não é marxista-leninista?”, questiona.

“O Exilado Político Vegetariano”, de Alexandre Kostolias é uma obra sobre um jovem com identidade própria que tenta trilhar o seu próprio caminho em um mundo onde até mesmo a pretensa tolerância está coberta, implícita e explicitamente, de incomplacência. Enquanto as cortinas da vida caem, Hernán López deseja apenas viver à sua maneira, sem ser julgado e condenado por isso.

Em síntese, e na minha concepção, “O Exilado Político Vegetariano” é um livro sobre alguém que, até então imerso em um minúsculo universo de particular inocência e simplicidade, é lançado em um mundo de conflitos constantes entre individualidade, coletividade e alteridade que se diluem entre si. Por onde Hernán passa, há um desespero existencialista, se não o dele, o dos outros, que em face da liberdade de escolha não veem outro sentido na vida que não vivê-la, sofregamente ou não, independente de erros e acertos, e da angústia em um mundo em constante e célere transformação.

Para além do enredo, um dos pontos altos do livro é a leveza e irreverência da narrativa de Alexandre Kostolias, que intercala momentos de tensão com muito bom humor. Em alguns aspectos, a estrutura narrativa e a fluência textual de “O Exilado Político Vegetariano” me trazem lembranças do estilo individual despojado de Charles Bukowski.

Saiba Mais

“O Exilado Político Vegetariano” está à venda na Amazon, Cultura, Saraiva, Americanas e Submarino.





Divulgação lisonjeira do meu livro “Vegaromba” no Blog do Praxedes

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Divulgação lisonjeira do Vegaromba no Blog do Grande Praxedes

 

Written by David Arioch

December 29th, 2017 at 12:33 pm

Divulgação do meu livro “Vegaromba” no EgoNotícias

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Divulgação do Vegaromba pelo hermano Rodolfo Bracali, do EgoNotícias

Written by David Arioch

December 29th, 2017 at 12:28 pm

“Vegaromba” entre os 20 lançamentos de destaque da categoria “Gastronomia e Culinária” da Amazon

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O meu livro “Vegaromba” está entre os 20 lançamentos de destaque da categoria “Gastronomia e Culinária” da Amazon. Além de ser comercializada na Amazon, a obra também está à venda nos sites da Simplíssimo, Apple, Google, Kobo, Wook, Livraria Cultura e Saraiva.

O livro, que oferece 150 opções de alimentos, reúne principalmente receitas simples e acessíveis que agradam aos mais diferentes paladares. Na compilação, os leitores vão aprender a preparar assados, barrinhas, bolachas, bolinhos, bolos, bombons, brownies, cookies, geleias, hambúrgueres, leites vegetais, maioneses, mousses, pães, panquecas, patês, pavês, pudins e shakes, além de outros alimentos.

Written by David Arioch

December 27th, 2017 at 2:54 pm

Saiu uma matéria sobre o meu livro no Diário do Noroeste de hoje

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Saiu uma matéria sobre o meu livro no Diário do Noroeste de hoje (página 10)

Written by David Arioch

December 20th, 2017 at 10:17 am

Você não está perdendo peso sem querer porque se tornou vegano

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Acervo: Coracao.com

Se uma pessoa se torna vegetariana ou vegana e começa a perder peso sem querer, isso não significa que ela esteja perdendo peso simplesmente porque se tornou vegetariana ou vegana. Não, isso não existe, a não ser como consequência de negligência nutricional. Ou a não ser também que a pessoa tenha isso como objetivo e esteja seguindo uma dieta restritiva ou low carb.

Em síntese, a perda de peso tem relação com algo bem simples – déficit calórico. Não tem nada a ver com ser vegetariano ou vegano. Se você for consciente de suas necessidades, ou tiver boa ajuda profissional caso seja necessário, você só vai perder peso ou ganhar se quiser.

O que acontece é que há pessoas que se tornam vegetarianas ou veganas e passam a consumir alimentos menos calóricos do que na época em que consumiam alimentos de origem animal. Sendo assim, claro que se sou negligente no que diz respeito às minhas necessidades, seja envolvendo glicídios, proteínas e lipídios, alguma mudança corporal vai acontecer.

Neste caso, se você é vegetariano ou vegano, por exemplo, você não tem que buscar equivalência, mas sim aprovisionamento. Resumindo, se você não quer perder peso, tenha em mente que você precisa consumir mais do que gasta diariamente. Do contrário, a perda de peso é uma consequência natural, que aconteceria com qualquer pessoa, seja ela vegetariana, vegana ou não.

Quer ganhar massa muscular? Tenha em mente que não se ganha massa muscular tendo uma alimentação com baixíssima quantidade de carboidratos e proteínas, principalmente. É preciso considerar as necessidades individuais. Negligenciar vitaminas e sais minerais também não ajuda. Perda indesejada de peso, ganho de gordura ou perda de massa magra são simplesmente consequências de nossos hábitos alimentares e estilo de vida. O que significa, de novo, que não tem nada a ver com você ser vegetariano ou vegano.





Written by David Arioch

December 14th, 2017 at 10:20 pm

Vegetariano, Gorky se alimentava como um camponês

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Foto: Sophia Andreyevna Tolstaya

Maxim Gorky ao lado de Tolstói em Yasnaya Polyana em 1900. Vegetariano, Gorky se alimentou como um camponês a maior parte de sua vida. Gostava de vegetais em salmoura ou vinagre, além de sopas e aveia com frutas.

Written by David Arioch

November 8th, 2017 at 2:24 pm

Vegetariano, Tolstói não fazia concessões

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Vegetariano, o escritor russo Liev Tolstói não fazia concessões, independente dos hábitos alimentares de seus visitantes. Normalmente às 18h era oferecido um jantar:

Serviam uma sopa com bolinhos de massa e raízes, suflê de cenoura, arroz com ervilhas, sopa de couve-flor e salada de batata com beterraba, além de um purê de maçã com ameixas secas.

Written by David Arioch

November 8th, 2017 at 2:17 pm