Archive for January, 2016
Não confunda skinhead com bonehead

Derrick Morgan, até hoje lembrado como um dos maiores nomes do movimento skinhead (Foto: Reprodução)
O rapaz da foto é o jamaicano Derrick Morgan, um dos maiores expoentes do movimento skinhead. Na juventude, ele fez importantes parcerias com músicos como Desmond Dekker, Bob Marley e Jimmy Cliff.
Levando isso em conta, acho válido enfatizar que a cultura skinhead em essência nunca defendeu o uso de violência, muito menos qualquer forma de racismo ou preconceito. Esse tipo de conduta é inerente aos boneheads, um movimento completamente diferente que inclusive se apropria de forma equivocada e ilícita da palavra skinhead, um termo hoje totalmente vulgarizado e descontextualizado por causa da desinformação.
Por isso é muito importante não chamar de skinhead qualquer careca que incentive a violência. Sem dúvida, é uma ofensa tremenda e uma grande injustiça contra muita gente não só do Brasil, mas do mundo todo que contribuiu e continua contribuindo com os ideais de liberdade do movimento. Para quem quiser entender a real história dos skinheads, sugiro que assista ao filme “This Is England”, do cineasta inglês Shane Meadows. Originalmente, os skinheads se identificaram com gêneros musicais como rocksteady, reggae, soul, ska e mais tarde punk-rock.
Um simples relógio pode fazer você parecer um terrorista
Em 1992, meu pai trouxe pra mim de East Lansing, Michigan, um relógio Casio modelo F-91W que eu achava o máximo, afinal, não conhecia ninguém com menos de dez anos que tivesse um relógio parecido. Em 2012, me surpreendi quando fiquei sabendo que o mesmo relógio, que um dia foi muito popular nos Estados Unidos, é considerado até hoje um artigo de terrorista porque supostamente nos últimos 14 anos a Al-Qaeda começou a usá-lo em cursos de fabricação de artefatos explosivos improvisados, o tal do IEDs. Dei uma rápida pesquisada no Google e vi que em algumas fotos Osama Bin Laden aparece usando o mesmo modelo.
Alcatraz, uma série subestimada que acabou cancelada
Em 2012, acompanhei a série Alcatraz, exibida pela Fox e produzida por J.J. Abrams, o mesmo produtor de Lost. Infelizmente a série foi tão subestimada que acabou cancelada. Ainda assim, recomendo a qualquer um que goste de séries de drama e mistério que assistam a primeira e única temporada de Alcatraz. O enredo gira em torno dos 302 presos que desapareceram da Ilha de Alcatraz, a prisão de segurança máxima mais famosa dos Estados Unidos, sem deixar pistas numa noite de 1963.
O mais interessante é que a série se passa na atualidade e, aparentemente, cada um dos detentos retorna em um episódio. Reaparecem e cometem crimes a mando de quem os livrou da prisão à época. O mais intrigante é que os presos voltam com a mesma aparência, como se tivesse passado apenas mais um dia e não 48 anos.
A série tem um caráter crítico bem curioso, tanto é que Jack Sylvane, veterano da Segunda Guerra Mundial e o primeiro fugitivo a ressurgir na atualidade, foi confinado em Alcatraz porque roubou uma mercearia que vendia selos, ou seja, por ironia, um crime federal. No elenco, estão alguns nomes bem conhecidos como Sam Neill, Sarah Jones e Jorge Garcia.
Meu pai e O Encouraçado Potemkin
No final das férias de julho de 1994, aos 10 anos, eu estava em uma locadora na Avenida Distrito Federal, em Paranavaí. Quando saí de lá, meu pai me olhou e disse: “Me consiga esse filme que lhe dou um prêmio.” Era o clássico do Cinema Revolucionário Soviético “Bronenosets Potyomkin”, conhecido no Brasil como “O Encouraçado Potemkin”, de Sergei Eisenstein, lançado em 1925. E assim, a partir de um desafio entre pai e filho, meu interesse por cinema apenas cresceu.
Educação sem competição
Uma das características mais marcantes do sistema educacional finlandês é o alto grau de autonomia das escolas e dos professores.
Não há avaliação padrão obrigatória para os alunos, a não ser um único teste de língua, matemática e ciências naturais ao final do ensino secundário – quando os alunos têm entre 17 e 19 anos.
No dia a dia, os professores não avaliam os alunos por notas, e sim por critérios descritivos, evitando comparações entre eles. Em síntese, o foco não é o desempenho em situações específicas, mas o aprendizado em geral.
Acesse: http://www.oph.fi/english/education_system
Simon Norfolk e o contraste entre Ocidente e Oriente
Foto premiada do britânico Simon Norfolk registrada em Cabul, no Afeganistão. Observem o contraste entre Ocidente e Oriente dez anos após a invasão das Forças Armadas dos EUA. A imagem se divide em dois símbolos nascidos de uma mesma consequência.
Acesse: http://www.simonnorfolk.com
Klaus Jost e a docilidade dos tubarões

Engenheiro marítimo não concorda com quem afirma que tubarões são animais agressivos (Foto: Klaus Jost)
Imagem do fotógrafo e engenheiro marítimo alemão Klaus Jost que há anos registra e estuda o estilo de vida dos tubarões. Na foto, Jost estava logo abaixo do dócil tubarão-touro que apelidou de “Vovó”. Ao contrário do senso comum, dos mais de 460 tipos de tubarões existentes no mundo, poucos são agressivos e atacam humanos.
Acesse: http://www.jostimages.com
Luz nas Vielas da Brasilândia
Imagem do projeto “Luz nas Vielas”, realizado de forma independente pelo grupo de artistas espanhóis “Boa Mistura” na Vila Brasilândia, uma das maiores favelas de São Paulo. O objetivo da iniciativa é espalhar palavras positivas por comunidades carentes.
Acesse: http://www.boamistura.com/luz_nas_vielas.html
A arte em papel de Jennifer Collier
Imagem de uma das muitas obras da artista britânica Jennifer Collier que cria tudo com papel. Ela aproveita livros e revistas já deteriorados ou descartados por causa de manchas de alimentos e bebidas. O trabalho lembra a técnica decorativa découpage, mas é ainda mais complexo.
Acesse: http://www.jennifercollier.co.uk
Visitando Billy
Hoje, no final da tarde, fui até a casa do artista plástico Luiz Carlos Prates de Lima, na Vila Alta, na periferia de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, visitar o Billy, cachorro do ex-morador de rua Jessé Piedade que está fazendo tratamento contra o alcoolismo na Casa da Misericórdia, de Apucarana, no Norte do Paraná. Quando cheguei lá, Billy fez a maior bagunça – começou a rodopiar e a saltar. Assim que se acalmou, aproveitei para registrar o momento. Billy, que hoje está sob a guarda do Tio Lú, tem uma história de vida muito bonita.
Quando filhote, foi abandonado na sarjeta do Terminal Rodoviário de Paranavaí num dia de chuva. E para piorar, um dos guardas do local o deixou cego de um olho ao usar uma arma de eletrochoque para expulsá-lo de lá. Jessé, revoltado, partiu pra cima do guarda e o impediu de machucá-lo mais ainda. Desde então, se passou dois anos, e hoje Billy é esse animal alegre e saudável que vocês podem ver na foto.







