David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Vegetarianismo/Veganismo’ Category

Piadas sobre bacon não são engraçadas

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Foto que ilustra bem a degradação animal

Quando alguém faz piada sobre bacon, não consigo rir porque a minha mente logo faz uma rápida associação com a realidade. E a realidade é a contumaz degradação de um ser vivo. Ademais, fechar os olhos para o sofrimento animal não vai fazer ele desaparecer. Muito pelo contrário, só vai ajudar a crescer, já que ele depende basicamente de conivência e omissão.

 

 





A crueldade da debicagem na indústria de ovos

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Processo é bastante doloroso para as aves

A debicagem é um dos processos mais cruéis da indústria da exploração animal, e o que sustenta tal prática é a produção e comercialização de ovos. Nas granjas, corta-se o bico de pintinhos com até 10 dias de idade para evitar que eles machuquem uns aos outros. E por que fariam isso?

Simplesmente porque, afastadas de um estilo de vida natural e convivendo em pequenos espaços com muitos animais, as aves que se tornarão galinhas poedeiras ficam extremamente estressadas e chegam a praticar canibalismo. A dor pós-debicagem pode durar de 20 a 30 dias, e os animais sofrem tanto que muitos não conseguem dormir até o ferimento cicatrizar.

Para quem tem dúvidas sobre se essa prática é pontual ou recorrente, é possível encontrar vídeos de amadores e profissionais no YouTube cortando os bicos de pintinhos, galinhas e frangos.

 

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Written by David Arioch

June 28th, 2017 at 9:33 pm

“Animais mortos por asfixia. Eu não gostaria de morrer assim”

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Não desejo tal fim a ninguém

Animais mortos por asfixia. Eu não gostaria de morrer assim. É justamente por isso que não desejo tal fim a ninguém, nem mesmo a um peixe. Enquanto alguém comemora a satisfação de tirar um peixe da água, o animal agoniza. Há espécies como o arenque, bacalhau e badejo que sofrem por até 50 minutos após a pesca.

Outros, por até quatro horas, como é o caso do linguado. Será que um peixe agonizar por tanto tempo, enquanto luta pela vida, é resultado do acaso? Não, é porque ele não nasceu para morrer dessa forma. Nunca vi um peixe morto com uma expressão que não fosse similar ao do desespero ou estranhamento humano.

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Written by David Arioch

June 28th, 2017 at 9:29 pm

Quando temos filhos…

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Pintura: Peaceable Kingdom, de Edward Hicks

Quando temos filhos, gostamos de contar-lhes histórias de amor e respeito aos animais; de amizade entre todas as espécies; de narrar historietas sobre a harmonia entre os seres vivos, o respeito a todas as formas de vida.

Porém, nossa própria realidade e nossos hábitos, mais cedo ou mais tarde deixam claro que tudo que foi dito ou lido era apenas ficção, um frágil e ilusório pseudo-alimento para a mente. Provamos com atitudes que não acreditamos naquilo.

E logo as crianças crescem e esquecem o que os pais disseram, e os pais esquecem o que disseram aos filhos. As histórias desaparecem, ou não. Talvez sejam lembradas como artifício jocoso, risível, alegórico ou mesmo insignificante e utópico.

E a vida segue diante de uma mesa em que celebramos os nossos, porque nós somos importantes, e os outros existem para nos servir; para figurar como coadjuvantes de suas próprias vidas.

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Written by David Arioch

June 28th, 2017 at 9:26 pm

Por que você não se alimenta de animais?

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Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

— Por que você não se alimenta de animais? O que existe de tão errado nisso?

— Você já viu um boi, uma vaca e um bezerro pastando livremente? Um peixe serpenteando pelas águas? Um porco rolando na relva? Uma galinha ciscando sem pressa?

— Algumas dessas coisas, sim.

— O que você acha disso?

— É divertido, bonito de ver.

— Pois então. Se eu fosse um animal, provavelmente eu não ficaria feliz de ser privado dessas coisas que me trariam algum tipo de satisfação. Se me alimento de animais, não consigo ignorar minha culpa sobre aqueles que são privados de uma vida natural. Eu não gostaria de nascer, viver e morrer para atender supostas necessidades dos outros. Seria como viver sem um propósito próprio.

— Mas animais são criados com essa finalidade. Você não os veria se não fosse por causa da demanda por produtos de origem animal.

— Você tem razão, mas aqueles que vivem merecem gozar de uma vida sem exploração, privação ou sofrimento. Os animais que são reduzidos à comida depreciam a vida bem menos do que nós. Jamais deixariam de lutar diante da iminência da morte. Isso não é um exemplo de vontade de viver? Maior prova disso é que no chamado bem-estarismo os enganamos antes de matá-los. E claro, para parecermos mais humanos aos nossos olhos. Quero dizer, sou um sujeito tão bom que não o mato violentamente, apenas dissimulo uma situação antes do golpe final. Penso que enganar um ser vivo para matá-lo sem que supostamente ele sofra também é triste, porque é uma forma de traição, já que o animal segue seus comandos em confiança. Você já viu um animal oferecer alguma parte do corpo para que você a retalhe? Se um dia eles deixarem de existir, não será algo tão aberrante, penso. E por que seria? A vida deve seguir seu curso natural, e não existe nada de natural, por exemplo, em manipulação genética para atender caprichos humanos. Muitas vezes os animais nem se reconhecem como animais por causa da interferência humana. Tornam-se seres confusos, deslocados de sua própria vocação. Isso não é triste e preocupante?

— É…acho que faz sentido.

— Imagine se alguém o criasse e o colocasse para trabalhar o dobro do que você trabalharia normalmente, em sua capacidade natural. Como você se sentiria?

— Não concordo com essa comparação, é desleal.

— Tudo nos parece desleal quando observamos os outros como se estivessem abaixo dos nossos pés. Nos recusamos a exercer a empatia ou o reconhecimento do valor da vida animal porque isso exige uma revisão de valores. E também porque isso significa mastigar com a boca aberta e olhos esgazeados diante de um espelho convexo que mostra quem somos e o que fazemos; que revela a face que negamos na nossa relação com os animais.





O preço do coração de um frango

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O coração de um frango bate 300 vezes por minuto

Coloque sua mão no peito de um frango ou de uma galinha e sinta seu coração batendo. Ali existe uma vida que vibra. O coração de um jovem humano saudável bate em média 90 vezes por minuto; o de uma galinha ou frango bate 300 vezes. Uma vida que pouco vale no mercado consumidor. Cada quilo de coração de frango custa de R$ 7 a R$ 15.





Written by David Arioch

June 28th, 2017 at 9:04 pm

Quando alguém faz piadas apelativas sobre os animais

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O ser humano moderno, e mais ainda o hipermoderno, é o único que satiriza aquele que já foi relegado a uma deplorável vida de servidão

Quando alguém faz piadas apelativas sobre os animais para um vegano ou vegetariano, ele pode até sorrir, mas provavelmente é por educação, ou por não entender o que leva alguém a tirar sarro de um ser vivo que foi privado de ter uma vida natural para ser reduzido a produto.

Normalmente, o ser humano que debocha dos animais é aquele que compra carne, ovos e laticínios no mercado. Sendo assim, se satiriza outros seres vivos, pode ser por ausência de empatia em relação às outras espécies ou por desconhecer a história daquele ser vivo transformado em item de consumo.

Ou seja, em algum nível por ignorância. Por que isso é tão estranho? Por que os caçadores-coletores, que os defensores do consumo de produtos de origem animal tanto defendem, não debochavam dos animais que matavam, não os ridicularizavam.

O ser humano moderno, e mais ainda o hipermoderno, é o único que satiriza aquele que já foi relegado a uma deplorável vida de servidão seguida de morte. Nesse aspecto, há um esteio de involução.

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Written by David Arioch

June 28th, 2017 at 7:07 pm

Que tipo de coisas boas o veganismo pode levar para a vida de alguém?

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Arte: Dana Ellyn

Bom, acredito que a vida em geral passa a ter mais valor. E não falo da vida na individualidade, me refiro à coletividade mesmo. O eu se torna menor, e ajuda inclusive na reflexão do nosso papel no mundo. Por exemplo, se vivo somente para mim, me pautando nas minhas próprias necessidades, que tipo de contribuição estou dando? Vejo pessoas reclamando o dia todo, e muitas vezes não são pessoas que fazem algo por quem não pode proporcionar-lhes algum tipo de vantagem.

E o veganismo na sua essência vai na contramão disso. Você não é somente você. A individualidade é menor, porque você sabe que está ligado a muitas outras formas de vida, e que não há porque não buscar um equilíbrio, não fugir daquilo que representa o fim da vida, a perpetuação da exploração.

“O mundo é como ele deveria ser.” Esta é uma das falácias mais comuns espalhadas por conformistas ou por quem defende o status quo. Não, o mundo é como ele não deveria ser. Desde sempre, há muitas coisas maliciosamente planejadas, assim como muitas coisas acidentais e inconsequentes, e até mesmo geridas pela ignorância. Porém, o mundo é como foi levado a ser por fatores tão diversos que não caberiam em uma resposta meramente maniqueísta.

Costumo dizer que os animais são explorados em níveis industriais porque são matérias-primas baratas, exploradas exaustivamente, e que rendem muita grana, já que as vítimas não ganham nada com isso. Claro, ninguém é perfeito, mas se você respeita ou pelo menos se esforça para respeitar todas as formas sencientes de vida, você já está desempenhando um papel positivo. Não há como não ver solidariedade e altruísmo nisso.

Acreditar que não apenas os seres humanos têm direito à vida é o reconhecimento e o exercício da empatia além da esfera especista e antropocêntrica. Afinal, respeitar um vulnerável ser não humano, entendendo que ele não merece morrer para nos beneficiar, é reflexo de uma moral que está além das nossas conveniências.

Não há como fugir da exploração no mundo em que vivemos. Então como é possível ser vegano nesse contexto?

Às vezes, algumas pessoas falam em ser ou não ser vegano 100%, e essa confusão e descrença é algo que agrada a indústria da exploração animal, porque ninguém mais do que ela deseja que as pessoas vejam o veganismo como inviável em suas vidas, ou que questionem o seu papel como veganos. Não raramente, alguém diz: “Não me sinto como se fosse realmente vegano. ” Minha pergunta é: “Você faz o que está ao seu alcance?” Se sim, está tudo bem.

O veganismo foi gestado em âmbito urbano, dentro de uma realidade pós-revolução industrial. Não há motivo para as pessoas o complicarem. Nada do que as pessoas dizem a respeito do que é ser ou não ser vegano, apresentando prováveis impossibilidades e contradições, me causa qualquer desconforto ou dúvida. Há inclusive literatura anti-vegana, e já li obras consideráveis sobre isso, mas nenhuma delas me tocou porque faltou um importante ponto de percepção – entender o veganismo sob a ótica vegana. Sou bem consciente de minhas limitações, e nenhuma delas me leva a desacreditar no veganismo, e simplesmente porque não há motivo.

Mesmo quando o veganismo surgiu na Inglaterra em 1944, ninguém disse que veganos seriam pessoas perfeitas, que nunca tomarão parte na exploração animal em suas vidas. Não se trata disso. Se alguém aponta o dedo pra mim e diz: “Ah, cara, você não tem como evitar exploração o tempo todo. Como pode ser vegano?” Sim, eu não tenho como evitar tomar parte na exploração o tempo todo, porque naturalmente existe um sistema que é maior do que todos nós, mas é justamente por isso que sou vegano, porque é uma luta constante.

Se eu não precisasse questionar nada, isso significaria que o mundo já é vegano, e ninguém que é contra a exploração animal teria do que se queixar. Mas se reclamamos e até encontramos dificuldades nessa jornada, é porque ainda temos muito o que fazer. Acima de tudo, é a insatisfação e a exigência de novas alternativas que levem às mudanças, não à aceitação, rótulos ou apego ideológico. Veganismo é sobre redução de impactos.

Você deve fazer tudo que está ao seu alcance para não tomar parte na exploração animal, simplesmente. Ou seja, é sobre dedicação, força de vontade, empatia. Evita-se comer tudo de origem animal, assim como usar qualquer produto de origem animal. Porém, há situações que às vezes fogem do nosso conhecimento por vivermos em uma realidade baseada em um sistema que usa os animais até para as finalidades mais desnecessárias.

A maioria da população não tem a mínima ideia de como os animais não estão apenas em seus pratos, mas praticamente em tudo que elas usam, tudo mesmo. Quando um animal explorado pela indústria morre, muitas vezes não há o que enterrar, porque tudo que um dia fez parte de uma vida é transformado em algum produto. Isso não é estranho? Tem gente que qualifica isso como consequência e aproveitamento. Mas ignora-se que quanto mais um animal é qualificado como produto, mais ele se distancia de ser visto como vida para ser definido como objeto. E isso é um absurdo.

A revolução industrial ocorreu entre 1760 e 1840, e com ela surgiu toda uma cultura que intensificou o uso de animais como produtos, e a níveis inimagináveis. E isso não teve impacto somente para os animais não humanos, como podemos perceber em obras como “The Jungle”, de Upton Sinclair, que relaciona as duas formas de exploração, humana e não humana, por entender que são vilmente análogas em muitos aspectos.

Claro, o uso de animais como produtos também é um infeliz fator cultural, já que se trata de prática socialmente legitimada, mas é exatamente esse fator da depreciação da vida que nos leva à banalização de tantas coisas. Se um vegano é, por uma eventualidade, obrigado a usar algo que seja proveniente da exploração animal, por não haver alternativas, isso não significa que ele não é vegano, mas sim que há muito a ser feito e cobrado. Sendo assim, ser vegano neste mundo não é apenas possível como necessário.

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Written by David Arioch

June 25th, 2017 at 7:14 pm

Considerações sobre musculação, fisiculturismo e veganismo

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Não é tão difícil alcançar as necessidades individuais com proteína vegetal, com uma alimentação vegetariana

Não é raro encontrar pessoas que dizem que veganos não conseguem chegar ao nível de fisiculturistas que não são veganos. O que acho? Talvez. Bom, acredito que há fatores a se considerar. Um deles é o fato de que claro que é mais fácil uma pessoa se empanturrar de proteína animal e alcançar o necessário para o ganho de massa muscular, até porque é mais cômodo. É exatamente por isso que a maioria dos que competem comem muita proteína animal. Por outro lado, não é tão difícil alcançar as necessidades individuais com proteína vegetal, com uma alimentação vegetariana. É preciso um pouco de interesse, boa vontade, paciência e empatia.

Mas claro que somente comida pode não ser o suficiente. Digo isso porque quando se fala em competição, as pessoas sempre pensam no nível dos grandes fisiculturistas internacionais, em atletas que competem no Mr. Olympia, Arnold Classic, e que obviamente não consomem poucos esteroides anabolizantes, nem mesmo fazem meros ciclos de EAs. São pessoas que, claro, se dedicam muito ao que fazem, dão a vida por isso. Mas não dá pra negar que jamais chegariam onde chegaram sem muitos recursos farmacológicos, e obviamente comem o que for necessário para acelerar o ganho de massa muscular.

Não serei hipócrita de dizer que uma pessoa pode ter um físico monstruoso simplesmente comendo comida, e isso independe se estamos falando de alimentação onívora ou vegetariana. Ninguém fica gigante só com comida, e aqui falo de alguém com quantidade imensa de massa muscular e baixo percentual de gordura. O ser humano tem um limite natural.

Claro, é possível ter um físico de qualidade sem usar EAs, ser visto como forte, grande e musculoso. Mas não no nível de atletas de elite, desses que são patrocinados ostensivamente por grandes marcas de suplementos alimentares importados. Como, por exemplo, um cara com 1,80m subindo no palco com mais de 100 quilos e 4% de gordura corporal. Esse é outro nível, outra realidade. Além disso, fisiculturismo não é sobre saúde, mas sobre desenvolvimento muscular.

Vivemos em um mundo onde tudo que é mais próximo do natural não tem grande espaço, não é admirado com o mesmo brilho do que não é. Não tenho nada contra quem usa esteroides anabolizantes, mas não é o que quero pra mim. Desde sempre treino por prazer. Sim, amo musculação, não é uma obrigação, e ela é parte importante da minha vida há mais de dez anos, até pelo fato de ter ter um papel terapêutico na minha vida. Ademais, ser vegano não me atrapalha em nada, até porque o que quero pra mim em relação a isso é o que o veganismo pode oferecer.

Se for pouco para os outros, tudo bem. Não sendo pra mim é o que me basta. Se alguém chegasse e dissesse: “Cara, tem uma substância de origem animal revolucionária que descobriram agora. Ela vai te levar a outro nível.” Eu simplesmente diria: “Não, obrigado.” Já cheguei onde gostaria de chegar. Se eu puder melhorar em algum sentido, tudo bem. Senão, bom também. Não tomar parte na exploração animal é tão importante pra mim que mesmo que eu tivesse limitações para melhorar a minha condição estética, ainda assim eu seguiria em frente, porque o meu físico não é mais importante do que a vida dos animais. E isso nunca vai mudar.

Acredito que qualquer pessoa que considera o veganismo de forma sincera tem isso em mente. Também é preciso ponderar o fato de que a maioria das pessoas que praticam musculação, sejam vegetarianas, veganas ou não, têm objetivos modestos. Querem apenas ganhar um pouco de massa muscular, diminuir o percentual de gordura ou garantir mais qualidade de vida. Sendo assim, são metas totalmente alcançáveis por veganos.

 

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Quando se reconhece que não só os humanos têm direito à vida

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Os olhos deixam de ser os mesmos quando vidas já não podem ser assimiladas e aceitas como produtos

A partir do momento que se reconhece que não somente os seres humanos têm direito à vida, desperta-se naturalmente para um novo tipo de sensibilidade e de reconhecimento do valor da existência. Os olhos deixam de ser os mesmos quando vidas já não podem ser assimiladas e aceitas como produtos.

Written by David Arioch

June 19th, 2017 at 1:32 am