David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for September, 2017

O veganismo como evolução do vegetarianismo ético

without comments

O veganismo ao longo da história vem se se desenvolvendo de forma a ampliar cada vez mais o seu escopo em relação à rejeição à exploração animal. Se levarmos em conta que o veganismo é uma evolução do vegetarianismo ético, é natural que o caminho seja preterir cada vez mais a exploração, e não o contrário. O ser humano que chega a um ponto em que já não reconhece nada de origem animal como essencial à vida humana, nem os animais como posse, não tem por que fazer o caminho reverso. Afinal, não seria tolice dizer que isso poderia ser um regresso ou um propiciador de riscos.

Há uma quantidade razoável de material literário disponível para as pessoas refletirem e discutirem sobre o veganismo e os direitos animais, inclusive partindo de outras esferas. Esse seria um bom caminho a ser trilhado. Até porque é um meio interessante para reconhecermos onde estamos errando e acertando, caso não tenhamos boas e sólidas referências em relação a determinados assuntos, sejam mais específicos ou não nesse contexto.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

September 10th, 2017 at 1:25 am

Um exemplo de baliza ética vegana

without comments

Darei um exemplo de baliza ética. Se tenho uma empresa e alguém diz que a única forma de eu comercializar o meu produto em determinado mercado é realizando testes em animais, sabe o que faço? Simplesmente abro mão desse mercado ou redireciono o foco da minha atividade, até porque quem tem condições de realizar testes de produtos em animais tem grana para fazer outra coisa.





Jacaré, mais um animal reduzido a alimento

without comments

Espécie se tornou alvo da ganância humana

Corumbá, no Mato Grosso do Sul, tem o terceiro e maior frigorífico de jacarés do Brasil, e, assim como outros, com o aval e apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Assim como outros animais, do jacaré não se aproveita apenas a carne, mas tudo, inclusive os olhos. Este ano a estimativa é de que pelo menos 600 animais sejam abatidos por dia somente em um frigorífico, de acordo com informações da Caimasul. Isso representa 65 mil quilos de carne de jacaré por mês.

Estamos falando de uma carne que pode custar até R$ 70 por quilo. Logo, além da exploração desnecessária e da crueldade legitimada, interessa a quem algo assim? Quem tem condições de pagar por isso? Não é difícil interpretar que essa oferta vai ao encontro de uma demanda específica, que se volta para a exportação e para uma pequena camada da sociedade com maior poder de compra.

Atualmente, nas maiores cidades do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, o jacaré já é visto por muita gente como alimento, assim como o boi, o porco e o frango. Não é incomum encontrar pedaços de jacaré em açougues e mercados. Normalmente, estão reduzidos à ponta de cauda, filé de cauda, filé de lombo, filé de dorso, filé mignon, coxa, sobrecoxa, linguiça e iscas. Uma cooperativa de criadores de jacaré alega que a iniciativa visa a conservação do meio ambiente e a preservação da espécie.

Mas será mesmo que criar milhares de animais em cativeiro, em baias e galpões, e manter um ritmo de produção de milhares de toneladas por ano é uma medida que visa realmente o bem-estar da espécie? E o que eles pretendem fazer quando a demanda dobrar, triplicar ou quadruplicar? Ou até mais do que isso. Afinal, eles estão incentivando novos hábitos na população, e também a ideia de que o Pantanal é território fértil para esse tipo de exploração.

Além disso, essa demanda também pode estimular naqueles que veem nisso um bom negócio, mas não têm condições de investir formalmente e legalmente na área, o interesse pela comercialização ilegal de carne de jacaré, que pode ter um custo até quatro ou cinco vezes menor. Ou seja, surge aí um estímulo para que mais animais selvagens sejam mortos para atender a uma demanda que deve crescer substancialmente.

Precisamos considerar também o fato de que esses animais estão sendo criados fora do seu habitat. Se o foco é a preservação ambiental, então por que matá-los e reduzi-los a alimentos? Se a ideia é o controle populacional, por que eles são condicionados a se reproduzirem em cativeiro? Enfim, se há uma superpopulação de jacarés no Pantanal, e eles devem ser supostamente abatidos, a situação chegou a esse ponto por negligência e interferência humana.

Vivemos em um mundo com mais de 7,2 bilhões de pessoas, e onde mais de 870 milhões de seres humanos sofrem de subnutrição crônica, mas temos um péssimo costume de culpar outras espécies por nossas falhas e concupiscências. A comercialização de carne de jacaré é um exemplo disso. Transformamos um animal selvagem em bode expiatório, extraímos o máximo que pudermos dele para gerar lucro, e esse lucro não é redistribuído nem mesmo direcionado à recuperação do meio ambiente.

Acredito que é mister não ignorar que essa indústria mata animais privados de seu habitat, habitat este que não pertence a ninguém, a não ser à própria natureza. E os espólios de suas mortes são celebrados por uma pequena parcela da população com maior poder aquisitivo. É justo isso? Não creio.





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 8:11 pm

Kátia Abreu e a objetificação animal

without comments

Jumento, mais um animal relegado ao consumo humano

A senadora e pecuarista Kátia Abreu publicou em sua página no Facebook uma foto de um banquete em Pequim que incluiu carne de jumento. O que as pessoas não fazem por dinheiro. Se refletirmos um pouco, não é difícil concluir que muitos animais não são vistos como commodities no Brasil simplesmente porque não têm um valor “adequado” de mercado. Porém, não dá pra ignorar que a exportação de jumentos pode abrir um precedente temerário e mais preocupante para os próximos anos. A impressão que fica é que qualquer animal, pelo menos neste país, está sujeito à morte massiva se em algum momento alguém mostrar que seu fim pode ser uma boa fonte de renda.

 





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 8:04 pm

Sim, toda teoria é sempre um processo inacabado de indagação e descoberta, porém…

without comments

Sim, toda teoria é sempre um processo inacabado de indagação e descoberta, porém, é preferível que mire o horizonte. Se chegamos a um ponto em que uma teoria legitima ou tenta legitimar práticas que, por uma questão evolutiva, já não deveriam ser aceitas, isso significa, impreterivelmente, que há o risco de se caminhar para trás, dependendo da quantidade de pessoas que a endossam.





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 7:55 pm

Posted in Reflexões

Tagged with ,

Exploração animal e a criança no restaurante

without comments

Se você percorrer mercados, lanchonetes e restaurantes e, naturalmente, prestar atenção à sua volta, sempre vai encontrar pais obrigando crianças a se alimentarem de animais

Se você percorrer mercados, lanchonetes e restaurantes e, naturalmente, prestar atenção à sua volta, sempre vai encontrar pais obrigando crianças a se alimentarem de animais. Sei que muitos fazem isso até mesmo de forma irrefletida, por uma questão historicamente cultural. Afinal, poucas propagandas foram tão bem-sucedidas quanto a da suposta necessidade do consumo de alimentos de origem animal.

Porém, quem analisa sob outra perspectiva, e aqui me refiro à reação genuína de estranhamento, pode se surpreender em reconhecer como estamos entorpecidos por uma realidade fragmentada que nos condiciona a viver não da forma mais adequada, justa ou saudável, mas da maneira que parece mais socialmente aceitável.

E quando falo em socialmente aceitável, quero dizer que até mesmo a saúde é relegada a segundo plano, ou nem mesmo é relegada a plano algum. Permita-me citar uma breve história que exemplifica tal raciocínio sobre condicionamento alimentar.

Passando em um restaurante para conversar brevemente com alguém, notei uma criança com, talvez, três anos resistindo em comer um pedaço de carne bovina ou “cadáver de boi”. A garotinha não fazia barulho, apenas lacrimejava enquanto se recusava a observar um bife em seu prato.

— Num gosdibife.
— Não precisa gostar. É só comer – disse o pai.
— Num quero.
— Coma…coma já esse bife – prosseguia o homem tentando não chamar a atenção.
— Não!
— Por favor, filhinha – insistia a mãe.
— Olhe nas outras mesas, todo mundo está comendo carne. Só você que não – continuou o pai.
— Deixa. Num sou eles. E eles não é eu.
— Aé? Então tá! — reagiu o pai.
O casal acabou cedendo, mas não desistiram de punir a criança.
— Tudo bem. Mas hoje não vai ter sobremesa.
— Num picisa.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Propaganda jamais deve estar acima da moral e da ética

without comments

Propaganda não deve estar acima de importantes valores humanos

Propaganda jamais deve estar acima da moral e da ética. Quando você faz da propaganda o seu principal veículo de transformação e deixa a moral e a ética em segundo plano, isso significa que direta ou indiretamente você pode recorrer a meios caliginosos, rasos, hiperbólicos, conflitantes ou incertos para convencer o maior número de pessoas a compartilharem de suas ideias. É claro que a propaganda pode triunfar, mas também pode ter um prazo de validade bem curto dependendo da forma como é conduzida. Ainda mais no mundo atual, em que a propaganda pode ser tão sólida quanto um castelo de areia.





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 6:35 pm

Posted in Reflexões

Tagged with , ,

Escritores protovegetarianos e vegetarianos de literatura ficcional

without comments

Gosto muito da literatura ficcional de escritores protovegetarianos e vegetarianos, e não falo isso de forma segregacionista. O que quero dizer com isso é que mesmo quando eles não fazem qualquer menção ao vegetarianismo ou aos direitos animais em suas obras, normalmente trazem de forma implícita ou explícita o discurso da não violência como expressão de uma realidade a ser alcançada. E muitas vezes isso não é feito nem de forma idealizada, mas sim cognoscível. Em menor ou maior proporção, eles imprimem o reconhecimento do respeito à vida, seja ela humana ou não. Alguns autores sobre quem já pesquisei:

Colagem: David Arioch

01 – Al Ma’arri
02 – Mary Shelley
03 – Percy Shelley
04 – Lord Byron
05 – Liev Tolstói
06 – Jaime de Magalhães Lima
07 – Franz Kafka
08 – Sadeq Hedayat
09 – Vydūnas
10 – Nikolai Leskov
11 – Sergei Yesenin
12 – Carlos Dias Fernandes
13 – Alphonse de Lamartine
14 – George Bernard Shaw
15 – Romain Rolland
16 – Shmuel Yosef Agnon
17 – Isaac Bashevis Singer
18 – Guy Endore
19 – Upton Sinclair
20 – Allen Ginsberg
21 – J.M. Coetzee

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 6:30 pm

Escritores de literatura ficcional com obras e posicionamentos que revelam simpatia pelo vegetarianismo

without comments

Escritores de literatura ficcional sobre quem pesquisei que têm obras e posicionamentos que revelam simpatia pelo vegetarianismo:

Colagem: David Arioch

01 – William Blake
02 – Machado de Assis
03 – Augusto dos Anjos
04 – Herman Melville
05 – Mark Twain
06 – Milan Kundera
07 – José Saramago
08 – Ransom Riggs





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 6:26 pm

Filósofos e pensadores que abordaram o não consumo de carne, vegetarianismo e o direito dos animais à vida

without comments

Colagem: David Arioch

Alguns filósofos e pensadores sobre quem pesquisei, e publiquei artigos, que abordaram o não consumo de carne, vegetarianismo, vegetarianismo místico, vegetarianismo ético ou o direito dos animais à vida:

01 – Pitágoras
02 – Plutarco
03 – Sócrates
04 – Platão
05 – Teofrasto
06 – Empedócles
07 – Ovídio
08 – Montaigne
09 – Voltaire
10 – Schopenhauer
11 – Henry David Thoreau
12 – Agostinho da Silva





Written by David Arioch

September 9th, 2017 at 6:22 pm