David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for January, 2017

O Ocidente no Oriente e o Oriente no Ocidente

without comments

Se no passado o Ocidente foi ao Oriente, hoje é o Oriente que mais uma vez chega ao Ocidente das mais diferentes formas. O que não me parece surpreendente, já que desde sempre o Ocidente flerta com o Oriente, e vice-versa. Não há como ser purista em um mundo em constante metamorfose.

O sírio Abul ʿAla Al-Maʿarri, é considerado um dos maiores poetas da cultura árabe, e foi influenciado substancialmente pelos gregos no século 11. Por outro lado, o alemão Arthur Schopenhauer, um dos mais importantes filósofos do século 19, escreveu sobre a moralidade tendo como uma de suas principais referências o sânscrito védico, de origem indiana.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:32 pm

Posted in Reflexões

Tagged with , , ,

Inglaterra, pioneira em vegetarianismo e veganismo no Ocidente

without comments

Interessante saber que dos países do Ocidente, a Inglaterra em um passado longínquo já era apontada como a nação considerada mais avançada no que diz respeito à conscientização sobre os direitos animais, e que por tal motivo o vegetarianismo e o veganismo daquele país, enquanto movimentos articulados, tornaram-se referências para o mundo. Já anotei aqui que um dos meus compromissos é pesquisar sobre o contexto em que se deu essa valorização do vegetarianismo e depois do veganismo na Inglaterra.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:28 pm

Por que evitamos ver os animais para além da comida?

without comments

230148_206218652745187_100000711601029_625974_3453197_n

Para não nos sentirmos mal, colocamos em nossas mentes que precisamos da carne para sobreviver (Foto: Reprodução)

Quando crescemos, em algum momento de nossas vidas, temos alguma ideia de como a carne chega aos nossos pratos, mas acaba por ser mais conveniente não pensar a respeito e ignorar o sofrimento envolvido naquele pedaço de carne.

Para não nos sentirmos mal, colocamos em nossas mentes que precisamos da carne para sobreviver, e os animais não humanos podem sofrer, porque estão fazendo algo bonito, que é sanar uma dita importante necessidade da humanidade. Um “belo destino” para seres vistos como inferiores, que muitos preferem acreditar que existem simplesmente para nos servir.

Evitamos ver os animais para além da comida porque não queremos nos responsabilizar pelo fato de que somos culpados por suas vidas tão curtas, por seu sofrimento e privação. Preferimos ignorá-los, observá-los à distância e com altivez, por nos considerarmos melhores.

Há quem use o pretexto da saúde, quando, de um modo ou de outro, sabemos que a única justificativa para comer carne é o paladar. Sim, não há nada que motive mais o ser humano a seguir por esse caminho do que o paladar. Quando ele refuta isso, é porque não admite ser visto como alguém que é motivado pelo efêmero prazer da gustação.

Contribuição

Este é um blog independente, caso queira contribuir com o meu trabalho, você pode fazer uma doação clicando no botão doar:





Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:26 pm

Há sempre mais motivos para não comer carne

without comments

Arte: Sue Coe

Há sempre mais motivos para não comer carne do que para comê-la, e isso por si só já é mais que suficiente. Quem come carne e não abre mão, diz que é importante fonte de proteína, que é gostosa e que faz bem. Ou seja, são argumentos que, independente da veracidade, se voltam para a individualidade.

Já os argumentos para não comer carne hoje em dia são: não temos direito de matar para beneficiar nosso paladar e não precisamos de carne para sobreviver. Há profissionais que também argumentam que o consumo de carne não é saudável nem sustentável.

O consumo de carne também é apontado como um dos maiores responsáveis pelo desmatamento e pelo aquecimento global. Quais argumentos se voltam menos para a individualidade e mais para os benefícios coletivos?





É importante adotar o veganismo pelos motivos certos

without comments

Foto: We Animals/Jo-Anne McArthur

Não digo que é fácil abandonar todos os hábitos alimentares que envolvem ingredientes de origem animal, porque de fato sei que pode não ser tão simples. Mas querer mudar é o mais importante. Veganismo, por exemplo, ao contrário do que muita gente pensa, pelo menos tratando-se de alimentos, não se resume a não consumir carnes, ovos, leite e mel.

Uma vez, há muito tempo, fui ao mercado com minha mãe, e ela me mostrou uma nova barra de chocolate Hershey’s com 70% de cacau. Dei uma olhada e vi que tinha gordura anidra de leite na composição, logo não era um chocolate livre de ingredientes de origem animal. Além disso, naturalmente associei aquele chocolate à denúncia de que a Hershey compra cacau oriundo da exploração de mão de obra escrava, humana e não humana, na Costa do Marfim.

Então creio que é importante adotar o veganismo pelos motivos certos e entender o que isso representa de verdade, porque não se trata simplesmente de não comer carnes, leite e ovos, mas sim de evitar consumir qualquer produto que envolva algum tipo de exploração animal.

Acredito que o veganismo é um constante aprendizado. Por outro lado, também é surpreendente reconhecer como um novo mundo de possibilidades se abre para nós quando optamos por mudar. Acredite, algo substancial muda dentro de você.





Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:14 pm

Veganismo, exploração e conscientização

without comments

Arte: Austen Mikulka

Não acredito que o veganismo nos isenta de tomarmos parte em todos os tipos de exploração, até porque isso ainda é impossível. A maior diferença subsiste no fato de que reconhecemos que a exploração animal existe e nos empenhamos em fazer algo para evitar contribuir com isso.

De um modo ou de outro, estamos sempre nos submetendo a um sistema exploratório. É inegável, mas a possibilidade de mudança só surge a partir do momento que o problema é combatido por um número cada vez mais crescente de pessoas. Não sou purista, nunca fui, e tenho plena consciência de minhas limitações.





Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 1:11 pm

Boas notícias sobre o meu trabalho

without comments

16114024_1303489639742428_6089441413015128440_n-horz

Arnaldo Baptista e Vegetarirango compartilharam o meu trabalho nos últimos dias

Muito gratificante saber que o músico e compositor Arnaldo Baptista, um dos fundador da banda Os Mutantes, uma das mais importantes da história do rock brasileiro, compartilhou meu artigo sobre como o baixista Geezer Butler, do Black Sabbath, se tornou vegano.

Também fiquei feliz ao saber que o idealizador do canal Vegetarirango, que tem mais de 228 mil seguidores no Facebook, compartilhou a minha reportagem sobre o físico vegetariano Brian Greene, considerado um dos mais importantes da atualidade. Quanto mais repercussão, melhor.

Ricos, governo e mazelas

without comments

Certeza que se eu fosse muito rico eu iria ficar esperando os governos resolverem as mazelas do mundo. Acho que se as pessoas que têm uma miríade de recursos pensassem um pouco mais nos outros, se empenhassem em ajudar verdadeiramente, o mundo seria um lugar muito melhor. Mas o problema é que muitas delas apenas simulam ajudar. O que mais vejo são pessoas com muita grana “ajudando” em troca de um benefício muito maior.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 12:39 pm

Posted in Críticas

Tagged with , , , ,

Latifundiários e a política brasileira

without comments

Latifundiários interferem na política brasileira desde sempre e, com tanta naturalidade que tenho a impressão que tornaram-se organicamente parte da política brasileira há centenas de anos. É só analisar como se porta a bancada ruralista, ditando as regras do meio ambiente e interferindo decisivamente em questões envolvendo direitos animais.

O que dizer sobre esses casos de conflitos de interesses? Um político da bancada ruralista jamais poderia tomar parte em decisões ambientais, já que há nisso um conflito de interesses. Desde quando a política brasileira é feita, de fato, por políticos? Não tenho a mínima ideia, de certo. Porque o que temos são pessoas que representam os mais diferentes interesses ocupando espaço para legislarem em benefício próprio.

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 12:37 pm

O amigo rico

without comments

Tive um amigo que era extremamente rico. Um dia, ele me confidenciou que o seu maior medo era perder sua herança, alegando que sem ela, ele desapareceria. “Não existo sem o dinheiro, mas o dinheiro existe sem mim”, comentou. Numa noite, ele se matou com um tiro certeiro na boca, e deixou apenas um bilhete: “Não poderia viver com a hipótese de que algum dia o dinheiro se rebelaria ou desvaneceria.”

Written by David Arioch

January 16th, 2017 at 12:37 pm

Posted in Crônicas/Chronicles

Tagged with , , ,