Archive for the ‘Vegetarianismo/Veganismo’ Category
Laticínios, coca-cola e o poder da indústria
Você percebe como a indústria tem poder sobre as definições dietéticas de uma sociedade quando encontra mais recomendações ao consumo de leite do que de água. Isso me fez lembrar de um episódio em que perguntei a uma mulher porque ela quase não consumia água, e ela me disse que não precisava porque a água que ela bebia já fazia parte da composição da coca-cola. Sabe como se chama isso? Uma propaganda bem-sucedida capaz de desencadear uma dependência. Imagino como os executivos da Coca-Cola não ficariam extasiados ao ouvirem alguém dizer isso.
Uma coisa que pouca gente se dá conta, quero dizer a não ser que você seja vegetariano, vegano ou tenha sido diagnosticado como intolerante à lactose, é que laticínios estão muito além de produtos óbvios como leite, iogurte, bolos, chocolates e outros doces. Se você começar a ler os rótulos dos produtos nos mercados, você vai se surpreender com a quantidade de produtos que você consome que contêm laticínios. Muitas vezes, até quem diz que não consome leite ou não gosta de leite está consumindo laticínios sem se dar conta. Faça esse teste. Quando for ao mercado, leia os rótulos de tudo que você compra. Leite está muito além do que você pensa.
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Seres humanos não precisam de leite de outros animais
Leite é um alimento produzido por mamíferos para alimentar seus bebês. Realmente seres humanos dependem do leite, mas somente até o momento em que seu sistema digestivo se adapte a uma alimentação sólida. Nesse período, não é necessário mais do que o leite materno. Depois que passam a se alimentar de sólidos, os animais não têm necessidade de consumir leite. Porém, como esse consumo há muito tempo se tornou um hábito, e muitas vezes mais associado ao paladar do que à saúde, muitas pessoas não veem motivo para parar.
Quando você não consome leite, muitas pessoas estranham e perguntam quais são suas fontes de cálcio, vitamina D, riboflavina e outros nutrientes. Isso é um problema cultural, porque vivemos imersos em uma realidade onde o consumo de laticínios foi tão bem divulgado como essencial pela indústria que é difícil para tanta gente assimilar o fato de que não precisamos de leite para obter esses nutrientes.
Saiba que há muitas opções mais saudáveis para se obter o cálcio, por exemplo. Entre elas estão aveia, feijão-branco, brócolis, laranja, couve, gergelim, linhaça, lentilha, agrião, espinafre, batata-doce, amêndoas, alface, agrião, salsa, beterraba e mamão, além de outras frutas, oleaginosas, sementes e grãos.
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Por que consumir mel também é uma forma de contribuir com a exploração animal
Muitas pessoas estranham o fato de veganos não consumirem mel, isto porque há muito tempo criou-se um mito de que as abelhas produzem mel para nós. Por isso é importante entender como ocorre a interferência humana no estilo de vida das abelhas e como isso é prejudicial para esses animais.
O processo de produção de mel começa quando as abelhas campeiras saem para colher o néctar das flores. Nessa etapa, elas fazem a polinização transferindo os grãos de pólen de uma flor à outra e os armazenam no chamado “estômagos de mel”, ou seja, um segundo estômago.
No retorno à colmeia, elas iniciam a conversão do néctar em mel por meio de uma enzima chamada invertase, que transforma a sacarose em glicose e frutose. Com o auxílio de outra enzima, glicose oxidase, uma pequena porção de glicose é convertida em ácido glicônico, elevando a acidez do néctar e evitando a sua fermentação.
Depois, elas vomitam o néctar semi-digerido na boca das abelhas engenheiras, que terminam de digerir o néctar e o regurgitam nos alvéolos, onde ao longo de dias o mel passa por um processo de desidratação. A secagem é feita pelas próprias abelhas que movimentam velozmente as asas até o mel chegar a apenas 18% da quantidade original de água. Nesse momento, uma prova de que as abelhas não produzem mel para outros seres vivos é o fato de que elas o selam com cera, crentes de que assim estão protegendo o seu alimento dos invasores.
Todo esse processo é feito pelas abelhas e para as abelhas. Afinal, o mel é uma essencial fonte de alimento e de nutrientes essenciais para elas, e torna-se mais importante ainda quando as abelhas são incapazes de sair para buscar mais néctar e pólen, o que é muito comum em períodos de frio, escassez de floradas ou outros tipos de adversidades climáticas.
Sendo assim, esse também é um dos motivos pelos quais veganos, que evitam ao máximo tomar parte na exploração animal, não consomem mel, já que isso significa privar um ser vivo do seu próprio alimento, ou no mínimo obrigá-lo a produzir mais.
É importante ponderar também que a apicultura, que é a cultura comercial de produção melífera, é realizada de forma a subjugar as abelhas, já que apicultores usam fumaça e gás para manipular as colônias. Basicamente, são formas de condicioná-las e afastá-las do curso natural de suas vidas. Em casos em que as abelhas são contaminadas por parasitas, não é raro os apicultores fumigarem e queimarem toda a colmeia, que costuma ter de 30 a 60 mil abelhas, matando inclusive abelhas saudáveis.
Então alguém pode dizer: “Mas imagine o trabalho de separar as saudáveis das que não são.” Bom, basta não explorarmos as abelhas. Afinal, mel não é uma necessidade básica dos seres humanos, e é possível produzir um substituto de alta qualidade e bastante saudável a partir de fonte vegetal – da planta dente-de-leão. Outra informação relevante é que onde o frio é muito rigoroso, se os apicultores considerarem muito caro manter as abelhas vivas, eles destroem as colmeias usando cianeto.
Outro exemplo que revela como as abelhas são enganadas nesse processo é que quando os apicultores removem o mel da colmeia, não raramente eles o substituem por um açúcar barato e pobre em nutrientes. Isso força as abelhas a trabalharem até a exaustão na tentativa de repor o mel perdido. Além disso, durante a remoção do mel nos apiários sempre há abelhas que morrem quando reagem e tentam ferroar os apicultores.
Nos apiários, também não é incomum as abelhas rainhas terem as asas cortadas, assim evitando que elas deixem as colmeias para criarem novas colônias em outros lugares, o que diminuiria o lucro e a produtividade.
De acordo com o projeto SOS Bees, a criação em massa de abelhas afeta as populações de outros insetos que concorrem pelo néctar. Prejudicadas pela quantidade imensa de abelhas cultivadas em apiários, as populações de abelhas nativas e de outros animais polinizadores têm diminuído.
Para se ter uma ideia de como é trabalhoso o processo de produção natural de mel, as abelhas precisam visitar pelo menos dois milhões de flores para produzirem 450 gramas de mel. É uma quantidade significativa de mel se levarmos em conta que cada abelha produz em média apenas um duodécimo de uma colher de chá ao longo de toda a sua vida.
Será que vale a pena explorar as abelhas? Creio que não. Afinal, abelhas em apiários são condicionadas a trabalharem fora do seu ritmo natural, logo isso reduz a expectativa de vida delas, assim como acontece com qualquer outro animal explorado por seres humanos.
Mortes nesse processo são inevitáveis. Reflita também sobre o fato de que mel não é uma necessidade básica humana. Vivemos muito bem sem consumi-lo. Acredito que todo mundo já ouviu alguém dizer algo como: “Que lindo como as abelhas produzem mel para nós!” Não, as abelhas nunca produziram mel para consumo humano.
Em síntese, o mel é uma importante fonte de alimento e de nutrientes essenciais para as abelhas, e torna-se mais importante ainda quando elas são incapazes de sair para buscar mais néctar e pólen, o que é muito comum em períodos de frio, escassez de floradas ou outros tipos de adversidades climáticas.
Logo, se consumimos mel, estamos basicamente furtando ou roubando o alimento desses insetos que merecem viver livremente. Claro, as abelhas contribuem ao realizarem naturalmente um processo de polinização que favorece o desenvolvimento de tantos vegetais que consumimos. Porém, isso não significa que elas existem para nos servir.
Saiba Mais
Abelhas têm uma forma singular e complexa de comunicação baseada na visão e nos movimentos, e isso é algo que ainda não é bem compreendido por cientistas. Elas têm capacidade de raciocínio abstrato, além de serem capazes de distinguir os seus familiares de outros membros de uma mesma colmeia. Também usam pistas visuais para mapearem suas viagens e retornarem a locais onde já buscaram alimentos. O cheiro também estimula a memória e desencadeia lembranças poderosas nas abelhas.
Referências
https://www.vegansociety.com/go-vegan/why-honey-not-vegan
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O consumo de mel pelos seres humanos não contribui de modo algum com as abelhas
O consumo de mel pelos seres humanos não contribui de modo algum com as abelhas. Há apicultores que removem o mel da colmeia e o substituem por um açúcar barato que é extremamente pobre em nutrientes. Isso força as abelhas a trabalharem até a exaustão na tentativa de repor o mel perdido. Além disso, durante a remoção do mel, as abelhas morrem quando reagem e tentam ferroar os apicultores.
Nos apiários, não é raro as abelhas rainhas terem as asas cortadas
Nos apiários, não é raro as abelhas rainhas terem as asas cortadas pelos apicultores, assim evitando que elas deixem as colmeias para criarem novas colônias em outro lugares, o que diminuiria o lucro e a produtividade.
Criação em massa de abelhas afeta as populações de outros insetos que também concorrem pelo néctar
De acordo com o projeto SOS Bees, a criação em massa de abelhas afeta as populações de outros insetos que também concorrem pelo néctar. Prejudicadas pela quantidade imensa de abelhas cultivadas em apiários, as populações de abelhas nativas e de outros animais polinizadores têm diminuído.
Será que vale a pena explorar as abelhas?
Será que vale a pena explorar as abelhas? Creio que não. Abelhas em fazendas apícolas são condicionadas a trabalharem fora do seu ritmo natural, logo isso reduz a expectativa de vida delas, assim como acontece com qualquer outro animal explorado por seres humanos.
Além disso, mortes nesse processo são inevitáveis. Considere também o fato de que mel não é uma necessidade básica humana. Vivemos muito bem sem consumi-lo. Acredito que todo mundo já ouviu alguém dizer algo como: “Que lindo como as abelhas produzem mel para nós!”
Não, as abelhas nunca produziram mel para consumo humano. O mel produzido por elas é processado por suas enzimas digestivas e então armazenados em favos para servir como alimento para elas durante o inverno. É assim que elas produzem mel, ou seja, para elas mesmas.
Logo, se consumimos mel, estamos basicamente furtando ou roubando o alimento desses insetos. Abelhas também são animais que merecem viver livremente. Claro, elas contribuem ao realizarem naturalmente um processo de polinização que favorece o desenvolvimento de tantos vegetais que consumimos. Porém, isso não significa que elas existem para nos servir.
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Sobre a realidade da exploração de abelhas
Apicultores usam fumaça e gás para manipular as colônias de abelhas, o que já é uma forma de controlar as abelhas, ou seja, afastá-las do curso natural de suas vidas. Em casos em que as abelhas são contaminadas por parasitas, não é raro os apicultores fumigarem e queimarem toda a colmeia, que costuma ter de 30 a 60 mil abelhas, matando inclusive abelhas saudáveis.
Então alguém pode dizer: “Mas imagine o trabalho de separar as saudáveis das que não são.” Bom, basta não explorarmos as abelhas. Afinal, mel não é uma necessidade básica dos seres humanos. Outro ponto a se considerar é que onde o frio é muito rigoroso, se os apicultores considerarem muito caro manter as abelhas vivas, eles destroem as colmeias usando cianeto.
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A Eslovênia já teve um primeiro-ministro e um presidente vegano
A Eslovênia já teve um primeiro-ministro e um presidente vegano – Janez Drnovšek, que atuou como primeiro-ministro da Eslovênia de 1992 a 2002 e como presidente de 2002 a 2007. Graças ao seu trabalho, o país entrou para a lista de nações com maiores índices de desenvolvimento humano do mundo.
Como avaliar se uma forma de ativismo é eficaz
Para avaliar se uma forma de ativismo em prol dos animais está funcionando é muito simples. É só analisar a receptividade e os resultados. Se não está funcionando, ou se sua mensagem está chegando somente a quem pensa como você ou simpatiza com algumas de suas ideias, é porque algo está errado. Tenho visto novas formas de ativismo em prol dos animais surgindo, e acho que essas formas terão papel determinante sobre o que vai acontecer positivamente no futuro.








