Archive for March, 2017
8 Foot Sativa, metal contra a exploração animal
Banda neozelandesa que conquistou projeção internacional é formada apenas por músicos veganos

8 Foot Sativa é uma banda de metal de Auckland, na Nova Zelândia, que foi fundada em 1998 e traz na formação somente músicos veganos. Também é considerada uma das bandas de metal mais bem-sucedidas internacionalmente da história do país.
Com uma postura vegana e favorável ao abolicionismo animal, o 8 Foot Sativa já excursionou com bandas como Motörhead, Fear Factory, Corrosion of Conformity, Soufly, Disturbed, Slipknot, Korn, System of a Down e Children of Bodom, o que tem ajudado a espalhar a sua mensagem contra a exploração animal.
Em 2007, eles lançaram o álbum “Poison of Ages”, baseado em nove músicas que apresentam o ponto de vista de um vegano sobre diversos temas, mas principalmente sobre a maneira como a humanidade vem destruindo o planeta ao longo dos tempos.
Formado por Justin “Jackhammer” Niessen (vocal), Nik Davies (guitarra), Gary Smith (guitarra), Htims “Rom” Mor (Baixo) e Corey Friedlander (bateria), o 8 Foot Sativa lançou em janeiro de 2009 um single intitulado “Sleepwalkers”. No clipe de divulgação da música homônima, que faz referência ao fato do ser humano agir como um sonâmbulo em relação à exploração animal, o espectador é convidado a seguir um bezerro que é levado de uma fazenda para um matadouro.
Depois, vemos uma família comprando a carne do bezerro em um mercado, o que é uma alusão ao fato de que financiamos esse tipo de morte quando consumimos carne. “Sleepwalkers” é um vídeo visceral que mostra também como são tratados porcos e galinhas, animais mantidos confinados em pequenos espaços. Para intimidar ainda mais o público, ao final a banda informa: “Milhares de animais foram prejudicados na produção deste vídeo.”
Em fevereiro 2013, a banda lançou a coletânea “Ten Years of Sativa”, que traz a música “Sleepwalkers”. Antes do surgimento do 8 Foot Sativa, os integrantes formaram uma banda no colegial e tocaram covers de Sepultura, Slayer, Pantera, Metallica, Judas Priest e Iron Maiden, algumas das suas principais influências. De 2002 a 2013, eles lançaram os álbuns “Hate Made Hate”, “Season for Assault”, “Breed the Pain”, “Poison of Ages” e “The Shadow Masters”.
Referências
https://www.facebook.com/8FOOTSATIVABAND/
http://www.muzic.net.nz/artists/512.html
http://www.metal-archives.com/bands/8_Foot_Sativa/14412
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Mayim Bialik: “Toda vez que um animal é mantido cativo para dar origem a um produto, ele sofre”
“Meu profundo amor e respeito pelos animais começou a ter grande peso em minhas decisões”

Mayim Bialik em campanha da Cruelty Free Internacional, contra testes em animais (Foto: CFI)
A atriz e neurocientista estadunidense Mayim Bialik, que conquistou fama com seus singulares personagens em séries como “Blossom” e “The Big Bang Theory”, se tornou vegetariana aos 19 anos e mais tarde aderiu ao veganismo. Em entrevista ao Vegetarian Times, ela contou que começou a sentir aversão ao gosto de carne e simplesmente parou de comer.
“Então meu profundo amor e respeito pelos animais começou a ter grande peso em minhas decisões. Eu tinha uma sensação inata de querer ser vegana, mas eu precisava de mais informações. A mudança foi gradual, o que me permitiu pensar em cada passo”, explicou.
A transição aconteceu em 1994, e mesmo ainda consumindo ovos e laticínios, ela percebeu como as pessoas consideravam estranho alguém se alimentar dessa forma em um país como os Estados Unidos, onde a dieta padrão já elevava a carne a alimento essencial.
“Minha mãe ficou irritada porque ela teve que se adaptar aos meus ‘estranhos hábitos’. Meu pai pensava que isso significava consumir apenas nozes, e eu não conhecia restaurantes vegetarianos. Naqueles dias, eu comia muita salada, batata-frita e macarrão”, relatou no artigo “Yes, there is a jewish connection to my veganism”, publicado no Kveller em 14 de outubro de 2015.
Por outro lado, ela reconheceu que sua mãe era uma mulher bastante progressista em seu tempo, e costumava preparar misturas crudívoras. Por isso, diferentemente de um lar comum ao padrão estadunidense, com cereais açucarados, ela se recorda que consumia rotineiramente alimentos naturais na infância. “Fui criada com muito disso, mas nunca apreciei, até que me tornei uma mãe”, disse ao Vegetarian Times.
Ela contou que com 19 anos não queria comer animais de modo algum, e chegou a se desesperar na busca por um meio de não fazer isso. Com o tempo, ganhou uma compreensão mais ampla de outros aspectos do veganismo. “Depois de cortar a maioria dos laticínios na faculdade, minha saúde melhorou significativamente. Não tive mais alergias sazonais. Não tive que tomar mais antibióticos nem tive mais crises por causa da sinusite”, admitiu em entrevista a Esther Sung, do Epicurious, em 30 de janeiro de 2017.
Quando o primeiro filho da atriz nasceu, ela ainda consumia alguns alimentos com ingredientes de origem animal. Porém, percebeu durante a amamentação que seu filho não tolerava o seu leite, o que significava que Mayim Bialik tinha algum tipo de intolerância. “Continuei evoluindo. Li ‘Comer Animais’, de Jonathan Safran Foer e, depois disso, cortei todos os ovos e laticínios, e resolvi o problema. Sou vegana por questões ambientais, nutricionais, de saúde e ética. É incrivelmente gratificante”, declarou a Esther.
Também foi com o livro de Foer que Mayim, que já participou de campanhas da Peta e da Cruelty Free International, começou a refletir com mais profundidade sobre a criação de animais para consumo humano e também sobre o impacto que isso causa ao meio ambiente. “Isso leva à destruição de terras e recursos sobre os quais estamos começando a ouvir cada vez mais. Tenho aprendido por meio de pesquisas sobre a forma como os animais são sistematicamente tratados e maltratados em fazendas, mesmo aquelas que dizem ser livres de crueldade, em que os animais são criados livremente. Não posso continuar participando disso”, ponderou no artigo “Yes, there is a jewish connection to my veganism”.

Em 2016, ela ficou chocada ao testemunhar uma reação anti-vegana em uma publicação sobre soldados israelenses terem conquistado o direito de pedir botas sem couro, boinas sem lã e refeições veganas: “Eu estava preparada para ouvir muitos comentários contra Israel, mas os comentários que vi eram simplesmente anti-veganos. Muitos diziam ‘este fanatismo liberal está fora de controle’ e ‘Por que estamos atendendo a um bando de aberrações liberais?’”
Para a atriz vegana, exemplos como esse mostram que muitas pessoas ainda não entendem e não se interessam em entender do que se trata o veganismo. Por isso, julgam como mais fácil criticar sem saber quais são as reais motivações.
“Eles não entendem por que veganos não usam lã ou subprodutos animais, mesmo que não envolva matá-los. Vou clarear isso. Toda vez que um animal é mantido cativo para dar origem a um produto, ele sofre. É um ambiente em que não há respeito pela vida dos animais ou dos trabalhadores. Você pode não se importar com a forma como as ovelhas são criadas para a extração de lá, mas é um direito meu me preocupar com isso”, desabafou no artigo “Why do some people hate vegans”, publicado no Grok Nation em novembro de 2015.
E sobre a existência de “fazendas de ovelhas felizes”, Mayim Bialik considera um engodo, ainda mais levando em conta que a maior parte da produção de lã não costuma ser proveniente de “fazendas felizes”. A atriz enfatiza que se vivesse em um lugar frio, provavelmente teria que ser bem criativa sobre como se manter aquecida.
“Mas as pessoas aprendem a lidar com isso. Estou muito assustada com a forma como as pessoas veem os veganos, como uma ameaça ao seu direito de consumir carne em qualquer quantidade, e chegam a tratar a existência e a perspectiva dos veganos como uma afronta aos seus direitos civis”, reclamou no artigo.

Em 2016, ela também publicou um gráfico no Instagram, mostrando uma estatística comprovada por médicos de que a dieta vegana é muito benéfica para pessoas com asma: “Alguém até mesmo optou por não me seguir por causa disso. Há uma pesquisa que comprova como o diabetes pode ser revertido com uma dieta vegana e crudívora. O documentário ‘Forks Over Knives’ discute isso de forma bem ampla, assim como filmes como ‘Fat, Sick and Nearly Dead’ e Vegucated’”, complementou.
Para Mayim Bialik, os custos para o meio ambiente por causa da quantidade de carne, ovos e laticínios que consumimos são reais, e citou como exemplo o surgimento de doenças que estão associadas ao consumo de alimentos de origem animal. “Ter uma sensibilidade geral de criar um mundo livre do sofrimento humano está ligado à bondade em relação aos animais. Há aqueles que continuarão a afirmar que o veganismo é uma tendência elitista irritante, que é culpa de liberais fanáticos, mas optei por ter uma dieta baseada em vegetais para ajudar o nosso meio ambiente, nossa economia, nossa saúde, e nosso bem-estar em geral”, argumentou no artigo “Why do some people hate vegans?”.
Pelo fato de ser judia, ao longo dos anos, a atriz recebeu muitas perguntas sobre como ser vegetariana ou vegana. Ela revelou que normalmente as pessoas querem saber se existe uma conexão entre judaísmo e veganismo. “Na verdade, existe. Por milhares de anos, a importância de respeitar a vida animal e minimizar a dor e o sofrimento dos animais foi parte da tradição judaica. A Torá discute inúmeras maneiras de minimizar a crueldade contra os animais, e enfatiza seu tratamento, incluindo por exemplo, a exigência de que os animais sejam alimentados antes de nos sentarmos para comer. Também discute as relações que temos com os animais e designa os direitos animais como únicos e valiosos”, elucidou.
Por outro lado, há controvérsias, como a questão dos sacrifícios de animais. No entanto, Mayim defendeu que isso já é visto de outra forma no contexto do judaísmo. Além disso, é comum o incentivo à diminuição do consumo de carne. Prova dessa mudança é a existência de vegetarianos, veganos e organizações judaicas que são contrários à exploração animal, e veem o veganismo como um “ideal judaico”. “Uma dessas organizações é a Jewish Veg [anteriormente JVNA]. Desde 1975, eles têm sido uma grande fonte de apoio, receitas e informações sobre judeus veganos. Sou grata pela existência de organizações como a Jewish Veg”, frisou.

Livro de receitas lançado pela atriz em 2014 (Arte: Reprodução)
Por ser vegana, na páscoa judaica, a família da atriz consome sopas, saladas, chips de couve e couve-de-bruxelas, leite de amêndoas, quinoa e salada marroquina de legumes – uma de suas preferidas para a páscoa. “Atualmente estou mais focada em gorduras saudáveis. Crio muitos queijos de nozes. Os queijos de castanha-de-caju e macadâmia que faço são muito fáceis. Também faço spanakopita [uma torta salgada]. Abacate é o meu alimento favorito, e um dos melhores que você pode dar às crianças”, recomendou em entrevista ao Vegetarian Times. Refeições de fácil preparo e que podem ser congeladas, baseadas em ingredientes para burritos, feijões e arroz, fazem parte do cotidiano da família da atriz.
Questionada sobre como é criar filhos veganos, Mayim Bialik esclareceu que está sempre em busca de um ponto de equilíbrio entre dar informações adequadas à idade deles e deixá-los encontrarem o seu próprio nível de consciência em relação aos alimentos. “Não quero que se sintam superiores nem privados”, garantiu.
Em 2014, a atriz e neurocientista publicou o livro de receitas veganas “Mayim’s Vegan Table: More Than 100 Great-Tasting and Healthy Recipes from My Family to Yours”, lançado pela Capo Books. É uma obra com dicas saudáveis e com uma boa quantidade de receitas fáceis e apresentadas em tom casual.
Saiba Mais
Mayim Bialik nasceu em San Diego, na Califórnia, em 12 de dezembro de 1975.
Ela obteve um doutorado em neurociência pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), em 2007.
Referências
http://www.kveller.com/mayim-bialik-yes-there-is-a-jewish-connection-to-my-veganism/
http://www.epicurious.com/holidays-events/a-vegan-passover-with-mayim-bialik-article
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Para o filósofo grego Teofrasto, a humanidade tem uma dívida de justiça para com os animais
Sucessor de Aristóteles dizia que matar os animais é uma forma de perpetuar danos injustificáveis

Sucessor de Aristóteles, o filósofo grego Teofrasto (372 a.C 287 a.C) defendia, segundo Porfírio em “De Abstinentia”, que a humanidade tem uma dívida de justiça para com os animais porque o futuro da existência como um todo depende do equilíbrio entre humanos e animais, o que exige também que os seres humanos se abstenham de sacrificá-los e de comê-los.
Para Teofrasto, explorar, torturar ou matar animais significa privá-los de suas vidas, porque assim perpetua-se um ciclo de danos injustificáveis. A crítica do filósofo grego serviu como referência ao filósofo dos direitos animais estadunidense Tom Regan para argumentar que a morte dos animais é moralmente errada porque é uma forma de privação da oportunidade de experimentar qualquer escolha futura, o que leva à conclusão de que a morte dos animais como consequência da exploração racionalmente humana é uma perda irrecuperável, ou seja, final.
Pesquisador da questão animalista na Grécia Antiga, o filósofo estadunidense Stephen Newmyer, professor da Universidade Duquesne, em Pittsburgh, na Pensilvânia, diz que um dos conceitos-chave desenvolvidos por Teofrasto, e que influenciaria os direitos animais, é o conceito de oikeiotes, que combina ideias de pertencimento, parentesco e relacionamento. As primeiras referências estão registradas em “De Abstinentia”, de Porfírio, quando discorre sobre a filosofia de Teofrasto.
O discípulo de Aristóteles acreditava no parentesco humano com os animais, que necessitavam de um tratamento mais empático e justo por parte dos seres humanos. “Esta mesma compaixão pelos animais como criaturas sofredoras inspirou Teofrasto a desenvolver o conceito de Oikeiotês, que está em evidência no tratamento que Porfírio dá aos animais em ‘De Abstinentia’”, declara Newmyer no livro “Animals, Rights and Reason in Plutarch and Modern Ethics”, publicado em 2005.
Em “De Pietate”, Teofrasto discute as precedentes especulações gregas em torno da racionalidade animal, caminhando para o que se pode chamar de questões de familiaridade na relação entre seres humanos e outros animais. Por isso, assim como “De Esu Carnium”, de Plutarco, “De Pietate” é considerada uma das duas defesas mais antigas do estilo de vida vegetariano – e referência em direitos animais. De acordo com Newmyer, “De Abstinentia”, de Porfírio, oferece uma defesa cuidadosa da ideia de que o homem primitivo só seria capaz de não matar um animal ao reconhecer nele algum tipo de parentesco.
Na ótica de Porfírio, os seres humanos não se assemelham aos outros animais somente no que diz respeito às paixões, pulsões e sentidos, mas também, em níveis distintos, nas faculdades de raciocínio. Portanto, o conceito Oikeiotês concedeu status moral aos animais e os colocou dentro da preocupação moral humana. “A relação que os animais têm com os seres humanos é, em sua opinião, de natureza jurídica, pois os seres humanos devem tratamento justo às criaturas que são relativamente semelhantes a ele em suas capacidades mentais”, reforçou Stephen Newmyer.
Também defendida por Pitágoras, a concepção de parentesco entre seres humanos e outros animais foi ofuscada por Aristóteles que, seguindo por outra via, encontrou maior aceitação em uma sociedade cada vez mais antropocêntrica. “Os agrupamentos irracionais ocorrem tão somente pelo instinto, pois, entre os animais, somente o homem possui a razão, tendo noções de bem e mal, justo e injusto”, simplificou Aristóteles. Afirmações como essa serviram como justificativa para que o ser humano continuasse subestimando a capacidade animal, colocando-os em um nível de inferioridade que influenciaria mais tarde a maneira como os seres humanos continuariam se relacionando com os animais.
No entendimento de Aristóteles, os animais “irracionais” não possuem capacidades mentais para assegurar que seus interesses sejam respeitados. Por outro lado, o seu discípulo Teofrasto, além de reconhecer a existência do intelecto animal, viu exatamente nessa suposta incapacidade animal apontada por Aristóteles uma razão moral para que os seres humanos não se colocassem acima dos animais nem se aproveitassem de sua vulnerabilidade. E esse aspecto da filosofia aristotélica teve continuidade com influentes pensadores como o italiano Tomás de Aquino.
Sendo assim, o interesse de Aristóteles pela questão animal difere substancialmente do interesse de seus discípulos, como Teofrasto, que reconheceu o direito à vida animal. O caso de Aristóteles contra a racionalidade animal possivelmente tinha apenas intenções parcialmente científicas, sem ponderar sobre as consequências morais de seus argumentos.
Porém, foi exatamente essa negação aristotélica que formou parte da base da atitude cristã ocidental em relação aos animais como criaturas que poderiam ser privadas de justiça e da própria existência, e mais – que poderiam ser usadas como o ser humano bem entendesse. Uma conclusão que também é partilhada por Newmyer.
Também foi esse caminho trilhado por Aristóteles, sem antever o futuro, que impediu que teorias filosóficas mais empáticas aos animais, como as de Pitágoras, Teofrasto, Plutarco e Porfírio fossem lançadas à luz, não à escuridão. Assim não é equivocado dizer que a consciência antropocêntrica que persiste ainda hoje é uma consciência de influência aristotélica.
Saiba Mais
Teofrasto, grego de Eresso, em Lesbos, foi o sucessor de Aristóteles na escola peripatética. Ele chegou a Atenas ainda muito jovem, e inicialmente estudou na escola de Platão. Após a morte de Platão, ele se ligou a Aristóteles, que levou os seus escritos a Teofrasto. Quando Aristóteles fugiu de Atenas, Teofrasto assumiu o Liceu.
Ele presidiu a escola peripatética por 35 anos, período em que a escola se desenvolveu bastante -tinha mais de dois mil estudantes. Ele é considerado o “Pai da Botânica”, por causa de seus trabalhos com as plantas.
Após sua morte, os atenienses o honraram com um funeral público. Seu sucessor foi Estratão de Lâmpsaco. Teofrasto faleceu aos 85 anos, de acordo com Diógenes. Uma de suas frases mais famosas é: “Morremos apenas quando estamos começando a viver.”
Referências
Porphyry: On Abstinence from Killing Animals (Ancient Commentators on Aristotle). Bristol Classical Press; Reprint edition (2014).
Newmyer, Stephen. Animals, Rights and Reason in Plutarch and Modern Ethics – Páginas 20 a 25. Routledge; 1 edition (2005).
https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Theophrastus
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A banana e a longevidade
Há alguns anos, creio que em 2007, entrevistando uma senhora bem velhinha, com seus 112 anos, perguntei a ela qual era o segredo da longevidade. Ela disse: “Banana, é o único alimento que nunca deixo de comer.” Depois balançou as pernas e deu uma volta em torno da poltrona onde eu estava sentado e emendou: “Só consigo fazer isso porque como banana todo dia, fi.”
Aristóteles e sua contribuição à negação dos direitos animais

Em relação aos animais, Aristóteles se precipitou e contribuiu negativamente
O interesse de Aristóteles pela questão animal difere substancialmente do interesse de seus discípulos, como Teofrasto, que reconheceu o direito à vida animal.
O caso de Aristóteles contra a racionalidade animal tinha apenas intenções parcialmente científicas, sem ponderar sobre as consequências morais de seus argumentos.
E foi exatamente essa negação aristotélica que formou parte da base da atitude cristã ocidental em relação aos animais como criaturas que poderiam ser privadas de justiça e da própria existência, e mais – que poderiam ser usadas como o ser humano bem entendesse.
Também foi esse caminho trilhado por Aristóteles, sem antever o futuro, que impediu que teorias filosóficas mais empáticas aos animais, como as de Pitágoras, Teofrasto, Plutarco e Porfírio fossem lançadas à luz, não à escuridão.
Assim não é equivocado dizer que a nossa consciência antropocêntrica que persiste ainda hoje é uma consciência de influência aristotélica.
O pequeno dourado
Nunca gostei de pescaria, mas me recordo claramente de um episódio em que meu pai tinha recém-comprado uma vara de pescar. Eu era criança e estávamos na divisa entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul, onde ele lançou o anzol de cima de uma balsa. Não sei se para a sorte dele ou azar do peixe, um pequeno dourado, talvez ainda inexperiente nas águas do Rio Paraná, fisgou a isca.
Meu pai o puxou no mesmo instante em que a vara tremulou. E a poucos metros de distância, vi o dourado sendo içado a contragosto – se contorcendo, preso ao anzol. Mesmo miúdo, se debatia com violência, não sei se por instinto ou paixão – ou os dois, num sobressalto para não ceder à morte. Notei o desespero nos olhos vibrantes daquele pequeno animal que cintilava como a última luz do poente.
Foi como testemunhar um ser humano se afogando, e me recordei de quando ainda muito ingênuo, quase fui engolido pelo mar. O desespero do dourado não parecia diferente do meu enquanto me afogava – durou mais do que segundos, talvez tenha sido uma eternidade. Mas quando meu pai percebeu a minha reação de espanto e a do meu irmão, ele o lançou de volta.
O peixe partiu veloz, recortando as águas do Rio Paraná. E o sol que até então iluminava somente o leito do rio, aqueceu nossas cabeças por um instante. Eu já não sentia ou reconhecia a chegada da morte, somente da vida que prevalecia e resplandecia.
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Brian Fair sobre o consumo de carne: “É um mito tão grande que se tenha que matar para sobreviver”
“Eu não quis mais fazer parte de algo que tirasse vidas para o meu próprio prazer”

Quando estava na oitava série, o vocalista da banda de metal estadunidense Shadows Fall, Brian Fair, que faz jus ao sobrenome, ouviu Meat Is Murder (Carne é Assassinato), do The Smiths. A experiência foi o suficiente para que ele se sensibilizasse com a realidade dos animais reduzidos à comida. “Eu não quis mais fazer parte de algo que tirasse vidas para o meu próprio prazer”, justificou em um vídeo que ele gravou e foi publicado no YouTube.
Na adolescência, ele contou com o apoio de um tio que era vegetariano e estava envolvido com a produção de alimentos orgânicos. Mais tarde, também fez amizade com o vocalista vegano Ray Cappo, das bandas Youth of Today, Shelter e Better Than a Thousand, de quem recebeu boas dicas.
Muitas vezes os fãs perguntaram a Fair por que ele parou de comer carne. Educado e compreensivo, sempre fez questão de explicar que foi motivado por uma transformação interna, um sentimento de justiça – na sua perspectiva, um compromisso com mudanças sociais positivas, o que tem tudo a ver com o heavy metal e o hardcore, que nasceram da contracultura. “É um mito tão grande que se tenha que matar para sobreviver. Comer carne não se trata de sobrevivência porque podemos viver de outra maneira”, declara.
Brian Fair sugere que as pessoas procurem na internet por vídeos sobre os bastidores da indústria da exploração animal, e vejam o que existe por trás dos alimentos comprados com tanta comodidade. Ele argumenta que é fácil consumir alimentos de origem animal quando tudo é entregue embalado e dissociado de sua origem. “Hoje em dia, há muitos produtos livres de crueldade animal”, pondera e acrescenta que as pessoas não imaginam quantos pequenos coelhos e outros pequenos animais são torturados para a realização de testes e extração de pele.
Se pautando em transmitir uma mensagem positiva sobre vegetarianismo e do veganismo, Brian Fair afirma que as pessoas normalmente subestimam a si mesmas quando não experimentam uma alimentação livre da exploração animal. “Não têm ideia de como é fácil quebrar esse ciclo”, enfatiza.
Brian Fair também se oferece para ajudar na transição de quem se sente inseguro em tornar-se vegetariano ou vegano. “Podem mandar perguntas. Ajudarei vocês no que eu puder”, promete. O vocalista do Shadows Fall já participou de algumas campanhas da Peta, com a intenção de motivar principalmente jovens.
Saiba Mais
Um dos fundadores do Shadows Fall, Brian Fair gravou sete álbuns com a banda entre os anos de 1997 e 2012.
Ele se graduou em literatura pela Universidade de Boston.
Fanpage oficial do Shadows Fall no Facebook
https://www.facebook.com/shadowsfall/
Referências
https://www.peta2.com/news/shadows-falls-brian-fair/
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Médico e pesquisador discorda da afirmação de que o ser humano não teria evoluído sem o consumo de carne
“O problema da teoria da dieta paleo é que no passado não existiu especificamente uma dieta paleo”

Shivam Joshi afirma que há mitos sobre o ser humano da era paleolítica
Quando se fala em consumo de carne, os defensores sempre alegam que o ser humano jamais teria evoluído se não fosse pela ingestão de carne. Alguns dizem inclusive que nossas capacidades neurológicas não seriam as mesmas sem esse hábito de nossos antepassados. Porém, há quem discorde e se empenhe em provar como essa linha de raciocínio é equivocada.
Um exemplo é o médico estadunidense e pesquisador Shivam Joshi, doutor em nefrologia, que está escrevendo um livro sobre os efeitos do consumo de carne na saúde humana e sua associação com pressão alta, doenças cardíacas, câncer, diabetes e acidente vascular cerebral (AVC).
Na obra, ele aborda também importantes aspectos da evolução humana, entre os quais o possível equívoco de quem acredita que jamais teríamos evoluído sem o consumo de carne. “Durante a evolução, humanos e seus ancestrais comeram carne, e algumas pessoas têm usado esse precedente histórico como evidência para legitimar o consumo de carne. A ideia tem sido popularizada em muitas dietas baseadas em gorduras, incluindo a notável dieta paleo”, conta.
E defensores dessas dietas costumam alegar que como os nossos ancestrais paleolíticos tinham um estilo de vida natural, isso significa que deveríamos seguir seu exemplo, já que comer carne era uma prática usual no período paleolítico. “Desde que comemos carne, devemos comer carne, segundo eles”, declara Joshi.
Porém, há lacunas nesse tipo de teoria que tenta simplificar a realidade humana da época ao defender que estamos apenas fazendo algo lógico ao seguir os supostos passos de nossos ancestrais. Para o médico, o primeiro problema da teoria da dieta paleo é que no passado não existiu especificamente uma dieta paleo.
“Como nossos predecessores deixaram a África, eles provavelmente encontraram diferentes climas e terrenos, cada um oferecendo recursos diferentes para os homininos [subtribo de primatas que teve os humanos como únicos sobreviventes] durante a evolução”, enfatiza o médico.
Joshi se baseia no fato de que antropólogos descobriram que havia os mais diferentes tipos de dietas no período paleolítico, e a carne foi introduzida em parte dessas dietas, sem que fosse encarada como essencial ou mesmo um modelo a ser seguido.

“Qualquer um sacrificaria sua saúde em longo prazo para sobreviver em um cenário desse tipo” (Arte: Reprodução)
“Alguns podem ter consumido carne, enquanto outros consumiram frutas, tubérculos. Os homininos mais evoluídos comiam o que estivesse disponível. Comer para sobreviver é diferente de jantar pensando em saúde em longo prazo. A diferença pode ser percebida quando arriscamos a saúde em longo prazo em benefício da saúde em curto prazo”, analisa.
Para ilustrar a ideia de que o ser humano não consumia carne por opção ou prazer, Joshi conta uma história hipotética em que alguém é mantido preso dentro de uma loja de doces, sem possibilidade de fuga. Nesse caso, a pessoa seria obrigada a aceitar suas reduzidas opções para sobreviver.
“Se a sua sobrevivência dependesse disso, e assumindo que não havia mais nada para comer, você comeria doces, apesar de todo o açúcar que pode aumentar o risco de diabetes. Qualquer um sacrificaria sua saúde em longo prazo para sobreviver em um cenário desse tipo”, pondera.
O ser humano foi obrigado a se adaptar à sua realidade, levando em conta mudanças nos padrões climáticos e biomas, especialmente quando deixou a África, observa Shivam Joshi. “Fontes de alimentos teriam mudado e forçado os homininos a comer o que encontravam pela frente. Em algumas situações, teria sido carne. Em outras, grãos ou tubérculos. Claro, nossos ancestrais não tinham ideia de quais efeitos essa alimentação teria em longo prazo”, frisa.
A única necessidade humana da época era a sobrevivência; fazer o que está ao seu alcance para evitar a fome – o que poderia se tornar um grande problema dependendo do surgimento de doenças, exploração indiscriminada de uma área e até mesmo mudança de clima.
“Encontrar alimentos não era fácil como agora. Se eles tivessem encontrado doces na savana, teriam consumido também. A falta de dependência de qualquer comida específica é provavelmente a razão pela qual não há adaptações específicas a nenhum desses alimentos, incluindo a carne”, pontua o pesquisador, lembrando que os seres humanos vêm de uma linhagem de 40 milhões de anos.
De acordo com Joshi, quando comparamos o nosso trato digestivo com o dos chimpanzés, encontramos similaridades que jamais teremos com animais naturalmente carnívoros, como tigres. A morfologia dental e intestinal dos seres humanos assemelha-se mais a dos primatas do que dos grandes felinos, o que é uma razão pela qual o médico crê que o consumo de carne pode não fazer bem aos seres humanos.

“Os seres humanos têm herbívoros como ancestrais” (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma questão preocupante hoje em dia, de acordo com Shivam Joshi, é que muitas dietas que preconizam o consumo de carne o colocam como uma tábua de salvação para pessoas que já sofrem de problemas de saúde ou buscam resultados estéticos. “Se um organismo faz algo fora do comum, podemos encontrar consequências perigosas desse comportamento”, comenta.
Referências
http://www.huffingtonpost.com/entry/evolved-to-eat-meat-maybe-not_us_58bc7e4be4b02eac8876d020
Joaquin Phoenix: “Quando somos tocados pelo sofrimento dos animais, aquele sentimento fala bem de nós”
“Os animais passavam de uma criatura viva e vibrante, lutando pela vida, para uma morte violenta”

Joaquin Phoenix é vegano desde os três anos (Foto: Getty Images/David Buchan)
O ator Joaquin Phoenix, indicado três vezes ao Oscar, e também muito conhecido como o narrador de um dos documentários mais controversos sobre a exploração animal – Earthlings (Terráqueos), tinha três anos quando se tornou vegano. Em entrevista publicada pela Cover Media em 28 de novembro de 2013, o ator contou que ele e sua família saíram para pescar quando ouviram um peixe se contorcendo e se chocando contra o barco.
“Isso era o que fazíamos para comê-los. Os animais passavam de uma criatura viva e vibrante, lutando pela vida, para uma morte violenta. Reconheci isso, assim como meus irmãos”, relatou em entrevista publicada pela Animal Liberation Front em 14 de novembro de 2006.
Naquele dia, Joaquin e seus irmãos disseram aos seus pais que nunca mais comeriam carne novamente, e foi o que fizeram. “Por que você não disse de onde veio a carne?”, questionou sua mãe à época. Sem saber o que dizer, ela começou a chorar. Com o passar do tempo, ele percebeu que muita gente achava que veganos eram pessoas que praticavam rituais bizarros e que tinham que seguir algumas regras e estilo de se vestir – como se fossem parte de uma seita.
Apesar da incompreensão das pessoas no passado, os direitos animais se tornaram parte de sua vida cotidiana, porque, segundo ele, quando você vive pelo exemplo, naturalmente se cria um certo nível de consciência. Prova disso é que até mesmo amigos com quem ele nunca discutiu sobre vegetarianismo acabaram por adotar uma dieta livre da exploração animal.
“Meu estilo de vida é parte de quem sou e, portanto, algo a se considerar em meu trabalho. Sempre discuto isso com os produtores, e eles são muito complacentes. Há tantas opções livres de crueldade. As pessoas seriam tolas de não aproveitar isso. Também é fácil trabalhar com computadores e animatronics em vez de animais, e isso faz a diferença também. A tecnologia nos permitiu recriar animais – como os tigres em ‘Gladiador’ [filme em que ele interpreta o vilão Cômodo]”, relatou à ALF.
Joaquin Phoenix se recordou que na metade da década de 1990 era estranho ser praticamente o único ator a contestar o uso de peles e a pedir alimentos veganos. “Hoje é diferente. Em todos os lugares onde vou, encontro bons pratos vegetarianos”, comemorou. Entre os seus alimentos preferidos estão tofu e tabule. Ele nunca se interessou em consumir imitações de carne. Também disse que durante muito tempo usou apenas tênis Converse All-Star Canvas porque era difícil encontrar calçados veganos. “Agora parece que a maioria dos sapatos são sintéticos”, comentou à Animal Liberation Front.

Phoenix em campanha contra o uso de lã (Arte: Peta)
Em outra entrevista, publicada em 13 de novembro de 2014 na Playboy, Phoenix contou não é preciso mais pedir comida vegetariana nos sets de filmagem, porque isso já se tornou comum em praticamente todos os grandes estúdios. “Posso fazer um sanduíche, uma salada e macarrão, mas não sou um bom cozinheiro”, admitiu.
Em 2016, ele foi um dos grandes apoiadores da campanha Be Fair, Be Vegan (Seja Justo, Seja Vegano) e, explicou que a iniciativa teve como objetivo a conscientização sobre nossas atitudes especistas em relação aos animais, estimulando as pessoas a verem que nossas semelhanças com os animais não humanos são muito mais profundas do que julgamos. “Agora, mais do que nunca, o mundo precisa dessa mensagem”, enfatizou em declaração publicada em diversos veículos de comunicação dos Estados Unidos.
Entre as muitas campanhas que tiveram a participação voluntária do ator hollywoodiano, uma das mais recentes e que teve boa repercussão é “Joaquin Phoenix is drowning”, da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta). No vídeo, ele aparece sob a água, e o espectador pode perceber o pânico e o terror em seus olhos – o que representa a forma como os peixes se sentem antes de morrer. Além disso, a intenção é alertar sobre a morte de mais de um trilhão de peixes por ano, consequência da pesca indiscriminada, que além de gerar sofrimento aos animais, tem causado impactos ambientais.
“Os animais exóticos são em sua maioria desconhecidos por nós, assim como o seu sofrimento antes de serem transformados em cintos e bolsas. Todos os anos, milhões de répteis são abatidos para que bolsas, cintos e calçados sejam feitos de suas peles. O bem-estar dos animais não é uma preocupação para aqueles que caçam e comercializam suas peles”, criticou na campanha “Skin Horrors”, da Peta, lançada em 2013. No curta, ele pede que as celebridades parem de usar peles de animais, principalmente de jacarés, lagartos e cobras.
Joaquin Phoenix estrelou outra campanha da Peta no final de 2016, depois de assistir filmagens que mostram a realidade das ovelhas nas fazendas de produção de lã. No vídeo, ele alerta sobre o fato de que não existe uma forma humana de extrair lã. “A única opção é não usar lã”, ponderou.
O curta foi estrategicamente lançado após a denúncia de que trabalhadores da indústria de lã australiana estavam dando socos e chutes em ovelhas, além de feri-las com cortadores elétricos. O que também é apontado como agravante dessa violência é o fato de que os trabalhadores desse ramo recebem por volume de corte, não por hora de serviço.
Na campanha intitulada “Walmart Cruelty”, Joaquin Phoenix aparece em um vídeo mostrando a origem da carne de porco comercializada pela rede Walmart. “Porcas grávidas são confinadas em caixas imundas de metal, são pouco maiores do que seus próprios corpos, e cada momento é como o inferno na Terra”, lamentou.
Em 2005, o diretor Shaun Monson conseguiu convencer Phoenix a narrar o documentário Earthlings porque, segundo ele, o ator era a pessoa ideal para a função. “Nós chegamos como senhores da terra, com estranhos poderes de terror e misericórdia. O ser humano devia amar os animais como o experiente ama o inocente, e como o forte ama o vulnerável. E quando somos tocados pelo sofrimento dos animais, aquele sentimento fala bem de nós, mesmo se o ignoramos. E aqueles que dispensam o amor pelas outras criaturas, como o puro sentimentalismo, ignoram uma parte importante e boa da humanidade. Mas nenhum humano vai perder nada ao ser gentil com um animal. E, na verdade, faz parte de nosso propósito dar-lhes uma vida feliz e longa”, narra Joaquin Phoenix no final de Earthlings.
Saiba Mais
Nascido em San Juan, Porto Rico, em 28 de outubro de 1974, Joaquin Phoenix é irmão dos atores River Phoenix (falecido em 1993), Rain Phoenix, Summer Phoenix e Liberty Phoenix.
Referências
https://sg.news.yahoo.com/joaquin-phoenix-recalls-vegan-choice-003000101.html
http://www.animalliberationfront.com/Saints/Interviews/JoaquinPhoenix.htm
http://www.playboy.com/articles/playboy-interview-joaquin-phoenix
http://www.alternet.org/food/be-fair-be-vegan-most-ambitious-animal-justice-campaign-ever-launched-new-york
http://www.peta.org.uk/blog/watch-joaquin-phoenix-reacts-petas-wool-expose/
http://features.peta.org/joaquin-phoenix-is-drowning/
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Pesquisa aponta que alimentação vegetariana pode ser mais saudável para os cães
Cães suscetíveis a problemas de pele e gastrointestinais apresentaram os resultados mais surpreendentes

Se as pessoas podem se beneficiar com uma dieta vegetariana, por que não estender isso aos cães? Pensando nisso, a companhia canadense Dogg Canine Nutrition concluiu uma série de experiências com alimentação canina baseada em comida fresca e vegetariana. Para avaliar os benefícios da dieta, foram selecionados aleatoriamente 20 cães. Todos eles reagiram muito bem à nova alimentação servida ao longo de 12 semanas. Ou seja, não houve qualquer resistência.
Além da dieta atender todas as necessidades nutricionais dos animais, a equipe que realizou a pesquisa concluiu que os cães se tornaram mais saudáveis. A diferença foi percebida porque antes alguns deles já apresentavam problemas de saúde enquanto seguiam uma dieta onívora. Porém, por enquanto a companhia canadense prefere não fazer nenhum alarde sobre o assunto, resguardando o direito de apresentar todos os resultados ao final do programa.
No entanto, a primeira série de experiências já deixou claro que cães aparentam ter predisposição a se darem tão bem com a alimentação vegetariana quanto os seres humanos. “Estamos muito confiantes em nossa primeira formulação [que possui acompanhamento e certificação de um grupo de nutricionistas veterinários] devido aos primeiros resultados. Não há dúvida de que a dieta vegetariana é positiva para os cães”, declarou a fundadora da Dogg, Laura Simonson, ao Vegan News.
Cães que sofrem de hipersensibilidade, e que são mais suscetíveis a problemas de pele e gastrointestinais apresentaram os resultados mais surpreendentes, de acordo com o supervisor veterinário Gavin Myers. “Isso significa uma grande melhoria em muitos casos que vemos todos os dias. Portanto, ter uma ferramenta extra à nossa disposição para ajudar os animais é muito bem-vinda”, enfatizou Myers.
Por outro lado, o resultado não surpreendeu todo mundo, isto porque cães também sofrem com doenças comuns aos seres humanos, e muitas são prevenidas e mesmo tratadas com a dieta vegetariana. Então a melhora no quadro de saúde dos caninos serve para reforçar o fato de que a dieta vegetariana também pode assegurar um futuro melhor para os cães, garantindo mais qualidade de vida e, quem sabe, maior expectativa de vida.
Depois que a Dogg Canine Nutrition concluir toda a pesquisa realizada com alimentação vegetariana para cães, eles vão publicar os resultados, a lista de ingredientes e todos os detalhes de preparação. Por enquanto, Laura Simonson sugere que quem quiser experimentar oferecer alimentação vegetariana aos caninos, pode obter informações no site balanceit.com, que oferece sugestões de refeições caseiras e vegetarianas para animais.
Você pode obter mais informações sobre o programa da Dogg Canine Nutrition no link abaixo:
http://www.joindogg.com/single-post/2016/08/29/Meet-Two-of-our-Feeding-Trial-Dogg-Stars
Referências
http://latestvegannews.com/new-research-suggests-dogs-can-thrive-plant-based-diet/
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