David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for March, 2017

Nikola Tesla: “Todos os esforços devem ser feitos para impedir o massacre cruel dos animais”

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“Penso, portanto, que o vegetarianismo é uma desistência louvável do hábito bárbaro estabelecido”

Tesla: “Muitos povos que vivem quase que exclusivamente de vegetais possuem físico e força superiores” (Foto: Reprodução)

Conhecido como “O homem que espalhou luz pela face da Terra” e “O Mágico da Eletricidade”, o inventor, físico e engenheiro elétrico sérvio Nikola Tesla é considerado um dos mais produtivos e enigmáticos gênios da humanidade. Uma de suas maiores contribuições foi no desenvolvimento do sistema de fornecimento de energia elétrica de corrente alternada. Seu trabalho teve papel determinante na implantação e distribuição de eletricidade doméstica. Além disso, ele foi fundamental na criação do rádio e desenvolveu um sistema de transmissão de energia sem fios em 1901. Com esse projeto, seu objetivo era oferecer energia elétrica livre e gratuita.

Referência em eletromagnetismo, Tesla criou reatores para veículos com controle remoto, máquinas para tentar se comunicar com extraterrestres e chegou a apontar equívocos no trabalho de Albert Einstein sobre a teoria do campo unificado. Mas, para além da ciência, Nikola Tesla era um homem preocupado não apenas com o futuro da humanidade, mas também dos animais. Em seu artigo “The Problem of Increasing Human Energy With Special References To The Harnessing of the Sun’s Energy”, publicado na revista Century Illustrated em junho de 1900, ele disse que a criação de gado como meio de fornecer alimento para os seres humanos é censurável.

“É certamente preferível criar legumes, e penso, portanto, que o vegetarianismo é uma desistência louvável do hábito bárbaro estabelecido. Podemos substituir alimentos [de origem animal] por alimentos vegetais e realizar nosso trabalho de forma vantajosa. Não é uma teoria, mas um fato bem demonstrado. Muitos povos que vivem quase que exclusivamente de vegetais possuem físico e força superiores”, escreveu.

Tesla afirmava não ter dúvida alguma de que alimentos vegetais como a aveia, além de ser mais econômico do que a carne, é superior no que diz respeito ao desempenho mecânico e mental do ser humano. “Esses alimentos sobrecarregam bem menos os nossos órgãos digestivos e nos tornam mais contentes e sociáveis, produz um bem difícil de estimar. Em vista desses fatos, todos os esforços devem ser feitos para impedir o massacre cruel dos animais, que é destrutivo para a nossa moral”, argumentou.

O inventor defendia que o consumo de carne é um grande mal porque impede que o ser humano se volte para o verdadeiro futuro. Segundo Nikola Tesla, é preciso realizar uma reforma alimentar radical, começando logo após o nascimento. Embora não fosse tão sociável, o inventor tinha grande amizade com o escritor Mark Twain, que também atuava em defesa dos animais, principalmente no campo da vivissecção, que ele condenava totalmente e lutava para bani-la.

De acordo com informações do livro “100 Cats Who Changed Civilization: History’s Most Influential Felines”, de Sam Stall, Tesla ficou fascinado pelo desconhecido após uma experiência que ele teve na infância, quando vivia em uma fazenda isolada na atual Croácia. À época, o seu melhor amigo era um gato chamado Macek, que ele dizia ser o melhor gato do mundo. Durante um dia de inverno, particularmente frio e seco, uma enorme carga de eletricidade foi acumulada na atmosfera. As pessoas que caminhavam na neve deixavam pegadas cintilantes, e as bolas de neve arremessadas, quando se chocavam contra algo, explodiam como fogos de artifício.

Além de gatos, Tesla tinha uma relação especial com pombos (Foto: Reprodução)

Embora Tesla tivesse ficado surpreso com tudo que viu, o melhor estava por vir. “No crepúsculo, enquanto acariciava as costas de Macek, vi um milagre que me deixou sem palavras e maravilhado. Nas costas de Macek havia uma folha de luz e ao tocá-la minha mão produziu um jorro de faíscas [que fazia um barulho] tão alto que podia ser ouvido por toda a casa”, relatou Tesla.

Conforme o gato percorria os cômodos escuros da casa, o garoto ficou admirado ao vê-lo brilhando suavemente. Até aquele momento, ele jamais tinha demonstrado qualquer interesse ou aptidão para a ciência. Em sua própria autobiografia, intitulada “My Inventions: The Autobiography of Nikola Tesla”, publicada originalmente em 1919, o inventor deixa claro que se não fosse pelo gato Macek, ele talvez não tivesse descoberto sua vocação.

Amante dos animais, Nikola Tesla mantinha contato diário com pombos. Enquanto a maioria das pessoas que gostavam de pombos se contentavam em alimentá-los, o inventor, além de oferecer-lhes alimento, recolhia as aves doentes que encontrava por onde passava e as abrigava no hotel onde estava hospedado. Um dia, ficou encantado por uma pomba branca com manchas cinzas nas asas.

Em uma noite de 1922 a ave voou até o seu quarto no Hotel St. Regis, em Nova York. Ele percebeu que ela parecia desesperada, tentando se comunicar. Em sua autobiografia, Tesla narrou que viu luzes mais intensas nos olhos da pomba do que nas lâmpadas mais poderosas que ele criou em seu laboratório. A ave faleceu sem que ele tivesse tempo de tomar qualquer decisão. Quando viu que nada mais poderia ser feito, Nikola Tesla declarou que algo em sua vida tinha chegado ao fim e que todo o trabalho ao qual ele tinha se dedicado também.

Saiba Mais

Nikola Tesla nasceu em Smiljan, atual Croácia, em 10 de julho de 1856 e faleceu em Nova York em 7 de janeiro de 1943, aos 86 anos. No momento de sua morte, ele estava em seu quarto em um hotel.

Tesla era um homem muito à frente do seu tempo, tanto que até hoje persiste o mistério em torno das suas pesquisas, já que logo após sua morte o FBI recolheu boa parte do seu trabalho e o selou em um arquivo registrado como secreto.

Referências

Stall, Sam. 100 Cats Who Changed Civilization: History’s Most Influential Felines. Páginas 17-19. Quirk Books (2007).

Tesla, Nikola. My Inventions: The Autobiography of Nikola Tesla. Martino Fine Books (2011).

http://www.tfcbooks.com/tesla/1900-06-00.htm

https://teslauniverse.com/nikola-tesla/timeline/1922-teslas-favorite-pigeon-dies

http://www.huffpostbrasil.com/entry/nicola-tesla-love-pigeon-facts-inventor_n_4320773

http://historybuff.com/4-strange-facts-about-nikola-tesla-to-share-at-your-next-nerd-gathering-6Q0pA9jgDgao

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Written by David Arioch

March 24th, 2017 at 9:57 am

As duas senhorinhas

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Hoje, na fila do caixa rápido do Cidade Canção, notei duas senhorinhas conversando. Uma delas olhou para a outra e disse: “Vá na minha frente porque você é mais velha.” E a outra replicou: “Aé? É mesmo? Grande coisa!” Idosos e sua espontaneidade inimitável…

 






Written by David Arioch

March 23rd, 2017 at 1:06 am

A importância das denúncias sobre a indústria da exploração animal

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Denúncias serviram para mostrar a realidade do “abate humanitário” (Foto: Autor desconhecido)

Se essas investigações e denúncias envolvendo a indústria da exploração animal não tivessem sido feitas, provavelmente quem consome carne não precisaria se preocupar com previdência, afinal dificilmente alguém viveria muito depois de passar tanto tempo consumindo carne podre “maquiada” com nocivos produtos químicos – mais do que de costume.

Ademais, na minha opinião, um dos pontos mais importantes disso tudo foi a revelação de como os animais são tratados por essa indústria que insiste em falar em “abate humanitário”, mesmo que em 2017 não seja nada difícil encontrar animais sendo chutados, pisoteados, esmurrados e mortos a tiros de espingarda, machadadas e marretadas.

Estou falando de uma carne que não apenas trouxe ou traz o risco da doença, mas também relatos que parecem pitorescos, porém cotidianos, da crueldade humana. Junto com a carne podre, a população é presenteada com fragmentos de barbárie, indiferença e desprezo à vida.

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Written by David Arioch

March 23rd, 2017 at 12:53 am

Sobre pessoas contra o veganismo

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O veganismo preconiza que não tratemos os animais como produtos (Foto: Jordan Gardone)

Não tenho nada contra quem afirma que abandonou o vegetarianismo ou mesmo o veganismo, mas sempre surge um problema quando alguém, por questões particulares, se empenha em tentar convencer os outros de que o veganismo não é viável.

O veganismo preconiza algo bem simples – não trate os animais como produtos e desconsidere a legitimação dessa exploração, não é difícil entender isso. Claro, alguém pode levantar pontos a serem discutidos, o que pode ser bem positivo.

Porém, acho triste quando alguém insiste em tentar desmotivar pessoas que estão considerando o veganismo, e existe muito disso hoje em dia. Até mesmo o que pode parecer um desabafo de alguém, e que na realidade tem uma visão confusa do veganismo, por isso não entendeu o seu propósito, pode servir muito bem para disseminar a desinformação.

Quando uma pessoa é contra o direito dos animais à vida ou faz piada disso, é difícil não imaginar que seu discurso vem embutido de uma força desmedida que se empenha em empurrar um pouco mais os animais para o fosso da negligência e do esquecimento, onde a cobertura prevalecente é a da ignorância humana. Ademais, a compaixão não é o que fazemos dela, mas sim o que ela faz de nós.

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Written by David Arioch

March 23rd, 2017 at 12:27 am

Prince: “Todos somos membros do reino animal, deixe seus irmãos e irmãs no oceano”

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“Por favor, não mate uma vaca para que eu possa usar um casaco”

Prince se tornou vegetariano nos anos 1980 (Foto: Reprodução)

Em outubro de 1997, o cantor Prince, um dos maiores nomes da história da música pop, deu uma entrevista à revista Vegetarian Times contando que há dez anos ele tinha parado de consumir carne, e que seu próximo passo seria abandonar outros alimentos e produtos de origem animal. “Nós não comemos nada com pais”, disse em referência ao fato de que todo animal reduzido à comida tem ou teve pai e mãe. Ao falar “nós”, ele incluiu Mayte Garcia, com quem teve um casamento que durou quatro anos. Ela foi a responsável por apresentá-lo ao vegetarianismo.

“Sempre tive preferência por coisas vegetarianas, e recentemente descobri como elas são boas, em um sentido físico. […] Nunca fui um grande bebedor de leite de qualquer maneira, mas eu realmente gosto de leite de soja de baunilha”, contou. Prince se identificou tanto com essa filosofia de vida que se tornou um ativista e colaborador de organizações em defesa dos direitos animais.

Em 1998, inspirado em se posicionar contra a exploração animal, ele compôs a música “Animal Kingdom”, que antes de ser lançada oficialmente foi enviada à Peta para que pudesse ser usada em campanhas a favor dos animais. Prince defendia que os animais tinham direito à vida, seus próprios propósitos, e não existiam para nos servir.

Na letra, ele fala que nenhum membro do Reino Animal fez qualquer coisa contra ele, e que não há motivo para ele consumir carne, nem mesmo de peixe. “Não me dê queijo azul, todos somos membros do reino animal, deixe seus irmãos e irmãs no oceano”, pediu. A música também faz referência a uma discussão que Prince teve com o cineasta Spike Lee sobre o consumo de leite.

“Realmente gosto de comer mais agora. Tenho mais energia e, acima de tudo, minha aura está mais forte. Pode-se realmente sentir sua dívida cármica diminuir em cada refeição”, revelou à revista Vegetarian Times em entrevista publicada em 1º de outubro de 1997. No disco “Rave Un2 the Joy Fantastic”, lançado em 1999, surgiu uma polêmica porque Prince aparece na capa usando uma jaqueta que muitos pensaram que fosse de lã, quando na realidade era de material sintético.

“Se esta jaqueta fosse realmente de lã, eu teria levado a vida de sete cordeiros cujas vidas começaram assim. Em poucas semanas após seu nascimento, suas orelhas teriam sido perfuradas, seus rabos cortados, e os machos castrados enquanto estavam completamente conscientes. Taxas extremamente elevadas são consideradas normais [nessa indústria]. 40% dos cordeiros morrem com oito semanas de idade – oito milhões morrem todos os anos em decorrência de doenças e negligência”, avisou no encarte do CD, visando conscientizar os fãs sobre as implicações do consumo de produtos baseados em peles de animais.

Ele defendia que os animais tinham direito à vida, seus próprios propósitos (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Prince costumava dizer que dos dez mandamentos, o mais importante que o ser humano deveria seguir é “Não Matarás”, o que, no seu entendimento, não significava apenas não matar pessoas, mas também animais.
“Nós não temos que matar coisas para sobreviver. Na verdade, acontece o oposto disso. Se você mata, você morre”, enfatizou em entrevista a Catherine Censor Shemo, da Vegetarian Times.

Quando Catherine lhe perguntou se as pessoas não o julgavam, achando que ele estava mais preocupado com os animais do que com o sofrimento humano, Prince respondeu: “A compaixão é uma palavra de ação sem fronteiras. Nunca é demais. Comer um tomate e replantá-lo para a sua nutrição, em vez de matar uma vaca ou um porco para se alimentar, reduz a quantidade de sofrimento no mundo. Além disso, os porcos são bonitos demais para morrer.”

Em um de seus shows em Washington, D.C., um fã tentou dar ao cantor um casaco de couro. Quando ele viu do que era feito, o advertiu: “Por favor, não mate uma vaca para que eu possa usar um casaco.” Muitas vezes, Prince foi apontado como vegano, inclusive em uma entrevista publicada na Vegetarian Times em 1997. Ele mesmo se apresentou dessa forma.

Porém, em outra entrevista, concedida ao Lopez Tonight, estrelado por George Lopez, Prince explicou em 2011 que ele era vegetariano, não vegano. Independente disso, a contribuição do cantor à conscientização em torno dos direitos animais é inquestionável. Ele chegou a declarar que é preciso instituir um Dia dos Direitos Animais: “Não fazer nada sobre isso [direitos animais] é tolice. Temos feriados para presidentes que defendiam tudo menos a liberdade da alma. Precisamos de um dia dos Direitos Animais em que todos os matadouros sejam fechados e que as pessoas não comam nada que não possam substituir. Yeah!”

Questionado se ele não tinha receio de parecer proselitista aos olhos dos fãs ao se posicionar a favor do vegetarianismo enquanto uma filosofia de vida baseada na moralidade, Prince explicou a Catherine que ele não tinha fãs, mas sim amigos. “Meus amigos são indivíduos muito avançados. Não sei quantos deles comem carne, mas logo eles saberão as consequências desse estilo de vida. Chama-se carma! Minha música é ditada pelo espírito. Não me preocupar com a reação das pessoas é o que tem me dado sustentação”, afirmou.

Saiba Mais

Prince nasceu em Minneapolis em 7 de junho de 1958 e faleceu em 21 de abril de 2016 em decorrência de uma overdose acidental de fentanil, um forte analgésico.

Ao longo da carreira, o músico, que lançou mais de 35 discos e flertava com vários gêneros musicais, teve como maior registro de sucesso o álbum “Purple Rain”, de 1984, e que inspirou a produção de um filme homônimo. O disco é considerado um dos maiores lançamentos da história da música pop.

Entre seus alimentos preferidos estavam: homus, pita e chips de vegetais.

Referências

https://sites.google.com/site/prninterviews/home/vegetarian-times-october-1997

https://www.bustle.com/articles/156336-was-prince-a-vegan-he-upheld-his-beliefs-throughout-his-life

http://www.today.com/food/stage-prince-was-passionate-quirky-food-lover-too-t87881

http://www.peta.org/blog/animal-kingdom-lost-prince/

 

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Linda Blair sobre ser vegana: “Você se torna muito mais consciente sobre os alimentos que consome e sobre as atrocidades contra os animais”

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“A forma como a criação de animais afeta o meio ambiente, afeta o oceano, o ar, e é isso que muitas pessoas não percebem”

Linda Blair criou uma fundação em 2003 para ajudar animais abandonados (Foto: LBWF)

Em 1988, a atriz estadunidense Linda Blair, mais conhecida pela interpretação de Regan MacNeil, a garota possuída do filme “O Exorcista”, de 1973, estava lendo um artigo sobre pesticidas, chuva ácida e animais criados em fazenda quando tomou a decisão de se tornar vegetariana e mais tarde vegana. “Certamente mudou a minha vida. Você se torna muito mais consciente sobre os alimentos que consome e sobre as atrocidades contra os animais. A forma como a criação de animais afeta o meio ambiente, afeta o oceano, o ar, e é isso que muitas pessoas não percebem”, relatou em publicação do God’s Direct Contact.

Linda, que nunca mais teve problemas com peso depois que se tornou vegetariana, vê o vegetarianismo como uma solução para pessoas com problemas de obesidade e diabetes, principalmente crianças. Mas, para além da saúde, o que a levou para esse caminho foi a sua afinidade e amor pelos animais desde a infância.

De acordo com informações do site da Linda Blair WorldHeart Foundation, a mãe de Linda, quando era muito jovem, a ensinou sobre a importância de ser compassiva com os animais, tanto que quando criança ela sonhava em ser médica veterinária. “Embora este sonho não se concretizou, ela continuou a honrar seu amor pelos animais sendo anfitriã em eventos realizados por santuários, defendendo golfinhos, baleias, a conservação do oceano e alertando sobre a crise da crueldade animal nos Estados Unidos”, destacou a LBWF.

Em 2003, ela fundou a Linda Blair WorldHeart Foundation, que resgata, adota e reabilita animais abandonados, inclusive aqueles prestes a serem sacrificados. Linda também já participou de muitas iniciativas da Feed the Children, Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), The Humane Society e Last Chance for Animals. O seu prestígio como atriz e ativista já ajudou a alavancar muitas campanhas em benefício dos animais nos Estados Unidos. A fundação de Linda Blair também educa pessoas para lidarem corretamente com animais.

Linda sempre gostou de conviver com animais (Acervo: LBWF)

“Enfatizamos a nutrição adequada, fornecemos cuidados veterinários, instalações confortáveis, treinamento, socialização e, claro, amor em abundância. Usando a mídia como uma saída para a educação, esperamos elevar o nível de consciência sobre questões importantes como superpopulação de animais e lutas de cães”, informou o site da fundação.

Questionada por Tamar Alexia Fleishman, do Bankrate, em agosto de 2001, se ela tem o hábito de colocar roupas extravagantes em animais de companhia, Linda deixou claro que não e afirmou que isso não é bom para os animais. “No movimento dos direitos animais, não decoramos nossos cães. Isso diminui sua autoestima. Tenho um whippet que possui um pequeno casaco, isto porque ele estava em Connecticut no inverno e ficou frio”, justificou.

A atriz contou que os cães sob sua tutela são alimentados somente com refeições vegetarianas, e que até mesmo alguns brinquedos que dá a eles, como ossos grandes, são feitos com materiais livre da exploração animal. “Não visto couro, caxemira, seda…”, acrescentou em entrevista a Tamar.

Também em 2001, Linda Blair, em parceria com Sunny J. Harris, escreveu e publicou o livro “Going Vegan”. A obra destaca a importância de se refletir sobre o que as pessoas estão fazendo com os seus próprios corpos, com os animais e com o planeta. Quem também se tornou uma referência para a atriz e ativista, e positivamente a influenciou muito, foi o ativista dos direitos animais e ex-pecuarista Howard Lyman, autor do livro “Mad Cowboy”, que viaja pelos Estados Unidos dando palestras sobre veganismo. Linda o considera o seu “segundo pai”.

“Ele foi um fazendeiro de gado da quarta geração e teve câncer. Ele falou sobre todos os seus amigos morrendo por causa de problemas no coração. Podemos eliminar doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade. Volte para os alimentos básicos, torne-se vegetariano e depois vegano. E você vai entender sobre o que estamos falando. Ele sobreviveu ao câncer em sua coluna vertebral. Acho que podemos fazer a diferença lá fora. Na minha opinião, muitas das doenças vêm da comida e da água”, destacou Linda Blair.

Saiba Mais

Linda Blair nasceu em Saint Louis, no Missouri, em 22 de janeiro de 1959.

Recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação em “O Exorcista”, de William Friedkin.

Referências

http://www.lindablairworldheart.org/about-us/

http://www.godsdirectcontact.org.tw/eng/news/160/vg2.htm

http://www.bankrate.com/nsccan/news/investing/20010816a.asp

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Sobre crianças, pais e cães

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Foto: Elena Shumilova

Na minha infância, me recordo que alguns pais faziam os filhos terem medo de animais. Não raramente, quando eu saía da escola, me lembro que quando passávamos por algum lugar cheio de animais, principalmente cães dos mais variados portes, e normalmente dóceis, eu ouvia algum pai ou alguma mãe dizendo a algum garotinho ou garotinha:

“Vai, fica aí perto que ele vai te morder. Depois não adianta chorar” ou “Sai de perto desse cachorro. Não vê que ele é bravo?” São tantos exemplos que me veem à memória e que ratificam essa nossa obtusa cultura de estranheza em relação aos animais. Não que não seja bom ser cauteloso, mas creio que é preciso também ter cuidado com as palavras e a força desse discurso, que naturalmente pode fazer crianças verem animais como seres amedrontadores. Ademais, se um cão, por exemplo, torna-se bravo ou hostil, não é de sua natureza obviamente, mas sim por má influência humana.






Written by David Arioch

March 21st, 2017 at 2:19 am

Sobre críticas equivocadas em relação ao veganismo

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Se uma pessoa rejeita o veganismo, mas volta a consumir alimentos baseados em exploração animal, ela está fazendo simplesmente o que julga conveniente

A maior parte dos veganos que conheço seriam incapazes de consumir carne novamente (Arte: Dana Ellyn)

Não raramente circula na internet algum texto de alguém dizendo por quais motivos deixou de ser vegano. Normalmente são desabafos em que alguém volta a consumir alimentos de origem animal e decide antagonizar a filosofia de vida vegana, um motivo que nunca vou entender, porque isso significa se manifestar contra o direito à vida dos animais não humanos. Nesses textos, não raramente um dos pontos mais preocupantes é a afirmação de que veganos compram produtos de empresas que na realidade são boicotadas por veganos. Ou seja, há quase sempre uma confusão entre vegetarianismo e veganismo. Também são comuns as observações que reduzem o veganismo a uma questão ética meramente alimentar, o que não é verdade.

No geral, as críticas dos detratores do veganismo me parecem consideravelmente generalizadas, já que são baseadas em alguns supostos veganos do convívio social do autor – ainda assim são feitas falando do veganismo como um todo – o que é muito estranho se levarmos em conta que é um movimento mundial.

Mesmo pesquisando sobre o assunto todos os dias, eu seria extremamente pedante se julgasse o veganismo na totalidade, até porque não tenho conhecimento para tal. Ademais, experiências compartilhadas ou observações não representam e nunca representarão a universalidade de algo.

Sendo assim, seria legal se as pessoas pesquisassem um pouco sobre as motivações históricas e morais do veganismo antes de tentar se referir ao veganismo a partir de um ponto de vista obtuso e que reflete uma idealização pessoal, não o que realmente é.

E tenho visto muito disso, pessoas com suas bagagens culturais tentando moldar o veganismo de acordo com seus interesses e crenças, ignorando que antes delas existirem já havia todo um trabalho sendo desenvolvido, e que hoje ainda serve de base para milhões de pessoas. Sim, o movimento deve estar em constante aperfeiçoamento e evolução, acredito, mas não deve destoar do propósito maior – que é a libertação animal.

Se você diz que já foi vegano e hoje se alimenta de produtos de origem animal, não nego que acho isso muito estranho, levando em conta que a maior parte dos veganos que conheço seriam incapazes de consumir, por exemplo, carne novamente, por entenderem que se trata do cadáver de um animal que foi privado de existir à sua maneira. Tenho o claro entendimento de que um animal não existe para ser fatiado e colocado em meu prato.

Os animais merecem compartilhar conosco um mesmo universo moral – que lhes garanta pelo menos o direito à vida (Foto: Toronto Pig Save)

No entanto, o que tenho visto, e com alguma frequência, são pessoas que se dizem ex-veganas, mas que se tornaram “veganas” pelos motivos errados. O veganismo tem suas limitações sim, mas dizer que as pessoas não consumirem alimentos de origem animal não faz uma grande diferença é no mínimo uma afirmação bem equivocada, ainda mais levando em conta que o objetivo do veganismo é o abolicionismo animal, e algo que primariamente só poderá ser alcançado quando pararmos de ver os animais como comida ou como objetos.

Além disso, muitas pessoas no contexto do veganismo não se veem como os baluartes da transformação, mas sim como pessoas empenhadas em mudar a mente daqueles com quem elas têm contato, o que na minha opinião já é uma grande coisa. Quem analisa o veganismo de forma ponderada e consciente sabe que todo e qualquer passo é importante.

Porém, não consigo deixar de pensar que se você afirma ser ex-vegano e hoje come carne, naturalmente creio que você não sente compaixão pelos animais não humanos nem reconhece que eles merecem compartilhar conosco um mesmo universo moral – que lhes garanta pelo menos o direito à vida.

Como disse Schopenhauer, a moralidade que é conveniente ao ser humano não é moralidade. Se uma pessoa rejeita o veganismo, mas volta a consumir alimentos baseados em exploração animal, ela está fazendo simplesmente o que julga conveniente. O escritor sul-africano J.M. Coetzee diz que é um crime contra a natureza resumir qualquer ser vivo a uma unidade de um processo industrial.

Então, se voltamos a compactuar com isso, e simplesmente por não concordarmos com as ações de alguns veganos ou grupos de veganos “que julgamos como se fossem todos ou a maioria”, estaremos sendo cúmplices e financiadores da exploração animal, o que naturalmente é um passo para trás.

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Written by David Arioch

March 21st, 2017 at 2:12 am

Caninus, a história de uma banda vegana liderada por pit bulls

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Proposta era conscientizar sobre vegetarianismo, veganismo e adoção de cães abandonados

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Fundada em 2003, a banda nova-iorquina de grindcore Caninus, que chegou definitivamente ao fim no início de 2016, conquistou muita popularidade ao longo dos anos por ter duas cadelas da raça pit bull terrier como vocalistas – Basil e Budgie. Com uma proposta de promover o vegetarianismo, veganismo, a importância da adoção de cães abandonados e a conscientização em torno da desinformação sobre os pit bulls, a banda surgiu por iniciativa do guitarrista Justin Brannan e da guitarrista Rachel Rosen, da banda de Metalcore Most Precious Blood, que são ativistas dos direitos animais.

“As duas cadelas eram muito vocais, sempre brincávamos com elas, e elas possuíam rosnados excelentes. Crescemos ouvindo Cannibal Corpse, Napalm Death e Terrorizer [bandas de metal extremo], então achamos que seria engraçado fazer um som com elas rosnando sobre a música”, conta Brannan.

O que começou como uma brincadeira que entraria como bônus em um CD do Most Precious Blood, se tornou algo mais sério. Eles receberam propostas para gravar alguns discos, sem qualquer compromisso, e aceitaram. “O Caninus surgiu com uma mensagem bem direcionada – direitos animais, vegetarianismo, veganismo e adoção de animais. Nosso propósito maior era esse, até porque Budgie e Basil foram adotadas, eram cães resgatados por nós”, garante o guitarrista.

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A princípio, muita gente achou que o Caninus era uma sátira às bandas de grindcore e brutal death metal, porém Justin e Rachel fazem questão de deixar bem claro que isso não era verdade. “Todas as bandas de death metal têm caras que tentam soar como animais, e percebemos que poderíamos dar isso a eles da forma mais verdadeira possível. Somos fãs desses estilos. Não fazemos piadas disso. Foi tudo uma boa diversão. E os cães eram as estrelas. Somos os anônimos, seres humanos descartáveis”, esclareceu Brannan.

Até 2011, o grupo lançou o álbum “Now the Animals Have a Voice”, de 2004, um split com o projeto Hatebeak – que tem como vocalista um papagaio do congo chamado Waldo, e outro split com a banda também vegana Cattle Decapitation, os dois em 2005 e lançados pela War Torn Records. Entre as músicas mais conhecidas do Caninus estão “Brindle Brickheads (Unprecedent Ferocity)”, “No Dogs, No Masters”, “Fear of Dogs (Religious Myths)”, “Human Rawhide”, “Bite the Hand That Breeds You”, “Locking Jaws” e “Fuck The American Kennel Club”.

Esta última é uma crítica ao American Kennel Club, um dos maiores clubes de registro de genealogias de cães dos Estados Unidos, que realiza um trabalho que vai contra tudo aquilo que o Caninus defende, já que a banda entende que esse tipo de entidade só existe porque há pessoas criando animais de raças que são visadas comercialmente, assim estimulando a venda de cães como produtos e inviabilizando a adoção de animais abandonados.

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“As canções dizem respeito a questões que os pit bulls enfrentam hoje. É a raça mais mal compreendida e abusada lá fora”, acrescentou Brannan. Entre os bateristas que participaram do Caninus, um dos grandes colaboradores foi Colin Thundercurry. Em 2008, o baterista Richard Christy, que tocou com importantes bandas de metal como Death, Control Denied e Iced Earth participou de algumas músicas do Caninus.

Todo o processo de gravação da banda só foi colocado em prática com os cães bem à vontade, e livres para serem eles mesmos. Justamente para não condicioná-los, Justin Brannan e Rachel Rosen optaram por não fazer shows.

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Mesmo assim, o trabalho do Caninus foi longe, e teve um retorno tão positivo e inesperado para os músicos que até celebridades como as atrizes Susan Sarandon e Bernadette Peters declararam o seu amor pela banda e pela proposta de conscientização sobre os direitos animais.

Infelizmente, em 5 de janeiro de 2011, Basil faleceu aos dez anos, e sua morte se tornou notícia em diversos sites especializados em heavy metal. O Metal Sucks, um dos mais populares, publicou um texto em que declarou: “Sabemos como os animais podem tocar a vida das pessoas e sentimos sinceramente ao saber da passagem de Basil, R.I.P., nossas condolências a Justin e Rachel.”

O Caninus ainda realizou alguns registros ocasionais, inclusive assumiu o compromisso de lançar um novo disco em 2016, mais uma vez sem finalidade comercial, porém, a vocalista Budgie faleceu em 3 de janeiro de 2016, aos 16 anos, assim marcando o fim definitivo da banda. Em homenagem à ela, Justin e Rachel publicaram um texto emocionado:

É com grande tristeza que devemos transmitir esta mensagem:

Budgie, a fundadora e único membro original do Caninus, faleceu. Ela tinha 16 anos. Originalmente chamada Shelby, depois de ter sido atirada de um Mustang e deixada para morrer com uma pesada corrente ao redor do seu pescoço, ela foi adotada por Belle [Rachel] and Sudz [Justin], do North Hempstead Animal Shelter, e renomeada Budgie. Ela ganhou uma nova vida no Brooklyn no verão de 2000.

Budgie era muito parecida com o Lemmy [Kilmister]. Desde o primeiro dia, ela viveu sua vida baseada em suas próprias regras. Era uma apaixonada e tinha o coração de um campeão. Eles dizem que os cães nos ensinam tudo que precisamos saber sobre a vida sem dizer uma palavra – esta era Budgie. Há alguns meses, Budgie gravou vocais para o lançamento do último trabalho do Caninus, que deve ver a luz do dia em breve.

Todos nós fomos sortudos por tê-la conosco pelo tempo que foi possível. Ela tocou muitas vidas, lambeu muitos rostos, empurrou muitas pessoas para fora da cama, roubou muitas fatias de pizza, comeu muitos burritos e, mais importante, inspirou muita gente a adotar animais de abrigos em vez de comprá-los em pet shops ou de vendedores online.

Saiba Mais

Antes do surgimento do Caninus, Justin Brannan e Rachel Rosen já realizavam trabalho voluntário no North Hempstead Animal Shelter, uma das entidades mais respeitadas no resgate de animais abandonados em Nova York.

No site do Caninus, eles divulgavam produtos livres de crueldade contra animais e também dicas para veganos e para quem tinha interesse em aderir ao veganismo, além de informações sobre doações e resgate de animais.

Referências

https://weirdestbandintheworld.com/2009/10/31/caninus/

http://www.verbicidemagazine.com/2013/08/08/caninus-grindcore-death-metal-band-dog-vocalist-singers-brindle-brickheads/

http://www.metalinsider.net/in-memoriam/r-i-p-budgie-pit-bull-and-caninus-vocalist

http://www.mtv.com/news/1525305/for-those-about-to-squawk-metal-bands-with-non-human-singers/

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Snapcase: “Eu nunca iria matar um animal e comê-lo. Então por que eu iria simplesmente comprá-lo?”

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Taberski: “Isso não faz diferença só porque alguém matou e realizou todo o processo”

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O Snapcase foi fundado em 1991 (Acervo: Modern Fix)

Uma das bandas mais importantes do cenário de hardcore punk do estado de Nova York, a banda Snapcase, fundada em Buffalo em 1991, surgiu por iniciativa de três amigos; um deles é o vocalista Daryl Taberski, que é vegano e único integrante da formação original que ainda continua no grupo. Embora o Snapcase não tenha o veganismo como temática primária em suas músicas, algumas de suas composições vão por esse caminho, mesmo que não de forma tão direta. Um exemplo é a música “Guilty By Ignorance”, do álbum “Progression Through Unlearning”, de 1997.

Na letra, Taberski fala sobre como somos culpados pela nossa própria ignorância quando temos condições de melhorar o mundo em que vivemos, mas optamos por dar dinheiro a empresas que matam sem demonstrar qualquer remorso, porque visam simplesmente os lucros. “E você não se importa de saber que sua vida rouba vidas. Então dê uma olhada em sua consciência vazia, porque ignorância não é inocência. Você se tornou, você se tornou o inimigo daqueles que são vítimas da ganância”, grita o vocalista em um trecho de “Guilty By Ignorance”.

Em “Box Seat”, do álbum “Designs for Automotion”, o Taberski fala sobre a cultura de consumo e como nos diluímos nesse meio, ignorando inclusive quem somos. “Não nos venda uma imagem perfeita. Nós vamos lutar para nos encontrarmos. Queremos o desafio impopular, queremos testar o nosso intelecto, teste nosso intelecto. Estamos programados, condicionados. Sem sentido, emoções sem sentido. Perdemos nosso desejo de pensar sozinhos, de pensar sozinhos, de pensar sozinhos…”, berra em “Typecast Modulator”, do disco “Designs for Automotion”, de 2000.

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Taberski: “Para mim, [ser vegano] é ir ao fundo das coisas” (Acervo: Art Voice)

Em entrevista a Mike Bushman, do Modern Fix, Daryl Taberski contou que se tornar vegano fez com que ele entendesse muitas coisas de forma diferenciada. “Não é uma coisa difícil de fazer. Eu nunca iria matar um animal e comê-lo. Para mim, [ser vegano] é ir ao fundo das coisas. Então por que eu iria simplesmente comprá-lo? Isso não faz diferença só porque alguém matou e realizou todo o processo”, argumentou.

Taberski declarou que hoje em dia as pessoas estão mais conscientes sobre o que é o veganismo, ao contrário de anos atrás quando um vegano era facilmente considerado uma “aberração”. ‘As pessoas perguntavam: ‘Vegano? O que é isso?’”, exemplificou. O músico também reconheceu que tem se tornado cada vez mais fácil encontrar comida sem ingredientes de origem animal. “Até mesmo os grandes supermercados de Buffalo, onde vivemos, dedicam uma seção inteira à comida vegetariana e vegana”, disse em entrevista ao Enzk Punk and Hardcore Fanzine.

De 1994 a 2003, o Snapcase, que hoje tem Daryl Taberski como único membro fundador, lançou os álbuns “Lookinglasself”, “Progression Through Unlearning”, “Designs for Automotion”, “End Transmission” e “Bright Flashes”.

Saiba Mais

Originalmente, Daryl Taberski era baixista do Snapcase. O posto de vocalista era ocupado por Chris Galas.

Os discos “Designs for Automotion” e “Progression Through Unlearning” são apontados como as maiores contribuições da banda ao hardcore punk.

Referências

http://www.modernfix.com/interviews-2/feature-4/

http://www.angelfire.com/wi/enzk/snapcase.html

http://snapcase.com/

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