David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

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Sobre a idealização humana

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Anger, de Robyn Nevison

Dizemos que as pessoas mudaram para pior quando elas não agem como gostaríamos, e falamos que mudaram para melhor quando elas são exatamente o que queríamos. Ou seja, a baliza para avaliar se as pessoas nos agradam ou não é a idealização que fazemos delas.





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April 23rd, 2017 at 8:06 pm

Posted in Reflexões

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Avocado e abacate

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Foto: David Arioch

Avocado, que muita gente pensa que é a mesma coisa que abacate. O avocado é menor, menos calórico, tem polpa mais amarelada e casca mais escura. Além disso, é superior ao abacate em valores nutricionais. Abacate ainda tem um custo/benefício melhor no Brasil, até pela dificuldade na produção do avocado, mas o avocado é muito bom também, principalmente em receitas.





Written by David Arioch

April 23rd, 2017 at 7:43 pm

Posted in Curiosidades

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Dos males, o menor?

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Arte: Pawel Kuczynski

Dos males, o menor? Não quando se trata de política. Acredito que tal reflexão quando se fala em política e políticos é algo que acaba por soar como um tipo de anuência em relação às atrocidades que são cometidas em nome da politicagem e da ânsia por poder.

Muitas das desgraças que testemunhamos hoje no mundo têm relação com o raciocínio de conivência baseado na conveniência. “O cara comete excessos, mas é linha dura. Ninguém faria melhor” ou “Ele é ladrão, mas tem lá suas qualidades.” Esse tipo de conformismo tem lesado não somente a humanidade, mas obviamente outras espécies.





Written by David Arioch

April 22nd, 2017 at 7:51 pm

Sobre campos de concentração para homossexuais na Tchetchênia

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Ramzan Kadyrov (ao centro) leva uma vida de ostentação na Tchetchênia (Foto: Reprodução)

Tem circulado na internet uma petição contra campos de concentração para homossexuais na Tchetchênia. Esses campos são antigos e não foram construídos pelos tchechenos, mas simplesmente por quem há muito tempo está no controle da Tchetchênia, e que por sinal é pró-Rússia. É importante não confundir tchechenos com governo tchetcheno.

Filho de Akhmad Kadyrov, considerado um dos maiores criminosos de guerra da história da Tchetchênia, o atual presidente da Tchechênia, Ramzan Kadyrov, que há anos é acusado de violar direitos humanos, comanda um exército privado conhecido como Kadyrovtsy, que opera uma rede de prisões secretas. De acordo com a Federação Internacional de Helsinki para Direitos Humanos, o exército que Kadyrov herdou de seu pai é responsável por 75% dos crimes de guerra cometidos contra os tchetchenos.

Outro ponto a se considerar é que se esses crimes contra homossexuais realmente são cometidos, em algum nível o presidente russo Vladimir Putin tem alguma responsabilidade, já que foi ele quem colocou Ramzan Kadyrov na presidência. Sendo assim, acho importante assinar petições, até porque naturalmente repercutem. Mas também é importante saber quem é que está no controle dessas ações, até para evitarmos a desinformação e a generalização.

Leitura sugerida:

Independência e sangue

 

 

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Written by David Arioch

April 22nd, 2017 at 5:41 pm

As Pontes de Madison: “Algo que nunca consegui entender é como eles podem dispensar tanto amor e cuidado aos animais e, em seguida, vê-los vendidos para o abate”

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“Nenhuma violência envolvida na cadeia alimentar, exceto, talvez, por arrancar os legumes da terra”

Livro foi publicado pela primeira vez em 1992 (Foto: Reprodução)

Falecido no dia 10 de março de 2017, o escritor estadunidense Robert James Waller ficou famoso pela autoria do best-seller “The Bridges of Madison County”, ou “As Pontes de Madison”, publicado pela primeira vez em 1992, e que é ambientado no Condado de Madison, em Iowa. Em 1995, o livro foi adaptado para o cinema sob direção de Clint Eastwood, que protagoniza a obra ao lado de Meryl Streep.

O livro conta a história de uma mulher casada e solitária que tem um relacionamento de quatro dias com um fotógrafo da revista National Geographic em 1965. Ele viaja para registrar imagens das famosas pontes cobertas do condado.

Durante esse período, além de uma curta e intensa história de amor que vem à tona somente após a morte de Francesca, é interessante perceber como o estilo de vida do fotógrafo, que não come carne de animais, é visto com estranheza, e até mesmo como uma afronta, em um cenário onde muitos têm como principal fonte de renda a criação de animais enviados para o abate.

Logo abaixo, selecionei alguns trechos das páginas 11, 14, 24, 27, 32 e 64 que abordam a sintonia de Kincaid com os animais, e a natureza em geral, além da curiosidade de Francesca com o seu estilo de vida incomum e intrigante se comparado aos moradores de Madison:

Ele desejou pela milésima vez em sua vida ter um cão, um golden retriever, talvez, para viagens como essa e também para ter alguma companhia em casa. Mas frequentemente ele se ausentava, passando a maior parte do tempo no exterior, e isso não seria justo com o animal. Ainda assim, ele pensou a respeito. Em poucos anos, ele estaria velho demais para o trabalho de campo. “Eu poderia ter um cão até lá”, disse ao conífero que via passar através de sua janela.

Ao contrário da população, que se alimentava de molho madeira, purê de batatas e carne vermelha, alguns, três vezes por dia, Robert Kincaid parecia não comer nada além de frutas, nozes e legumes. Rijo, ela pensou. Ele parece rijo, fisicamente.

— Só legumes estaria ótimo, para mim. Eu não como carne. Já faz anos. Nada de mais, só me sinto melhor assim. Francesca sorriu, de novo.

— Por aqui, esse ponto de vista não seria muito popular. Richard e seus amigos diriam que você está tentando destruir o sustento deles. Eu também não como muita, não sei por quê. Apenas não ligo muito. Mas toda vez que tento servir um jantar sem carne, com minha família, há uivos de rebelião. Aí acho que desisti de tentar. Será divertido fazer algo diferente, para variar um pouco.

O sol branco tinha ficado vermelho e imenso, logo acima dos campos de milho. Pela janela da cozinha, ela viu um falcão que voava nas correntes de vento do começo da noite. O noticiário das sete começava no rádio. E Francesca olhou para o outro lado da mesa amarela de fórmica, para Robert Kincaid, que tinha vindo por um caminho tão longo, até sua cozinha. Um longo caminho, atravessando mais que milhas.

— Já está um cheiro bom — disse ele, apontando o fogão.

— Está com um cheiro… tranquilo. — Ele olhou para ela.

Tranquilo? Alguma coisa pode ter cheiro tranquilo? Ela pensava na frase e se questionava. Ele estava certo. Depois das costeletas de porco, bifes e assados que fazia para a família, aquela era, sim, uma culinária tranquila. Nenhuma violência envolvida na cadeia alimentar, exceto, talvez, por arrancar os legumes da terra. O ensopado cozinhava de um modo tranquilo e tinha um cheiro tranquilo. Estava tranquilo ali na cozinha.

Algo que nunca consegui entender é como eles podem dispensar tal amor e cuidado aos animais e, em seguida, vê-los vendidos para o abate. No entanto, não me atrevo a dizer nada sobre isso. Richard e seus amigos viriam para cima de mim em um segundo. Mas há algum tipo de contradição fria e insensível nesse negócio.

Saiba Mais

Robert James Waller, que também era fotógrafo e músico, nasceu em Charles City, Iowa, em 1º de agosto de 1939 e faleceu em Fredericksburg, Texas, em 10 de março de 2017.

“Puerto Vallarta Squeeze”, romance de Waller publicado em 1995 foi adaptado para o cinema em 2004.

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Michael Tobias e a vingança contra quem explora e mata animais

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 “Eu era como um computador sem um teclado, um pássaro sem asas. Rugindo por dentro. Eu queria matar aquele homem”

Livro foi publicado originalmente em 1994 e relançado em 2001 (Foto: Reprodução)

“Me lembro de um lince-pardo que eles tinham aqui – agora os linces são uma espécie ameaçada de extinção nesta região da floresta. Eles o capturaram e o queimaram pelo menos uma dúzia de vezes em seus experimentos antes de finalmente falarem que aquele animal era completamente inútil. Como se fosse uma lata de cerveja vazia.

E então, vocês sabem o que eles fizeram com ele? Claudius estava atrasado para o almoço, e em vez de colocar para dormir aquele animal que ainda respirava, ele o pegou pelas patas traseiras e esmagou sua cabeça contra uma parede até matá-lo. Como eu poderia esquecer isso? Eles me colocaram para limpar a bagunça.

A cabeça tinha afundado. Os olhos se fecharam vagarosamente. As garras, outrora orgulhosas, estavam penduradas e sem vida, a total insensatez de tudo, e o ódio me consumindo como um hormônio perigoso, ou químico – uma porção do cérebro transformada em uma bomba de nêutrons. Exceto que eu não sabia como explodir. Eu era como um computador sem um teclado, um pássaro sem asas. Rugindo por dentro. Eu queria matar aquele homem. Fazer aos outros o que eles tinham feito comigo. Eu era o lince-pardo, e é melhor você acreditar nisso.”

Excertos de “Rage and Reason”, do escritor e ecologista estadunidense Michael Tobias, publicado originalmente em 1994 e relançado em 2001. A obra é um thriller que tem como protagonista um ex-veterano das Forças Especiais que viaja o mundo se vingando de pessoas e empresas que cometem atrocidades contra os animais.

No livro, a cabeça de um CEO de uma indústria que lucra com a exploração e a morte de animais é servida em um almoço para acionistas; um peleiro tem a sua pele arrancada enquanto ainda está vivo; caçadores tailandeses são mortos da mesma forma que os animais caçados por eles; e o primeiro dia de caça em uma estação do Maine termina em um massacre humano. “Rage and Reason” é uma controversa obra ficcional a favor do abolicionismo animal.

 

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Consumo de abacate ajuda a prevenir e a combater a síndrome metabólica

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Pesquisadores analisaram 129 estudos publicados anteriormente sobre o efeito da fruta na saúde humana (Foto: Reprodução)

Um estudo publicado pelo periódico científico Psychotherapy Research, dos Estados Unidos, revelou que comer abacate ajuda a prevenir e a combater a síndrome metabólica – um conjunto de fatores de risco que contribui para o desenvolvimento de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Ciências Médicas em Mashhad, no Irã, analisaram 129 estudos publicados anteriormente sobre o efeito da fruta na saúde humana. Eles constataram que o consumo de abacate ajuda a reduzir os níveis de triglicérides, pressão arterial e mau colesterol (LDL), além de elevar os níveis de bom colesterol (HDL), entre outros benefícios.

“Resumimos diferentes estudos in vivo, in vitro e clínicos realizados por pesquisadores de todo o mundo para descobrir o papel da casca, sementes, carne e folhas de abacate em relação à MetS [síndrome metabólica]. A maioria desses estudos sugerem o uso diário de abacate na dieta. […] De acordo com estudos experimentais relatados na literatura, observamos que o abacate tem maior efeito no perfil lipídico”, escreveram Jamshid Tabeshpour, Bibi Marjan Razavi e Hossein Hosseinzadeh no artigo “Effects of Avocado (Persea americana) on Metabolic Syndrome: A Comprehensive Systematic Review”, que agora se tornou uma nova referência sobre os benefícios da fruta rica em bons lipídios.

 

Referências

http://vegnews.com/articles/page.do?pageId=9349&catId=1

 

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Written by David Arioch

April 20th, 2017 at 12:19 pm

O rato e a criança

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O rato e o chocolate

Vi um rato indo em direção à boca-de-lobo com um pedaço de chocolate. Uma garotinha se aproximou e gargalhou sem maldade. O roedor se esquivou e a criança chorou. Ninguém se entendia, parecia. Anormal e natural, dizia a lágrima que descia. Enquanto um se desprendia, o outro, coagido pela dureza vida, não se rendia.





Written by David Arioch

April 20th, 2017 at 1:19 am

Lindsay Schoolcraft: “Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias”

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“Ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo”

Lindsay se tornou vegana em 2012 (Foto: Divulgação)

Vocalista e tecladista da banda inglesa de metal extremo Cradle of Filth, Lindsay Schoolcraft se tornou vegana em 2012. O que a fez refletir profundamente sobre a realidade da produção e do consumo de alimentos de origem animal foi o documentário “Food, Inc”, lançado em 2008 por Robert Kenner.

“Depois que assisti ‘Food, Inc’, me senti desconfortável com os produtos de origem animal. Na mesma época, comecei a aprender o que significava esse estilo de vida [veganismo]. Imediatamente, me livrei de tudo que eu possuía que era feito de animais, o que se resumia a um cinto de couro, produtos de beleza e produtos domésticos testados em animais. Me tornei vegana entre o Natal e o Ano Novo de 2012. Eu não gostaria de viver de outra maneira, e gostaria de ter feito isso mais cedo”, disse Lindsay em entrevista publicada pela Headbangers Lifestyle em 23 de fevereiro de 2016.

A vocalista canadense sempre gostou de animais, mas admite que a indústria tem a seu favor recursos que dissimulam a realidade no que diz respeito ao sofrimento e à exploração animal, o que faz com que as pessoas não “liguem os pontos”. “Para mim, ser vegano é ter consciência de que você pode melhorar o planeta e a vida dos outros seres tomando decisões mais inteligentes de consumo. É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações”, declarou à Liselotte ‘Lilo’ Hegt, do Headbangers Lifestyle.

Ela acredita que o veganismo tem se tornando mais comum e conquistado mais reconhecido no mundo do metal, o que a deixa mais confortável. “Quando me juntei ao Cradle of Filth, pensei que seria difícil, mas quanto mais shows fazemos, mais encontro refeições veganas disponíveis nos festivais, e geralmente quando saio em turnê sempre encontro outra pessoa vegetariana viajando com a gente”, relatou.

Por outro lado, é inevitável que haja oposição, mas Lindsay acredita que isso acontece em qualquer lugar. Quando alguém a confronta e tenta apontar alguma contradição no veganismo, por exemplo, alegando que não é uma filosofia de vida que faz a diferença no mundo, a cantora argumenta que, independente das pessoas aceitarem ou não, um fato é que o consumismo está cercado pela crueldade animal. “E eu escolho não me envolver com isso”, declarou em entrevista ao Logical Harmony em 2015.

Lindsay, que faz questão de pesquisar e conhecer o sistema de produção das próprias roupas, inclusive as usadas nos shows com o Cradle of Filth, destacou que quando alguém faz piada sobre o fato dela não se alimentar de animais, ela explica todo o processo até a carne e outros produtos de origem animal chegarem ao prato das pessoas.

“É libertador saber que você tem esse tipo de controle, para si mesmo e para os animais que você beneficia com essas ações” (Foto: Divulgação)

“Posso ser desagradável sobre isso de forma sarcástica [se eu for provocada]. Mas nunca tentarei forçar minha opinião porque acredito que você tem ou não tem compaixão. Não gosto de ser ignorante. Tudo que uso, coloco em meu corpo, gosto de saber onde veio. Vejo os animais como iguais [quanto ao direito à vida], enquanto os outros os veem como mercadorias. Se você estiver interessado, vou dizer tudo o que sei”, garantiu em entrevista a Levi Seth Buckley, do Sticks For Stones, em publicação de 9 de julho de 2015.

Lindsay contou que ficou muito feliz quando soube que suas duas cantoras favoritas – Ellie Goulding e Sia, são veganas. “Quando você conhece outro vegano é como conhecer um bom amigo pela primeira vez”, comentou com Tashina Combs, do Logical Harmony. Entre as cidades em que esteve e que hoje considera duas das melhores para os veganos, ela cita Glasgow, na Escócia, e Montreal, no Canadá.

“É tão fácil ser vegano nessas cidades. Amo comida asiática. Os vegetais e as especiarias são muito bem combinados”, revelou ao Local Harmony. Ao Headbanger Lifestyle, a vocalista e tecladista do Cradle of Filth também frisou que faz o possível para sensibilizar as pessoas sobre a importância dos santuários para animais que seriam mortos pela indústria alimentícia.

“Eles merecem nosso amor e respeito tanto quanto os animais de estimação. Faço o meu melhor para ajudar instituições de caridade que defendem os direitos animais. Eu gostaria de me envolver mais com esses tipos de campanha”, garantiu.

Saiba Mais

Lindsay Schoolcraft nasceu em Ontário, no Canadá, em 26 de fevereiro de 1986.

De 2007 a 2014, ela foi vocalista da banda Mary and the Black Lamb.

Lindsay tornou-se vocalista e tecladista da banda Cradle of Filth em 2013.

Em 2015, participou da gravação do disco “Hamer of the Witches”, do Cradle of Filth.

Referências

http://www.headbangerslifestyle.com/face-body/276/beauty-and-lifestyle-profile-with-lindsay-schoolcraft-keyboardist-and-female-vocalist-of-cradle-of-filth

http://www.sticksforstones.net/single-post/2015/07/09/Interview-Lindsay-Schoolcraft-CRADLE-OF-FILTH

An Exclusive Interview with Lindsay Schoolcraft from Cradle Of Filth

 

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O gato

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Voltando da academia, um gato saltou no capô do meu carro. Quando uma moça se aproximou para pegá-lo, ele pulou em meu colo e começou a miar e a esfregar as unhas na minha barba, como se procurasse alguma coisa.

Depois de tanta insistência, e já me sentindo sem jeito diante da situação, da minha barba caiu um pedaço de pão. O gato comeu, miou, saltou e bebeu a água que a moça serviu em um potinho na calçada.

Satisfeito, deu uma última olhadela para mim e para a moça antes de correr para a escuridão, onde vi seus olhos denunciarem intenção. Estava feito! Um pneu furado e riscos na lataria.

O gato cobrou de quem o destratou. Deixou sua assinatura em uma caminhonete estacionada sob a luz bruxuleante de um poste, onde seus riscos cintilavam como faíscas de azar e sorte.





Written by David Arioch

April 19th, 2017 at 1:05 am