Archive for the ‘Internacional’ Category
O impressionismo de Dale Johnson

O Guarda Noturno, de Dale Johnson, foto baseada no impressionismo francês que parece inspirada em um dos cenários de Edgar Allan Poe. Para conhecer um pouco mais do trabalho do fotógrafo estadunidense, acesse: dalejohnsonphotographs.com
As duas realidades de Mark Britten

Depois de sofrer um acidente, Britten acorda e acredita que está vivendo em duas realidades distintas (Foto: Divulgação)
Em 2012, a série dramática Awake – Two Dreams, One Reality estreou nos Estados Unidos como uma grande promessa da rede NBC. Infelizmente foi mais um programa que não ultrapassou a primeira temporada, inclusive com cancelamento conturbado e final inconclusivo. Apesar disso, é uma série que vale a pena ser conhecida.
Ao longo de 13 episódios, o espectador é convidado a se aprofundar na história e no cotidiano do detetive Mark Britten (Jason Isaacs). Depois de sofrer um acidente, Britten acorda e acredita que está vivendo em duas realidades distintas. A verdade é que ele não é capaz de identificar quando está acordado ou sonhando devido ao trauma. Em uma das supostas realidades, a tragédia custou a vida de seu filho Rex. Na outra, quem está morta é sua esposa Hannah, o que o deixa mais confuso, o levando ao cume da culpabilidade e da crise existencial.
Outra surpresa é que em cada aparente realidade o detetive tem parceiros diferentes. Na história em que sua esposa faleceu, ele trabalha com o detetive Efrem Vega, um jovem com pouca experiência, mas muito sociável. Já no segmento marcado pela ausência de Rex, Mark Britten atua com Isaiah “Bird” Freeman, um detetive veterano – homem cínico e irônico. É interessante perceber logo no primeiro episódio como os mais diversos aspectos da série são permeados pela dualidade, uma constante que inunda o universo de Britten até o episódio final.
O inesquecível Delorean DMC-12
É impossível esquecer do DeLorean DMC-12, automóvel que foi eternizado pela trilogia De Volta Para o Futuro (Back To The Future), de Steven Spielberg. Criado em 1980, até hoje é produzido de forma artesanal com muitas de suas peças baseadas em inox.
No início da década de 1980, o carro demorava tanto para ser fabricado, sem qualquer possibilidade de atender a demanda, que o John DeLorean decidiu contrabandear cocaína direto da Colômbia para ampliar o investimento. Quantos “DeLoreans” tão sonhados por crianças e adolescentes nos anos 1980 e 1990 será que foram produzidos com o dinheiro do pó branco?
A empresa foi fechada quando o escândalo veio à tona, então outro empresário reassumiu o negócio anos depois. O DeLorean DMC-12 é comercializado no site do próprio fabricante. É possível até fazer pedidos de personalização. No Brasil, é raro ver o DeLorean, mas de vez em quando, com muita sorte, ele aparece.
Acesse: www.delorean.com
A trégua de Benedetti
Lançado em 1960, o livro “A Trégua”, do escritor uruguaio Mário Benedetti, referência em literatura latino-americana, foi escrito em forma de diário e narra a história de Martín Santomé, um homem de meia-idade que há muito tempo perdeu a comunicação com os filhos, embora morem na mesma casa.
De poucos amigos, tem uma rotina monótona e marcada pela resignação e opacidade. Se contenta em registrar os dias que faltam para se aposentar. Porém, tudo muda com a chegada da jovem tímida Laura Avellaneda, com quem redescobre a própria identidade e capacidade de amar. Dependendo da versão, o livro pode ser encontrado no Brasil por preços que variam de R$ 15 a R$ 40.
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E se você pudesse apagar suas lembranças?

Wysoccan, baseado na erva Datura Stramonium, pode apagar todas as memórias de uma pessoa (Foto: Reprodução)
Em 2004, quando assisti o filme “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, que no Brasil ganhou o nome de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, com roteiro do inconfundível Mr. Kaufman, me questionei se havia algo no mundo que realmente fosse capaz de manipular as lembranças humanas. Mais tarde, descobri que sim.
Existe o Wysoccan, baseado na erva Datura Stramonium, que pode apagar todas as memórias de uma pessoa. Os nativos angolquinos do Canadá usam a fórmula no rito de passagem da infância para a adolescência. Na crença deles, ninguém pode se tornar um guerreiro se estiver preso às lembranças da infância. O tal do Wysoccan chegou a ser usado por hippies em algumas partes do mundo, já que como alucinógeno é mais potente que o LSD.
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Uma obra de arte em movimento
Suspiria, do cineasta italiano Dario Argento, é o tipo de filme que mesmo com uma história não tão boa conseguiu conquistar o status de ícone do cinema giallo, um gênero italiano que não por acaso fez muito sucesso entre os anos de 1960 a 1980 com seus clássicos serial killers sendo perseguidos por detetives. Argento e outros cineastas foram convidados para trabalhar nos Estados Unidos justamente por causa desse gênero que influenciou o cinema de horror norte-americano.
Mas voltando a Suspiria, é um filme de 1977 que pode ser definido como uma transgressora poesia visual. Tem uma história aparentemente simples, de uma garota que entra para uma academia de balé e então testemunha uma série de mortes macabras. No entanto, o roteiro é mero coadjuvante diante da direção de Argento que manipula o estado psicológico e emocional dos espectadores como um titeriteiro. É uma obra intrigante criada sob luzes e sons, uma ode à estética psicodélica do absurdo, do irreal e do funesto.
Jaime Mota e as escolas da Etiópia
O fotógrafo andaluz Jesús Jaime Mota, falecido em 16 de junho de 2011, nos deixou uma grande lição de vida. Viajando pelo continente africano, ele se deparou com situações extremamente incomuns. Na Etiópia, Mota encontrou crianças indo nuas para as escolas. Ou seja, nem mesmo a ausência de roupas, em decorrência da pobreza extrema, as afastou do desejo de aprender.
“Eu nunca poderia imaginar que uma viagem de prazer pudesse mudar a minha visão sobre a vida. O turismo pela África é como uma cura para o espírito e a mente. Não procurem imagens sensacionais no meu trabalho. Eu quis apenas retratar cada personagem em sua forma mais pura, capaz de entrar em nossa alma e dar uma olhada sincera dentro de nós. O objetivo do meu trabalho sempre foi transmitir sentimentos e sensações que um dia eu vivi com aquele povo humilde, sentimentos puros e sinceros, sensações intensas e cheias de emoções inesquecíveis.”
Quando suas crianças se recusarem a ir para a escola, mostrem a foto de Jaime Mota a elas. Tenho certeza de que ele agradeceria.
Acesse: www.jaimemota.com
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Não confunda skinhead com bonehead

Derrick Morgan, até hoje lembrado como um dos maiores nomes do movimento skinhead (Foto: Reprodução)
O rapaz da foto é o jamaicano Derrick Morgan, um dos maiores expoentes do movimento skinhead. Na juventude, ele fez importantes parcerias com músicos como Desmond Dekker, Bob Marley e Jimmy Cliff.
Levando isso em conta, acho válido enfatizar que a cultura skinhead em essência nunca defendeu o uso de violência, muito menos qualquer forma de racismo ou preconceito. Esse tipo de conduta é inerente aos boneheads, um movimento completamente diferente que inclusive se apropria de forma equivocada e ilícita da palavra skinhead, um termo hoje totalmente vulgarizado e descontextualizado por causa da desinformação.
Por isso é muito importante não chamar de skinhead qualquer careca que incentive a violência. Sem dúvida, é uma ofensa tremenda e uma grande injustiça contra muita gente não só do Brasil, mas do mundo todo que contribuiu e continua contribuindo com os ideais de liberdade do movimento. Para quem quiser entender a real história dos skinheads, sugiro que assista ao filme “This Is England”, do cineasta inglês Shane Meadows. Originalmente, os skinheads se identificaram com gêneros musicais como rocksteady, reggae, soul, ska e mais tarde punk-rock.
Um simples relógio pode fazer você parecer um terrorista
Em 1992, meu pai trouxe pra mim de East Lansing, Michigan, um relógio Casio modelo F-91W que eu achava o máximo, afinal, não conhecia ninguém com menos de dez anos que tivesse um relógio parecido. Em 2012, me surpreendi quando fiquei sabendo que o mesmo relógio, que um dia foi muito popular nos Estados Unidos, é considerado até hoje um artigo de terrorista porque supostamente nos últimos 14 anos a Al-Qaeda começou a usá-lo em cursos de fabricação de artefatos explosivos improvisados, o tal do IEDs. Dei uma rápida pesquisada no Google e vi que em algumas fotos Osama Bin Laden aparece usando o mesmo modelo.
Alcatraz, uma série subestimada que acabou cancelada
Em 2012, acompanhei a série Alcatraz, exibida pela Fox e produzida por J.J. Abrams, o mesmo produtor de Lost. Infelizmente a série foi tão subestimada que acabou cancelada. Ainda assim, recomendo a qualquer um que goste de séries de drama e mistério que assistam a primeira e única temporada de Alcatraz. O enredo gira em torno dos 302 presos que desapareceram da Ilha de Alcatraz, a prisão de segurança máxima mais famosa dos Estados Unidos, sem deixar pistas numa noite de 1963.
O mais interessante é que a série se passa na atualidade e, aparentemente, cada um dos detentos retorna em um episódio. Reaparecem e cometem crimes a mando de quem os livrou da prisão à época. O mais intrigante é que os presos voltam com a mesma aparência, como se tivesse passado apenas mais um dia e não 48 anos.
A série tem um caráter crítico bem curioso, tanto é que Jack Sylvane, veterano da Segunda Guerra Mundial e o primeiro fugitivo a ressurgir na atualidade, foi confinado em Alcatraz porque roubou uma mercearia que vendia selos, ou seja, por ironia, um crime federal. No elenco, estão alguns nomes bem conhecidos como Sam Neill, Sarah Jones e Jorge Garcia.




