Archive for the ‘Paranavaí’ Category
Bate-papo com Luci Collin e João Carrascoza na Semana Literária do Sesc

Luci Collin e João Carrascoza são os convidados do último bate-papo da Semana Literária do Sesc em Paranavaí (Fotos: Divulgação)
Hoje, às 20h, vou mediar mais um bate-papo da Semana Literária do Sesc em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Desta vez, com a escritora curitibana Luci Collin e o escritor paulista João Carrascoza. Luci, que é professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem pós-doutorado em literatura irlandesa. Já publicou 16 livros entre poesia e prosa de ficção.
Carrascoza, que é publicitário e professor da Universidade de São Paulo (USP), tem pós-doutorado sobre a interface literatura e publicidade. Já recebeu os prêmios Jabuti, Guimarães Rosa (concedido pela Rádio França Internacional) e Fundação Biblioteca Nacional. Além de suas obras, vamos conversar sobre a multiplicidade da literatura brasileira. Apareçam por lá! É tudo de graça!
Saiba mais sobre Luci Collin
Luci Collin é graduada no curso superior de piano da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, no curso de letras português/inglês, da Universidade Federal do Paraná e no curso superior de percussão clássica, também da Belas Artes do Paraná. Concluiu o mestrado em literatura de língua inglesa na Universidade Federal do Paraná e o doutorado em estudos linguísticos e literários em inglês na Universidade de São Paulo. É professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR, onde leciona atualmente. Também tem experiência como tradutora literária.
Saiba mais sobre João Carrascoza
João Carrascoza foi premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e Associação Paulista dos Críticos de Arte. Desde que saiu de Cravinhos, sua cidade natal, o escritor escreve livros de contos, romances e novelas infanto-juvenis, com os quais recebeu importantes prêmios. Algumas de suas histórias foram traduzidas para inglês, francês, italiano, sueco e espanhol, participou ainda de programas internacionais de escritores residentes, como a Ledig House (EUA) e o Château Lavigny (Suíça). Atualmente, dedica-se à docência na Universidade de São Paulo (USP) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Bate-papo com Marta Barcellos na Semana Literária do Sesc
Hoje, às 20h, vou mediar um bate-papo na Semana Literária do Sesc em Paranavaí, no Noroeste do Paraná. A convidada é a carioca Marta Barcellos, vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2015, na categoria contos, com o livro “Antes que seque”. É uma grande oportunidade para conhecer o trabalho dela ou se aprofundar um pouco mais em suas obras. Também vamos falar sobre textualidade nas mídias sociais. Apareçam por lá! É tudo de graça!
Jornalista e escritora, Marta Barcellos é mestre em letras/literatura, cultura e contemporaneidade pela PUCRio. Ela possui graduação em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialização em Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo pela PUCRio. Foi a Vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2015, na categoria Contos, com o livro “Antes que seque”, lançado pela Editora Record.
Pré-lançamento do meu livro “Areia Branca – Histórias de Paranavaí”
Hoje, às 20h, começa o pré-lançamento do meu livro “Areia Branca – Histórias de Paranavaí” na Unidade Central do Sesc. Atualmente o livro está em fase de diagramação. Como sou chato e tenho algumas pendências para resolver, vai levar um tempinho ainda pra ele ser lançado. Tenho muitas histórias legais e surpreendentes para contar. Apareçam por lá e fiquem à vontade para me fazer perguntas. É tudo de graça.
“A obra reúne em ordem cronológica dezenas de histórias sobre a colonização e formação de Paranavaí. A partir de fatos intrigantes e insólitos, envolvendo personagens lendários e anônimos, a obra conduz o leitor à imersão em um universo onde a realidade parece inspirada pela ficção.”
“Vamos fazer um CD juntos?”
O título da matéria é o nome do projeto criado pelo compositor e advogado João Henrique de Andrade, de Paranavaí, no site de financiamento coletivo Catarse. O objetivo do músico é arrecadar R$ 7 mil para realizar o sonho de gravar o seu primeiro disco, pautado em histórias de amor e amizade.
Muito conhecido na região de Paranavaí, onde desde a década de 1990 toca em barzinhos e eventos, João Henrique informa que o CD vai contar com sete músicas – “Normal”, “Ouvindo a Chuva na Varanda lá de Casa”, “Delírio e Ontem”, “Quasar”, “Pra Sempre Vou Te Amar”, “Mandela” e “Quarta-Feira Cinzenta”. Algumas das composições já foram premiadas no Festival de Música e Poesia de Paranavaí (Femup), um dos festivais mais antigos do Brasil, onde o músico está entre os mais prestigiados pelo público.
A qualidade musical do trabalho de João Henrique é tão evidente que ele foi convidado para abrir o show do cantor Zé Ramalho em Paranavaí no dia 27 de outubro. Além disso, o compositor, em parceria com a esposa Luzimar Andrade, também é conhecido por participar de muitos trabalhos voluntários e por realizar shows beneficentes em prol de enfermos ou de pessoas que enfrentam crises financeiras. Como palestrante, também ministra cursos de oratória com duração de 15 a 20 horas, além de oficinas de empregabilidade para jovens que estão em busca do primeiro emprego.
“É um trabalho que fazemos de graça e com muito prazer para entidades que não visam lucro”, afirma. Para contribuir com o músico que já ajudou tantas pessoas, acesse o link abaixo:
https://www.catarse.me/vamos_fazer_um_cd_juntos_c783
Contato
Para mais informações, ligue para (44) 9955-1325.
Doente, idosa sonha em construir uma casinha e abandonar o barraco onde vive
Sem fonte de renda, Dona Zu não tinha nem o que comer no dia em que a visitei

Além de não ter fonte de renda, Dona Zu sofre em decorrência de artrose, osteoporose e depressão (Foto: David Arioch)
Cheguei em frente à residência de Maria Lúcia Gomes Gonçalves, mais conhecida como Dona Azu, bati palmas e ela demorou um pouco para me receber. O motivo é que, vítima de paralisia infantil, osteoporose e artrose, a idosa tem sérias dificuldades para andar. Após os cumprimentos, a simpática senhora me convidou para entrar e caminhamos até um barraquinho no fundo de um terreno repleto de vegetação.
Sem fonte de renda, Dona Zu não tinha nem o que comer no dia em que a visitei. Ainda assim, ela sorria e me abraçava, satisfeita com a minha visita e o meu interesse em conhecer sua história. Mancando, andava se apoiando na mobília para não cair. “Não tenho mais força nas pernas. Se ficar um tempinho em pé, já corro o risco de tombar e me machucar”, relatou e mostrou um pé torto.
A moradia de Dona Zu não pode ser considerada uma casa. São dois cômodos mal construídos, com um teto surpreendentemente baixo. É quase impossível duas pessoas caminharem lado a lado dentro do casebre sem forro, por onde a água entra sempre que chove. Lá, tudo foi feito na base do improviso. Inclusive uma das paredes se resume a pedaços irregulares de madeirite encontrados na rua.
Além da precariedade, o barraco é mal arejado; tem apenas uma janela. No local, a mobília está em péssimas condições, assim como todo o resto. “Não sou aposentada e não recebo nenhum benefício do governo. Tem dia que chego a passar fome. O que me ajuda é que de vez em quando ganho cesta básica de alguém. Estou doente e em uma situação muito difícil”, revela emocionada.
A idosa, que também sofre de depressão, sonha em construir uma casinha de 27 metros quadrados, mas para isso Dona Zu precisa de 40 sacos de cimento, 10 metros de areia lavada, três mil lajotas, 58 metros de ferro, quatro metros de pedra, 20 folhas de fibrocimento de quatro milímetros (Eternit), sete vigas de 5×15 com 3,50, 15 caibros de 5×5 com 3,50, uma janela para o quarto com 1m x 1,50m, uma janela para o banheiro e outra para a sala e cozinha, de acordo com o pedreiro que se dispôs a construir tudo sem cobrar pela mão de obra.
Contato
Dona Zu mora na Rua Hayato Nakamura, Nº 466, no Jardim Vânia, atrás da Igreja São Paulo. Há quatro anos ela tenta se aposentar ou receber algum benefício, mas até hoje não conseguiu. Para ajudá-la, ligue para (44) 9735-9947 (Dona Zu) ou 9970-8150 (Pingo). Ou você também pode entrar em contato comigo – (44) 9909-2513 (David).
“Não aceito que um bicho morra para que eu possa me alimentar”
O aposentado José Francisco de Oliveira, o Seu Zé, sobrevive com um salário mínimo por mês e, mesmo com sérias limitações, se preocupa em cuidar dos animais que circulam pela sua pequena residência. Gasta cerca de sete pacotes de quirela por mês alimentando centenas de pássaros. “Tem dia aqui que chego a contar 200 rolinhas de uma vez. Fica tudo preto. Eu não mato um passarinho de jeito nenhum, nem que eu morra de fome. Não aceito que um bicho morra para que eu possa me alimentar. Teria vergonha de matar um animal pra comer”, conta.
Seu Zé começou a valorizar a liberdade dos animais em 1925, aos oito anos, quando morava em uma roça nas imediações do Rio Capivari, no interior de São Paulo. “Eu estava andando por aquelas bandas carregando quatro gaiolas cheias de passarinhos, daí, do nada, os bichinhos começaram a fazer ‘tiu, tiu, tiu’, ‘prim, prim, prim’, ‘tiziu, tiziu, tiziu’. Parei, fiquei olhando e escutando. Carreguei eles mais um pouco e quando cheguei em casa, abri cada uma das gaiolas e soltei todos. Nunca mais prendi nenhum passarinho. Se eu tivesse dinheiro, comprava tudo pra soltar”, garante Seu Zé.
José Francisco de Oliveira tem um estilo de vida simples, sem apego material, passa horas do dia em introspecção, envolvido em uma forma bastante pessoal de espiritualidade. Admite que diariamente divaga até um passado que lhe conforta a existência. “Sinto muita falta da minha mulher e da minha filha que faleceram, mas não tenho arrependimentos, nem medo de morrer”, confidencia.
Saiba Mais
José Francisco de Oliveira nasceu em 7 de agosto de 1917.
Ele vive em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, desde a década de 1940.
Contribuição
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O cão que me espera
Cheguei na esquina da academia por volta das 18h. De repente, um cachorro começou a rodopiar, pular e latir bem alto, como se quisesse falar. Era o cão daqui de casa, o Billy, me esperando lá na frente, como se soubesse o horário que sempre vou à academia. Nem acreditei quando vi. Chamei ele, abri a porta do carro e ajeitei o banco traseiro para ele sentar. Malandro, ele nem quis saber. Pulou direto no banco da frente, fazendo da minha bolsa de treino uma almofada. E assim que liguei o carro para levá-lo pra casa, apoiou as duas patas no painel e arreganhou os dentes.
“O primeiro exemplar do seu livro já é meu”
“Você nasceu com o dom de escrever. O primeiro exemplar do seu livro já é meu”, disse o jornalista Chicão Soares. Ouvir isso de um profissional com mais de 60 anos de profissão, e que fundou jornais no Paraná e em São Paulo, é um privilégio imenso.
Um bate-papo com Chicão Soares
Passei a primeira hora da minha manhã de trabalho batendo um papo sobre jornalismo histórico com o jornalista Chicão Soares. Uma figura ímpar que já entrou para a história do jornalismo paranaense – são 61 anos dedicados à profissão. “Já pensei em parar de escrever, mas não consigo. Além disso, na minha família a tradição é não morrer antes dos 100. Então tenho muito o que fazer”, enfatizou sorrindo.
Um almoço na casa do Tio Lú

Tio Lú convidou dezenas de crianças e adolescentes da Vila Alta para um almoço em sua casa (Foto: David Arioch)
Hoje, o artista plástico Tio Lú preparou um almoço para dezenas de crianças e adolescentes da Vila Alta, na periferia de Paranavaí. A garotada deveria chegar após às 12h, mas a fome falou mais alto e eles chegaram às 11h. Nesse ínterim, ficaram rindo e brincando, até o momento em que Tio Lú colocou uma panela de 60 litros de sopa de mandioca sobre uma mesinha improvisada. Enquanto ele dizia que a sopa não ficou tão boa quanto esperava, os convidados nem se importavam, comiam com alegria e satisfação.
Seguindo as diretrizes da casa, levaram colheres, copos e pratinhos ou vasilhas de plástico e alumínio. Presenciar um almoço na casa do Tio Lú significa ver crianças extremamente felizes comendo sopa de mandioca. E durante o encontro virei alvo das brincadeiras: “Ô tio, você vai ser Papai Noel agora? Quero meu presente de Natal!”, perguntou uma das crianças. William, de oito anos, o mais falante da turma, indagou como posso ter uma barba tão grande sem ser velho. “Ah, tio! Você comprou essa barba branca e pintou de preto. Pode falar!”, insistiu William. Depois começou a rir quando encostou a mão na minha barba e percebeu que não era de mentira.
Após às 13h, restavam poucos litros de sopa. E antes de partir, as crianças pediam para levar um pouco de sopa para casa, pensando em algum familiar. “Seu Luiz, posso levar um pouco pra minha avó?” “Seu Luiz, posso pegar um pouquinho pro meu pai?”, questionavam. E Tio Lú erguia uma concha gigantesca e enchia os pratinhos e as vasilhas. Os convidados saíam felizes, satisfeitos e repetiam a mesma frase de agradecimento: “O senhor é muito bom, Seu Luiz! Deus te abençoe!”






