David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for July, 2017

A morte e a ajuda de Chester Bennington

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Chester Bennington, encontrado morto hoje

Em muitos vídeos da banda Linkin Park no YouTube tem dezenas, talvez centenas ou milhares, de comentários de pessoas que sofriam ou sofrem de depressão e encontraram alento nas músicas do vocalista e compositor Chester Bennington, encontrado morto hoje, após cometer suicídio por enforcamento.

Inclusive pessoas que disseram ter desistido da ideia de cometer suicídio enquanto ouviam Linkin Park. Música é uma coisa extremamente poderosa. Há pessoas que confortam tanta gente em proporção inimaginável, o que não significa que sejam inatingíveis ou que não sejam frágeis.

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July 21st, 2017 at 2:09 am

“”Não nos ensinam sobre o poder do alimento na faculdade de medicina”

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Hipócrates: “Que seu alimento seja seu remédio”

“Não nos ensinam sobre o poder do alimento na faculdade de medicina. Ninguém aprende que as mudanças que fazemos em nossa dieta provavelmente é a coisa mais poderosa que podemos fazer para determinar o nosso destino. Supera a nossa genética.”

Michelle McMacken, professora da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, em “What The Health”.

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July 21st, 2017 at 1:25 am

Como surgiu o termo vegan

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Termo foi criado por Donald e Dorothy Watson

O termo vegan é uma versão reduzida da palavra vegetarian, mas tem uma história bem interessante por trás disso. Em 1944, o casal inglês Donald e Dorothy Watson estavam dançando quando decidiram pensar em um nome para a criação de um movimento que não concordava com o fato de que as sociedades vegetarianas da época achavam aceitável um vegetariano não comer carne, mas continuar consumindo laticínios e ovos. Donald e Dorothy entendiam que esse consumo também já representava privação e sofrimento animal. Então durante a dança veio a sugestão:

— Que tal vegan?
— O que significa isso?
— O começo e o fim de VEGetariAN.





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July 21st, 2017 at 1:11 am

Quando fizer compras, priorize produtos não testados em animais

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Foto: Jo-Anne McArthur

Quando fizer compras, priorize produtos não testados em animais, e valorize empresas com essa preocupação. Acredite, há opções, inclusive mais baratas. Do contrário, financiamos o sofrimento de outros seres vivos, como o registrado pela fotógrafa canadense Jo-Anne McArthur. Mais do que nunca, a realização de testes em animais é desnecessária, e há inclusive ONGs, como a Cruelty Free International, que oferecem alternativas e dão consultoria para acabar com esse sofrimento imposto aos animais.

Logo abaixo, você pode fazer o download de uma lista de produtos criada e disponibilizada pelo grupo vegano TrollAjuda, do Facebook:

https://www.4shared.com/office/7VaGaKBYei/Lista_Atualizada_de_Produtos_L.html

O “couro ecológico” que não é ecológico

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Couro ecológico não é a mesma coisa que couro sintético

Hoje em dia, se fala muito em “couro ecológico” não sintético como uma alternativa sustentável e consciente, já que o processo de produção desse material, diferente da tradicional indústria de couro, envolve o uso de produtos químicos menos agressivos, além de demandar menor quantidade de água e energia elétrica. Tudo isso fortalece uma propaganda que faz com que o consumidor se sinta como se estivesse fazendo um bem, contribuindo com o meio ambiente, ao comprar esse tipo de produto.

Porém, o “couro ecológico” também é de origem animal, e todo o processo até a retirada do couro é praticamente o mesmo de uma indústria convencional. Sim, seres que viviam como nós, têm suas peles arrancadas, e, dependendo da espécie animal, somente para atender a demanda da indústria de vestuário e acessórios. Até porque nem todos os animais são relevantes para a indústria alimentícia.

Defensores do “couro ecológico” não sintético, dizem que ele é amigo da sustentabilidade, já que não é curtido, por exemplo, com metais pesados como o cromo, que é extremamente poluente. Contudo, pensando somente por esse lado, incorremos no erro de ignorar fatos importantes. Também há impacto ambiental na criação de animais explorados com essa finalidade, já que eles demandam área, água e precisam ser alimentados.

Produzindo esse “couro ecológico” também incentivamos a morte de animais por um capricho, por um desnecessário apego estético. Além disso, há muitas opções de couro sintético a partir das mais diferentes matérias-primas, inclusive derivado de resíduos do vinho.

Alguém pode alegar que não é a mesma coisa. Independente da veracidade disso, não seria um prazer mórbido ter a oportunidade de não usar algo proveniente do cadáver de um animal e ainda assim insistir em fazê-lo? Sabendo que quando compramos couro, seja tradicional ou “ecológico”, também financiamos a morte de animais.

Mesmo quando o couro é apenas um subproduto, ele estimula diversas cadeias industriais que envolvem a exploração animal, até porque quanto maiores as possibilidades de lucro, maiores são os níveis de exploração de uma espécie. Sendo assim, mesmo quem não come carne, por exemplo, mas não abre mão do uso de couro de boi, seja “ecológico” ou não, também financia privação, sofrimento e a morte não natural de animais nos matadouros.

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July 19th, 2017 at 3:27 pm

Há animais das mais diferentes espécies que não sabem que vão morrer amanhã

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Foto do projeto “Eyes on Animals”, que registra o olhar dos animais minutos antes de serem executados nos matadouros

A esta hora, em muitas partes do mundo, há animais das mais diferentes espécies que não sabem que vão morrer amanhã. Em breve, estarão pendurados sobre grilhões, expostos nas vitrines dos açougues, esquartejados e fatiados para ocuparem pequenos espaços em bandejas. Não sabem que a maioria não há de chorar, nem mesmo lamentar por eles.

Não terão velório nem enterro. Simplesmente perecerão como se jamais tivessem existido, como se fossem seres insignificantes. Do lado de cá, muitos olharão para suas carnes e as desejarão como se aqueles cadáveres jamais tivessem sido habitados por qualquer tipo de vida.

Imagine a si mesmo incapaz de falar ao ser subjugado por outra espécie. Não há o que fazer, a não ser torcer por um mínimo de compaixão. Mas essa compaixão inexiste porque a espécie que o domina é incapaz de vê-lo como alguém digno do direito à vida. Você é somente um produto e nada mais que isso. Apenas a realidade animal não humana.

Em todos os lugares há animais humanos e não humanos precisando de ajuda. Acho impossível viver ignorando isso e seguir a vida sem fazer nada a respeito. A empatia é uma das belas características humanas. Se rejeitamos isso, creio que não resta tantas coisas nobres pelo que viver.

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July 19th, 2017 at 2:15 am

Sobre a passionalidade

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Arte: Leonid Afremov

A passionalidade pode ser muito positiva, motivadora, mas não podemos deixá-la nos cegar ou afunilar nossa perspectiva diante das coisas. Tenho sempre em mente que é importante que não deixemos a passionalidade nos transformar naquilo que parecemos mas não somos.

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July 19th, 2017 at 1:59 am

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Um mundo com mais de sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente mais de 70 bilhões de animais para consumo

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Assim como nós, outros animais também têm direito à vida (Foto: Jo-Anne McArthur)

Um mundo com mais de sete bilhões de pessoas, onde se cria anualmente mais de 70 bilhões de animais terrestres para consumo. Isso é sinistro tratando-se de exploração animal. E há pessoas que dizem que vegetarianos e veganos comem a comida que deveria ser destinada aos animais. Usemos um pouco a lógica. Levando em conta esses dados da FAO e da WAP, está bem claro que mesmo que o mundo todo fosse vegano não teríamos a menor condição de chegar nem perto da quantidade de alimentos consumidos pelos animais. Basta pensarmos na mera proporcionalidade. E não estou falando de impacto ambiental nem de sustentabilidade, mas sim de uma simples obviedade, que embora real nos pareça kafkiana.

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July 19th, 2017 at 1:44 am

“Você pode levar uma marretada na cabeça ou uma injeção letal, qual você vai querer?”

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Nenhum animal dá o seu aval para morrer

Não raramente, vejo pessoas falando que documentários que defendem o veganismo usam imagens antigas ou capciosas para induzir o espectador a tornar-se vegano. Certo, agora é só me dizer em qual parte o animal ressuscita. Ou em qual parte ele deu o seu aval para morrer. Um animal não morrer não invalida o fato de que ele está sendo explorado para benefício humano. Assim como um animal não ser morto de forma visivelmente cruel não invalida o fato de que ele foi morto. Imagine se alguém te desse duas opções: “Você pode levar uma marretada na cabeça ou uma injeção letal, qual você vai querer?” Obviamente que a minha resposta seria: “Nenhuma!”

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July 19th, 2017 at 1:39 am

Sobre a realidade da produção industrial de carne suína

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Sistema industrial impõe privação intensa aos animais

A realidade da produção industrial de carne suína pode ser chocante para quem consome carne e não tem a mínima ideia de como funciona esse sistema. Muitas porcas grávidas são aprisionadas como se fossem culpadas de algo, quando na realidade a privação existe simplesmente porque são animais condicionados a nascer, viver com brevidade e morrer distantes de uma vida natural. Há situações degradantes em que elas dormem sobre as próprias fezes em gaiolas apertadas.

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July 19th, 2017 at 1:19 am