Archive for July, 2017
O sofrimento das galinhas poedeiras
Uma galinha selvagem bota 10 a 15 ovos, mas podendo chegar a 30 por ano, e apenas no período natural de reprodução. Porém, as galinhas modernas, que produzem os ovos mais consumidos em todo o mundo, foram manipuladas geneticamente para botarem até 350 ovos por ano.
A produção de ovos é extremamente exaustiva, porque o ovo requer muitos nutrientes, especialmente o cálcio que é um importante nutriente da casca. Para cada casca de ovo produzida, uma quantidade considerável de cálcio é drenada do corpo de uma galinha. Por isso, as galinhas poedeiras geralmente sofrem de osteoporose, e têm ossos bem frágeis se comparados aos das galinhas selvagens. Há casos em que a deficiência é tão grande que elas sofrem de quebra de ossos mesmo sem fazer esforço.
Além do uso de luz artificial nas granjas, como forma de condicionar as galinhas a botarem ovos fora do seu ciclo natural, há também alguns relatos de uma prática reprovável testemunhada em algumas granjas – deixar as galinhas sem comida e água por dias. Aparentemente, isso causa um choque no organismo da galinha e a estimula a botar mais ovos caso a produção tenha caído ou estagnado. Dizem que tal prática pode ser aplicada por até três vezes antes da galinha ser enviada para um matadouro.
Outro ponto de reflexão é que galinhas poedeiras exploradas em níveis industriais não raramente sofrem de prolapso uterino, câncer de ovário, peritonite, esteatose (síndrome do fígado gorduroso) e fadiga crônica. Normalmente, uma galinha pode viver por pelo menos dez anos, mas no sistema industrial a sua expectativa de vida é de um a dois anos.
Para mais informações, sugiro a leitura:
http://www.galgoamigo.com/eggs.html
http://www.foodispower.org/hens-raised-for-eggs/
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“Se a ‘liberdade’ de um animal está vinculada à exploração, ele não caminha como um ser vivo, mas sim como um objeto em movimento”
Você acha correto dizer que vegetarianismo ético e veganismo são sobre espiritualidade?
Não. Porque espiritualidade é algo pessoal, individual, enquanto que os direitos animais são sobre o direito à vida, logo desde o princípio parte de uma consciência em que o que interessa não sou eu, mas sim os outros. Por isso, quando falamos em vegetarianismo ético e veganismo o que está em primeiro lugar são os direitos animais, o direito à vida. Claro que essa mudança pode ter alguma relação, ou até mesmo ter sido motivada por outros fatores; inclusive pela espiritualização, mas não é sobre isso. E quando falamos que sim, é preciso ter em mente que, dependendo do nosso discurso, isso pode ser contraproducente, já que corremos o risco de colocar nossa suposta evolução em uma posição de protagonismo. E o problema subsiste no fato de que isso pode reforçar um discurso acidental (ou não) de superioridade, e isso também pode reverberar especismo em algum nível.
Há pessoas sempre argumentando que há animais que não sofrem, mesmo que sejam explorados para consumo. Você acha isso possível?
O fato de hipoteticamente não haver sofrimento não significa que não haja privação, exploração ou que não haja condicionamento, o que claramente é negativo se isso ocorre intencionalmente e em nosso benefício. Afinal, temos a capacidade de reconhecer que isso significa de fato um exercício de dominância. Se interferimos na natureza de um animal, logo o estamos afastando de sua vocação. Em menor ou maior proporção, ou em curto ou longo prazo, por que animais enlouquecem em situações de privação? Simplesmente porque não nasceram pra isso. Alguém pode me dizer que há animais que são explorados, mas que estão felizes percorrendo o campo, tendo a melhor alimentação e os melhores cuidados. Não sei se eles são felizes, porque a felicidade é um conceito humano, e nem sempre usar nossas referências enquanto espécie é coerente quando falamos de outros seres vivos. Porém, é claro que animais ‘livres’ sofrem menos do que animais confinados. No entanto, se a ‘liberdade’ desse animal está vinculada à exploração, logo ele não caminha como um ser vivo, mas sim como um objeto em movimento. É importante ter em mente sempre que se você vê um animal como alimento, ou algo que ele não te forneça como alimento, ele já passou por um processo de objetificação. Essa objetificação pode não ser nociva aos seus olhos, claro que por fatores historicamente culturais, mas é essa crença que fundamenta e endossa a exploração animal em níveis mais amplos, como a industrial, por exemplo. Afinal, se não houvesse o reconhecimento do animal como fonte de alimento, obviamente nem precisaríamos discutir exaustivamente sobre direitos animais.
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Quando converso sobre veganismo com alguém
Pra eu conversar pessoalmente sobre veganismo com uma pessoa, ela tem que estar inclinada a isso. Ou seja, tem que ser o tipo de pessoa que está aberta ao diálogo. É exatamente por isso que eu não falo de veganismo com todas as pessoas que conheço. Praticamente todo mundo que me conhece sabe que sou vegano e que produzo conteúdo sobre isso, então quando eles têm curiosidade ou demonstram interesse em saber a respeito, conversamos numa boa.
Caso não haja essa abertura, simplesmente não conversamos. Nunca forcei um papo sobre veganismo. Quando a conversa surge, isso ocorre de forma muito natural, e o princípio do diálogo quase sempre parte dos outros, e normalmente depois de terem lido algo que escrevi.
De vez em quando, me marcam em publicações em mídias sociais para que eu argumente com pessoas que desprezam veganos ou que fazem piadas da exploração animal. Bom, não vejo como isso pode acabar bem se o outro não estiver disposto a dialogar. Assim fica um falando de um lado sem ser ouvido, e o outro do outro lado fazendo o mesmo. Acho importante filtrar o tipo de discussão que vale a pena. Muitas delas eu passo.
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Há pessoas que já nascem para o veganismo
Há pessoas que já nascem para o veganismo. São aquelas que ao primeiro sinal do reconhecimento do sofrimento animal já decidem mudar a maneira como vivem. Não precisam de mais do que um primeiro choque de realidade para refletirem sobre o que estamos fazendo com as outras criaturas, que parecem vulneráveis como bebês diante do nosso domínio.
Pessoas assim não necessitam de mais do que os próprios olhos para decidirem não tomar parte na exploração de seres inocentes, que normalmente já nascem subjugados. Afinal, para quem já nasce com essa consciência, a privação e o derramamento de sangue, mesmo que não testemunhado, são justificativas bem convincentes.
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Uma pessoa ser vegana não a impede de ganhar massa muscular mesmo sem o uso de esteroides
Uma pessoa ser vegana não a impede de ganhar massa muscular mesmo sem o uso de esteroides anabolizantes. Também não a impede de ser maior do que quem consome proteínas de origem animal.
Claro que o caminho das proteínas de origem animal é mais fácil. Porém, o que vai determinar se uma pessoa vai ter resultados ou não são dois fatores – alimentação e disciplina. Se você não tiver os dois, não espere muita coisa.
Isso vale tanto para quem é vegano quanto para quem não é. Não sou fisiculturista, não uso esteroides, minha alimentação é baseada somente em proteínas de origem vegetal, mas tenho disciplina e nunca tive problemas em alcançar qualquer objetivo com a musculação. Para quem tem, talvez seja o momento de avaliar se realmente está fazendo tudo que deveria.
Quando levo pessoas de outras realidades para a Vila Alta
Quando levo pessoas de outras realidades para a Vila Alta, na periferia de Paranavaí, consigo ver o receio em seus olhos. É um medo que também vem do estranhamento em não perceber que aquela realidade só existe porque não apenas os governantes e legisladores são passivos, mas também nós mesmos.
O homem e o cão faminto
No caminho para o veterinário, encontrei um cãozinho roçando o focinho já sujo em uma sacola rasgada de lixo rente ao meio-fio da Rua John Kennedy. Ao lado, restos de alimentos de outras duas sacolas estavam esparramados pela galeria. Perto do animalzinho acastanhado e sujo, um homem gritava e ameaçava golpeá-lo com o cabo de uma vassoura.
— Suma daí, seu lazarento!
— Era só o que faltava. Arrastou todo o lixo. É um filho da…
Vendo a cena, encostei o carro, desci e caminhei até o homem.
— Boa tarde. Tudo bem com o senhor?
— Não tem nada bem aqui. Esse cachorro arrastou todo o lixo. Olhe essa porcaria toda. Vou ter que limpar essa bagunça. Desg….
— O senhor não precisa se preocupar porque eu limpo tudo.
O homem ficou em silêncio me observando.
— Como é?
— Eu limpo a bagunça do cachorro.
— E por que você faria isso?
— Sim. Farei isso para o cachorro não apanhar do senhor.
Silêncio novamente.
— Eu não iria bater nele — explicou visivelmente constrangido, com um sorriso amarelecido.
— Isso é muito bom, senhor. Porque eu realmente não gostaria de apanhar se estivesse faminto e de repente fosse obrigado a mexer no lixo de alguém. É triste, não? Tantos animais abandonados e desejando apenas um pouco de comida para não morrer de fome. Animais como esse não escolheram nascer, mas nem por isso desejam ou merecem sofrer. O senhor concorda?
— Hum…
— É…acho que talvez você tenha razão – respondeu coçando a cabeça.
— O senhor já viu esse cachorrinho por aqui?
— Não.
— Sabe se ele tem casa?
— Não tenho a mínima ideia.
— Essa vida de cão não é fácil, né?
Silêncio.
— Ah, tenho um pouco de comida pronta lá dentro. Acho que não tem problema dar um pouco pra ele.
— Muito gentil de sua parte.
— Que nada. Faço o que posso — comentou sorrindo.
— Não tenho dúvida de que já é mais do que muitos fariam.
— Você acha?
— Sim…
— Pensando bem, acho que posso cuidar dele hoje.
— Sabe, filho, meu irmão tem uma chácara na saída da cidade e acho que pode ser um bom lugar pra um cachorrinho agitado como esse.
— Sério?
— Ah, é sim. É um lugar muito bonito e espaçoso.
— Isso seria muito legal. O senhor vai fazer uma baita diferença na vida dele. Pode ter certeza.
— É…não custa ajudar de vez em quando.
— Se precisar de mim, moro algumas quadras acima, quase em frente ao Corpo de Bombeiros.
— Sei onde é. Já o vi.
— Bom saber. Muito obrigado.
— Disponha.
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A vaca e o bezerro
Na estrada, vi um bezerro brincando com uma vaca perto da mangueira. Desci do carro e observei os dois por alguns minutos. A forma como aquele animal observava com satisfação o seu filhote, em nada difere da ternura com que uma mãe humana observa o seu filho. E o bezerro, feliz em contato com a mãe, tentava dar pulinhos intervalados.
“Cara, não consigo gostar de comida vegana”
— Cara, não consigo gostar de comida vegana.
— Sério mesmo?
— É sim…é muito estranha. Acho que não é pra mim…
— Por quê?
— Muita privação. Não consigo viver sem ter uma alimentação bem diversificada.
— Então vamos tirar esse arroz, feijão, tomate seco, palmito, couve, brócolis, ervilhas e cabotiá do seu prato. E também esse suco de laranja puro. E deixemos você só com a carne. Que tal?
— Por quê?
— Porque isso é alimentação vegana, e você acabou de falar que não gosta disso.
— Não, cara. Isso é comida normal, de quem come carne.
— E o que você acha que veganos comem?
— Não sei. Coisas estranhas, incomuns.
— Não, meu camarada. Veganos comem tudo aquilo que não envolve ingredientes de origem animal. Na nossa alimentação as possibilidades de variedade são imensas. Basta pensar da seguinte maneira – se uma pessoa não se alimenta de animais, o que resta? Uma infinidade de sabores. Agora me diga o que você consome no café da manhã.
— Aveia, banana, whey protein, cacau em pó…
— Substitua o whey protein por proteína vegetal e temos uma refeição para veganos.
— É?
— Sim, sem dúvida alguma.
— O que você come depois?
— Lá pelas nove e meia, normalmente como pão integral com queijo ou com ovo, e tomo um copo de leite.
— Entendi. Você pode manter o pão integral, caso ele não tenha nada de origem animal. Mas substitua o queijo por pasta de amendoim, ou, se preferir, por tofu ou outro tipo de queijo vegetal, que podem ser inclusive preparados em casa. Posso ensinar como fazer isso gastando o mínimo possível. Também troque o leite de vaca por leite vegetal. Isso é alimentação vegana.
— Me parece mais simples do que imaginei.
— Pois é…
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Plotino: “Os animais têm sentimentos, portanto sentem prazer e dor”
Plotino se recusava a consumir medicamentos com ingredientes de origem animal
Mestre de Porfírio, seu discípulo que escreveu “Da Abstinência do Alimento Animal”, considerada por inúmeros pesquisadores como a obra mais importante da Grécia Antiga sobre a abstenção do consumo de animais, Plotino foi um filósofo neoplatônico que melhor assimilou e aperfeiçoou não apenas os ensinamentos de Platão, mas também de Pitágoras e Plutarco, autor de “Do Consumo da Carne”, outra obra igualmente relevante na discussão sobre o tema.
Um asceta moderado, Plotino ficou famoso pela autoria das “Enéadas”, obra fundamental da filosofia ocidental que reúne 54 tratados em seis capítulos. Compilada e editada por Porfírio no ano de 270, as “Enéadas” são baseadas principalmente no conteúdo de palestras e debates de Plotino com seus alunos ao longo de 17 anos.
O filósofo neoplatônico estudou em Alexandria e na Pérsia antes de se mudar para Roma, onde fundou a sua própria escola. No livro “Sins of the Flesh: A History of Ethical Vegetarian Thought”, o pesquisador Rod Preece afirma que Plotino, que provavelmente era de origem romana e nasceu no Egito, foi protovegetariano a maior parte de sua vida. Defensor do ascetismo moderado, Plotino começou a se questionar sobre os hábitos alimentares da época que, segundo ele, tinham grande influência sobre o comportamento e a personalidade humana, incluindo sua relação com a vida e o mundo.
Nas “Enéadas”, ele declara que os animais têm sentimentos, portanto sentem prazer e dor. Na perspectiva de Plotino, a dor é a aisthesis, a percepção do corpo despojado. Ele usa o conceito de pathos como representação da empatia, do sentimento e da ligação afetiva quando diz que, conscientes, somos sensibilizados diante de uma situação em que a vítima morre ou sofre desnecessariamente; como é o caso dos animais não humanos há muito explorados. Quem também defende a ideia de que Plotino foi um importante nome na discussão do que se tornaria o vegetarianismo ético é o pesquisador Gordson Lindsay Campbell, editor de “The Oxford Handbook of Animals in Classical Thought and Life”.
“Embora não haja provas conclusivas, o estrito ascetismo de Plotino provavelmente incluiu o vegetarianismo, mesmo que o seu biógrafo, Porfírio, não tenha conseguido escrever por Plotino em relação ao assunto”, registrou Preece. Apesar disso, o que reforça a ideia de que Plotino realmente se voltava para a questão do que futuramente seria os direitos animais era a sua recusa em consumir medicamentos com ingredientes de origem animal, conforme informações do livro “Sins of the Flesh: A History of Ethical Vegetarian Thought”.
Preece afirma que vários seguidores de Plotino não eram apenas vegetarianos, mas inclusive vegetarianos éticos. E o argumento fundamentado nas ideias do filósofo neoplatônico, e que teve continuidade com Porfírio, é de que o ser humano precisava mudar a sua relação com os animais e se libertar das calamidades do corpo. Assim, é justo dizer que os ensinamentos de Plotino influenciaram Porfírio a escrever “Da Abstinência do Alimento Animal”, obra também influenciada por Pitágoras, sobre quem o discípulo de Plotino escreveu uma biografia.
Em “Vegetarianism – A History”, Jon Gregerson diz que para Plotino a única forma da humanidade alcançar a realidade suprema seria tratando todos os animais com respeito e compaixão. Ou seja, reconhecendo primordialmente o direito à vida, sem os prejuízos da exploração humana. “Porfírio deu continuidade ao trabalho de Plotino, apresentando evidências observacionais e históricas em defesa do vegetarianismo e da racionalidade dos animais”, enfatizou Nathan Morgan, autor de “The Hidden History of Greco-Roman Vegetarianism”. Influenciado por Plotino, Porfírio qualificou o consumo de carne como um encorajador da violência. Ademais, apresentou ideias antes defendidas pelo seu mestre neoplatônico de que os animais têm capacidade de raciocínio. Assim sendo, não faltam razões para estender a justiça a eles.
Kerry S. Walters e Lisa Portmess, autores de “Religious Vegetarianism: From Hesiod to the Dalai Lama”, apontam Plotino como o responsável pela consciência vegetariana de Porfírio, que também se inspirava em Pitágoras e Empedócles. A obra “Da Abstinência do Alimento Animal”, do filósofo neoplatônico foi uma reação argumentativa ao abandono do filósofo Firmus Castricius, que deixou a Escola de Plotino para renunciar à dieta vegetariana e se juntar aos cristãos.
Do livro 1 ao livro 4 de “Da Abstinência do Alimento Animal”, Porfírio defendendo o estilo de vida apregoado pela Escola de Plotino, assinala que o consumo de carne é intemperante, logo incompatível com a vida filosófica. Ele argumenta que o sacrifício de animais é ímpio, que os animais merecem um tratamento justo e que os sábios do passado condenavam o consumo de carne.
Embora o mestre de Plotino não tenha falado abertamente do vegetarianismo na obra “A República”, tudo leva a crer que Platão via com bons olhos a abstenção do consumo de carne. Prova disso é o fato de que muitos neoplatônicos se identificavam com uma vida livre do consumo de carne. “Publicamente, sua dieta era aceitável como parte do verdadeiro ascetismo. Portanto, não atraiu controvérsia”, pontuou Colin Spencer em “The Heretic’s Feast: A History of Vegetarianism”.
Outro fato revelador é que no século 3 Plotino conseguiu aprovação e apoio do Imperador Galiano para construir o que poderia ter sido a primeira cidade vegetariana ocidental, e que teria como referência a República de Platão. O seu nome seria Platonópolis. Mas o sonho de Plotino esbarrou no Senado, que vetou a sua proposta. Apesar disso, seu trabalho teve continuidade com Porfírio e outros filósofos que mais tarde influenciaram o vegetarianismo ético e a discussão em torno do que daria origem aos direitos animais.
Referências
Plotino. The Enneads: Abridged Edition. Penguin Classic (1991).
Porfírio. Gillian Clark. On Abstinence from Killing Animals (Ancient Commentators on Aristotle). Bristol Classical Press; Reprint Edition (2014).
Spencer, Colin. The Heretic’s Feast: A History of Vegetarianism. UPNE. First Edition (1995).
Preece, Rod. Sins of the Flesh: A History of Ethical Vegetarian Thought. Páginas 112-113. UBC Press (2017).
Gregerson, Jon. Vegetarianism, a History. Jain Publishing Company (1995).
Walters, Kerry; Lisa Portmess. Religious Vegetarianism: From Hesiod to the Dalai Lama. State University of New York Press (2001).
Campbell, Gordon Lindsay. The Oxford Handbook of Animals in Classical Thought and Life (Oxford Handbooks). Oxford University Press; First Edition (2014).
Walters, Kerry; Lisa Portmess. Ethical Vegetarianism: From Pythagoras to Peter Singer. State University of New York Press; Reprint Edition (1999).
http://advocacy.britannica.com/blog/advocacy/2010/08/the-hidden-history-of-greco-roman-vegetarianism/
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