Archive for January, 2017
The death of the lady next door

The announcement was made by two half-blooded dogs (Painting: Jonelle Summerfield)
A lady who lived on my street died. The announcement was made by two half-blooded dogs attempting to invade the house. They howled and left claw marks on the kitchen door. In a few minutes, they carved a tangle of risks, syncretism of sadness and despair. They felt her absence before witnessing her dead, fallen in the kitchen, victim of a stroke.
Together, they dug a hole in the yard, a naive attempt to reach her. They did not let themselves down. They just left the pit when they heard someone opening the gate. It was her son. “Mother … mother … I have arrived!” Lorenzo and Matino approached the boy. With muzzles full of dirt, they barked simultaneously.
Tuneless by their fatigue and disarticulation of surprise, they lamented as orphaned children who have not yet learned to speak. Tears streamed down, as did the long, fragile howl that floated like water wires drifting uncertainly through the mouths of the wolf. The son opened the door and the dogs moved forward into the kitchen. They licked the hands of the woman who no longer existed.
The boy covered his mouth and screamed, suppressing the sound and swallowing the hot breath like a burst of fire. He wiped the tears from his T-shirt and called the Fire Department. “There is nothing more to be done.” Circling the body, Lorenzo and Matino howled again. With a husky voice, the son shouted: “Sorry, mother! Forgive me!” Without making a sound, the dogs approached and licked the boy’s hands.
With the arrival of funeral workers, they packed the body in a PVC bag and left. The son went behind, in his car, accompanied by Lorenzo and Matino. With their heads through the window, they kept howling at nothing, or at all, since life celebrates death as much as death celebrates life.
John Joseph: “Se uma dieta baseada em vegetais funcionou para mim, ela funciona para qualquer um”
Como o vocalista da lendária banda nova-iorquina Cro-Mags tornou-se um atleta vegano

Mudança de atitude de John Joseph foi uma consequência da sua dieta vegetariana estrita (Foto: Vice)
Vocalista da lendária banda de crossover Cro-Mags, pioneira na fusão do hardcore punk com o thrash metal, e uma das mais importantes da história do cenário hardcore de Nova York, John Joseph publicou em 2014 o livro “Meat is for Pussies: A How-To Guide for Dudes Who Want to Get Fit, Kick Ass…”. Embora o título possa parecer bobo, cômico ou provocativo, o conteúdo merece muita atenção.
“É um olhar sobre a perspectiva de que o homem ‘precisa’ de carne para ser varonil e forte”, explica o também escritor e atleta vegano. Na primeira parte do livro, John Joseph apresenta fatos e faz críticas aos horrores envolvendo a exploração animal e os processos de produção de carne.
Depois de falar das fazendas industriais, ele guia o leitor a um capítulo em que discorre sobre um estilo de vida mais feliz, saudável e muito mais humano. Ou seja, um estilo de vida vegano. Na obra, ele dá dicas sobre culinária livre de crueldade contra animais. Em síntese, “Meat is for Pussies”, ignorem o título jocoso, é uma obra em que Joseph desafia positivamente os leitores a mudarem de vida.
“Muitos dos caras que perguntam de onde consigo minhas proteínas estão acima do peso, precisam de pílulas para ereção e levam uma hora no banheiro para se livrarem das carcaças podres que estão em seus cólons”, diz.
Uma das figuras mais famosas do cenário hardcore punk dos Estados Unidos, John Joseph tem usado a sua popularidade para atrair pessoas para o veganismo, divulgando principalmente os benefícios de uma alimentação vegetariana aliada a um bom condicionamento.
“Aprendi sobre a PMA [atitude mental positiva] quando a banda punk rastafári Bad Brains me deu um trabalho como roadie deles em 1981. A primeira parte do processo era abandonar carnes, ovos, laticínios, comida processada e drogas”, confidenciou em entrevista à Deni Kirkova, do tabloide britânico Metro em 21 de agosto de 2015.
Segundo Joseph, a sua mudança de atitude foi uma consequência da sua dieta vegetariana estrita, um catalizador em sua vida. “As cortinas caíram, por assim dizer. Absorvi o conhecimento como se eu fosse uma esponja. Fiquei sóbrio, comecei a praticar ioga, meditação, artes marciais, ciclismo, natação de águas abertas e corrida”, revelou.

Joseph: “Se você me dissesse em 1980 que um dia eu seguiria uma dieta vegetariana, eu daria risada em sua cara”
O novo estilo de vida também garantiu mais energia para tocar com o Cro-Mags e um bom desempenho no Ironman Triathlon, competição de resistência que exige que os atletas completem quase quatro quilômetros de natação, 180 quilômetros de pedaladas e mais de 42 quilômetros de corrida. E tudo isso exige muito treinamento e uma boa dieta. Em 25 de setembro de 2015, a Vice publicou uma matéria baseada na rotina de John Joseph em sua preparação para o Ironman, e se surpreendeu com a força de um homem que só consome alimentos de origem vegetal.
“Se você me dissesse em 1980 que um dia eu seguiria uma dieta vegetariana, e mandaria ver no IronMan, eu provavelmente daria risada em sua cara. Meu passado em Nova York foi duro, realmente duro”, explicou a Deni Kirkova. Mesmo quando sua rotina ficou atribulada por causa das turnês com bandas como Motörhead, Bad Brains, Megadeth e GBH, Joseph continuou cumprindo seu papel como vegano, sem qualquer deslize. Com o Cro-Mags, ele gravou entre os anos de 1986 e 1993 os álbuns “Age of Quarrel”, considerado um dos discos mais influentes da história do hardcore punk, “Alpha Omega” e “Near Death Experience”.
O escritor e atleta vegano já recebeu milhares de e-mails, mensagens no Facebook, Instagram e Twitter de pessoas dizendo que leram seu livro e mudaram de vida por causa do conteúdo e do seu estilo de escrever. “Eles gostam porque dizem que foi escrito na linguagem deles”, justifica.
Quem não conhece a história de John Joseph, jamais imaginaria que ele foi um sem teto viciado em álcool e drogas. Em 1969, aos sete anos, ele foi obrigado a abandonar um lar violento. Viveu em vários orfanatos e em mais lares abusivos. Sem perspectiva de futuro, passou o ano de 1988 consumindo crack.
Na mesma época, levou um tiro, foi esfaqueado e chegou a ser preso. Hoje, com 54 anos, ele continua atuando como vocalista e tornou-se um atleta vegano com desempenho exemplar em cinco edições do Ironman. E ele atribui a sua história de superação ao seu estilo de vida vegano, que não admite a exploração de animais e considera prejudicial à saúde o consumo de alimentos de origem animal.
“As pessoas são bombardeadas por comerciais de fast food barato, e ingerem comidas que não só causam estragos ao seu sistema como ao planeta por causa do abate de animais”, lamentou em entrevista ao jornal The Examiner, da Austrália, e repercutida pelo Exclaim, do Canadá, em 7 de outubro de 2009.
Saiba Mais
John Joseph, que nasceu em Nova York em 3 de outubro de 1962, se tornou vegetariano há mais de 30 anos.
Referências
Vegan rockstar and athlete John Joseph on why ‘meat is for pussies’
https://munchies.vice.com/en/videos/fuel-the-vegan-ironman-diet-of-cro-mags-john-joseph
http://exclaim.ca/music/article/cro-mags_john_joseph_declares_meat_is_for_pussies_with_new_book_begins_work_on_reality_show
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Humanize a criança que você colocou no mundo

Não a deixe enclausurada no universo dos bichos domésticos (Arte: Donald Zolan)
Se você colocou uma criança no mundo, a humanize por meio da cultura, da arte. Apresente o mundo da cultura popular, da literatura, do cinema, da música, do teatro e das artes plásticas. Não há maior exemplo de diversidade do que a arte.
Sensibilize vossa criança antes que ela seja embrutecida por vias desconhecidas. Desde cedo, a estimule a se tornar uma pensadora, não uma repetidora de discursos fragilizados. Mostre que ela não está sozinha no mundo, que ela pode se reconhecer no outro, assim como o outro é capaz de se ver nela.
A leve também para conhecer os menos favorecidos. Desperte nela o entendimento de que o ser humano, independente de posição social, tem sua história e seu valor para além dos descaminhos.
Sobre os animais, não a deixe enclausurada no universo dos bichos domésticos. Mostre que todo animal tem aptidão para viver à sua maneira, e não cabe a nós julgá-los sob os enganosos augúrios da nossa superioridade e racionalidade.
Deixe claro que é na inaptidão da fala que eles se mostram mais cordiais e mais sensíveis do que nós, até porque, diferentemente do ser humano, desconhecem a pesporrência.
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Mito sobre a carne orgânica

Excerto da matéria publicada no Diário do Noroeste
Saiu hoje, dia 17 de janeiro de 2017, uma matéria intitulada “Mitos e verdades da carne orgânica” na página 6 do Diário do Noroeste. Em especial, uma passagem me chamou a atenção e decidi compartilhar:
“2. É proibido utilizar o sistema de confinamento. MITO. Pode ser realizada a terminação no sistema de confinamento somente 90 dias antes do abate.”
Tal afirmação não foi feita por nenhum defensor dos direitos animais, mas sim pelo consultor de agropecuária José Carlos Ribeiro, da Boi Saúde – Pecuária Inteligente, que atende pecuaristas de todo o Brasil.
Ou seja, isso deixa claro que não existe gado criado sem passar por algum tipo de privação. É de conhecimento geral que nenhum animal é feliz em regime de confinamento.
Dora’s destiny
One day, Dora could not stand the pressure, and collapsed on the chilly floor of the work room

Dora decide to alleviate her own pain by committing suicide (Art: Copy)
Dora and I met in early 2008, after the death of her parents in an accident on the BR-376 highway. She was 23 years old, and she had worked at one of these telemarketing stations for three years. After the tragedy, instead of worrying about the girl, all the family moved away from her. At the same time, I was fired from the newspaper because the session where I worked was extinguished shortly after the publisher resigned.
But, it had been a long time since Dora and I met to talk, ramble and tell our plans. Inspired by James Joyce’s Dubliners, my idea was to use layoff money to travel around Ireland. To be more precise, I intended to attend shows from the post-rock band God Is An Astronaut. Furthermore, I wanted to write in a notebook, everything I saw as interesting about human behavior in the Old World, and its relation to time and the environment. I did not want to work, only to wander until the money was gone.
“I want to distance myself from everything, in order to have a chance to be reborn. Humans need to change from time to time, otherwise they can go mad or become even worse – a resigned fellow”, I said to Dora, who smiled as she lightly tapped the tips of her purple nails on the massive rustic table in the bar. She paused for a moment, stared up at the starry sky, pointed the immense moon with one of her delicate hands, lowered her almond eyes, raised them again and said, “Man, I have leukemia.”
I had no reaction, and I believed that nothing that came out of my mouth at that moment would comfort her. Then, I simply recovered my serene expression, fixed my eyes on her eyes, and I subtly touched five times her left hand that rested on the table. She understood and smiled, not saying a word. I realized that Dora did not want to talk about the disease, only to share with someone a revelation she did not dare tell anyone else.
Later, I took her home and went home thinking about how delicate her situation was. I, who had already lost my father to cancer in 1997, could never again see the disease as less than ruthless. It usurps the human being much more than life itself – annihilates its dignity. It is the reaffirmation of our weaknesses, of the end, of ephemerality.
We met for another two months, until one day, talking on the cell phone, she suggested that we should not see each other again. I ended up respecting her decision, understanding the delicacy of the situation. She no longer turned on the camera during our online conversations. She also hid the profile photo. I questioned it once and I regretted it. I did not see her anymore nor by chance. Maybe she had made the decision to leave the house just to work.
Still, I know that I would have felt like the meanest of men if I had left for my joycean journey. I gave up the trip to Ireland and started writing about Dora. We still talked quite often, and I asked her to tell me about her routine. At work, she did not tell anyone about the diagnosis of the disease and continued living as if she had no health problems. I was probably the only person who knew about her leukemia. To look at me, might have been a proof to the sum of her weaknesses.
I never asked her if she regretted telling me about the illness, but I began to realize that she felt more vulnerable in front of me. On the cell phone, her sweet voice diminished more and more, subdued by the constant contradiction of emotions. At times, distressed and confused, she called me at dawn. I barely heard her gasping breath and she hung up regretfully. Her sensibility intensified every day – to the prime of the skin.
At work, there was no respite and she did not want to admit she had leukemia. The clients, who called the call center complaining about the services, did not care about the life or emotional state of those on the other side of the line. “Are you retarded, woman? You donkey! I want my money back! I will not pay for a service I did not use!”, shouted a man, claiming that he was a judge and promised to do his best to see her fired if his problem was not resolved.
The daily complaints intensified. Within three hours, Dora was verbally insulted by up to 20 clients. Unhappy, they overflowed their personal and professional problems on the girl, criticizing her for failures that were beyond her functions. “Listen here, my dear! I’m a doctor, can you hear me? I’ve studied a lot to get where I am and it’s not going to be some kind of telemarketing girl, which has a dirty job for dumb and disqualified people, who will take advantage of me!”, said a woman who presented herself as a relative to a federal legislator.
One day, Dora could not stand the pressure, and collapsed on the chilly floor of the work room. She was pale, lips purplish, and she was cold. She took the afternoon off and went home. She went into the bedroom, sat on the bed, and stared at the reflection in the oblong mirror. She did not feel as pretty as she had before, and she began to cry, watching the tears trickling through her dimpled slits after a heavy loss of weight. She was ten pounds leaner, her hair rapidly losing volume, and hardly anyone knew what was happening to Dora – Although there were many rumours.
“She was so beautiful! What a body she had, eh? Remember the dimples? A charm! Does she suffer from anorexia nervosa? A waste! No more thighs, butt… nothing!”, spoke her boss with a colleague, without noticing the presence of Dora, who heard everything when she was going to the bathroom. Sitting on the toilet, Dora put her hands to her face. She struggled to cry, only tears were left. She was exhausted, and she felt constantly dehydrated, even though she was trying to drink a plenty of water.
She leaned forward and asked, in a small, hesitant voice, if God would take her as fast as possible if her destiny were death. For her, nothing overcame the pain caused by ignorance and human insensitivity. Leaving home has become a tortuous exercise in coping with the worst adversities.
Even in the street, strangers looked at her as if she was not a human being, but something different, innominate. “Mother, why is that girl so thin?”, asked a ten-year-old girl. “I do not know, honey! Because of her face, I suppose she has AIDS”, the woman replied instantly, believing that the distance was enough to prevent Dora from hearing the answer.
Dora quit her job as a telemarketing operator before starting her chemotherapy treatment. She locked herself indoors, surviving from savings and communicating with the world and people only through the internet and the cell phone. She also gave up treatment. Dora did not even go out to the market anymore.
She could not distinguish day and night, especially when she spent many hours lying in bed, sleeping or staring at the white ceiling, which gained uncertain forms according to the prevailing sentiment. “I will not lie, Dora. The truth is that you have from six months to a year left to live, “said the oncologist with sudden naturalness.
Refusing to receive any kind of visit for months, Dora decided to alleviate her own pain by committing suicide with rodenticide. She bought the product online and waited for its arrival. She heard someone clapping, opened the door and, for the first time in more than 50 days, Dora felt the sun touching her snowy face. It was lukewarm and caressed her fine apples. The sky was so clear that she watched closely a noisy, loving rapture of mockingbirds.
She walked to the gate, took the package from the mailman’s hand, and before entering the house, she noticed a small, black dog with only a few days to live, and his brown little eye turned upwards. He was left beside the iris beige vase, Doras’s mother’s favorite. She was surprised by the resistance of the specimen that grew bright and gallant despite the abandonment.
As soon as she opened the package, Dora broke the sealing wax and went to the kitchen to get a glass of water, when the telephone rang. “Is it Mrs. Dora? It’s the lab here. We’re calling to let you know that we need you to come here urgently. We have discovered serious errors in your exams. You’ve never had leukemia, just anemia. “
Homem com graves problemas de saúde precisa de ajuda para comprar um veículo
Para ajudar Gabriel Esperidião Neto, basta comprar uma rifa de apenas R$ 2

Esperidião Neto: “Os efeitos colaterais dos remédios são até piores do que a doença” (Foto: David Arioch)
Gabriel Esperidião Neto tem pouco mais de 50 anos, mas já acumula inúmeros e graves problemas de saúde. Com dificuldade de locomoção, ele caminhou vagarosamente até a entrada de sua casa para me receber. Colocou as muletas de lado, abriu o portão e me convidou a entrar.
Primeiro conversamos um pouco na sala sobre suas limitações físicas. Depois, me levou até uma bela horta orgânica que ele mesmo fez no quintal de casa. Há uma boa diversidade de vegetais e legumes, mas como a produção é pequena, ele prefere doar do que comercializar. Inclusive fez questão de me presentear com alguns alimentos cultivados com muito esmero.
“A produção é modesta, mas é feita de bom coração. Faço uma permuta com os moradores da vizinhança. Quem vir aqui e ler um trecho da Bíblia ou algum outro livro, ganha um pouco de verduras”, conta sorrindo. Mas o sorriso vela uma triste realidade que faz Esperidião Neto mudar o semblante.
Ele possui uma grave enfermidade no trato gastrointestinal, que atinge principalmente o intestino delgado e o intestino grosso, mas também pode se estender para outras regiões do trato. “Não existe regra geral de tratamento porque cada caso é um caso, e não há garantia de melhoras. Os efeitos colaterais dos remédios são até piores do que a doença. Causam fístulas nas regiões de dobra do corpo que excretam pruridos dia e noite quando estão abertas. Já quando fecham, provocam dores intensas, principalmente nas axilas e virilha”, informa.
Por causa dessa doença, Gabriel também sofre em decorrência de diabetes, hipertensão, furunculose e tromboflebite. Mesmo diante de tantas dificuldades, e sobrevivendo com um salário mínimo por mês, e com uma substancial ajuda do Instituto Maurício Gehlen para a compra de medicamentos, Esperidião Neto quer continuar lutando por um futuro melhor, e sem ter que continuar recorrendo às doações de amigos. Por isso, ele decidiu fazer uma rifa com dois mil números chamada “Ação Entre Amigos”. Cada número custa só R$ 2.
“Vou sortear uma fritadeira elétrica nova da Philco. A minha intenção é usar o dinheiro arrecadado para comprar um triciclo ou algum outro veículo de baixo custo. Assim poderei sair de casa para comprar e vender laranjas. Já conversei com algumas pessoas e sei que o negócio vai dar certo. Assim poderei me virar, sem precisar sobrecarregar os amigos com pedidos de doações”, justifica.
Saiba Mais
Gabriel Esperidião Neto mora na Rua Sebastião de Oliveira Rosa, número 1033, no Conjunto Residencial Paranavaí III, na Vila Operária (nas imediações do Supermercado Dallmann), em Paranavaí, no Noroeste do Paraná.
Telefones: (44) 3062-0995 ou 99837-7945
Dados bancários
Gabriel Esperidião Neto
CPF: 500039929-34
Caixa Econômica Federal
AG: 0997
Operação: 13
Conta Poupança: 10488-8
Bryan Adams: “Se você ama os animais, não os coma”
“Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais”

Bryan Adams: “Não como eles, e não me visto com eles” (Foto: Reprodução)
Considerado um dos artistas mais bem-sucedidos da história da música, o canadense Bryan Adams, que emplacou sucessos internacionais como “Everything I Do”, “Summer of 69″, Heaven” e “Please Forgive Me”, abandonou o consumo de carne em 1988, depois de comer um grande bife e sentir-se muito mal. “Aquele foi o fim para mim. Nunca mais”, contou em entrevista à June Bird, da organização Animal Liberation Front (ALF) em abril de 2000.
A partir daquele dia, Adams se afastou cada vez mais dos velhos hábitos alimentares. “Se você ama os animais, não os coma. Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais. Não como eles, e não me visto com eles”, declarou em entrevista à Peta.
O compositor, que também é guitarrista, produtor e fotógrafo, tornou-se um ativista pelos direitos animais quando abdicou do consumo de carne. A primeira grande campanha de sucesso que contou com a sua participação foi a construção de um santuário de baleias na Antártica na década de 1990. “Distribuímos 500 mil cartões postais pedindo que as pessoas escrevessem a favor do santuário e encaminhassem cada cartão para diferentes líderes governamentais para votarem a nosso favor. E isso funcionou”, contou à ALF.
A aproximação de Bryan Adams com ações em defesa dos animais sempre lhe trouxe lembranças dos seus companheiros caninos na juventude. “Eles se tornaram parte da família. Ajudaram a moldar a minha compaixão. Também amo cavalos, então não é difícil apreciar a beleza e inteligência das outras criaturas. Eu nunca tinha analisado a crueldade animal na totalidade quando eu era jovem. Mas a partir do momento que comecei a entender o que ocorre na nossa relação com os animais, fui para um caminho fez com que eu me tornasse vegano”, informou.
O músico perdeu as contas de quantas pessoas influenciou a tornarem-se vegetarianas e veganas ao longo dos anos. “Consegui com muita calma convencer a minha mãe, meu irmão e minha banda. Todos eles se tornaram vegetarianos. Veganos têm muitas opções, que incluem massas, sopas, assados, pizzas, saladas e batatas. São infinitas as opções”, enfatizou.

“Não compactuo com o assassinato de qualquer criatura, sejam focas, vacas, cães, qualquer animal” (Foto: Reprodução)
Outro ponto positivo é que Bryan Adams conseguiu se livrar de muitas alergias, como eczema, que o acompanharam por muitos anos. Dentro de duas semanas consumindo frutas pela manhã, e nada mais, elas desapareceram. “Achei que essas alergias me acompanhariam por toda a minha vida. Isso nunca mais retornou. Outra coisa brilhante é que por causa desse estilo de vida nunca mais tive problema de peso, e definitivamente tenho mais energia do que a maioria das pessoas que conheço”, assegurou à June Bird.
O músico também tem ojeriza por circos que usam animais e odeia fazendas industriais, o fato de que bovinos, suínos e aves são confinados para sanarem um prazer efêmero humano, que é o consumo de carne. “As pessoas contraem tantas doenças comendo carne, principalmente câncer no intestino. Na Grã-Bretanha eles alimentavam os animais com excrementos, e foi assim que a doença da vaca louca começou”, lamentou à Animal Liberation Front.
Segundo Bryan Adams, é muito fácil para as pessoas irem ao mercado, comprarem um hambúrguer e simplesmente virarem as costas para a realidade em torno daquele pedaço de carne. “Um dia, aquilo fez parte de uma vaca viva. As pessoas não assimilam as duas coisas. Não compactuo com o assassinato de qualquer criatura, sejam focas, vacas, cães, qualquer animal. Sou totalmente contra”, ponderou.
Adams também se recordou que no passado as pessoas duvidaram que ele conseguiria ser vegano por muito tempo. E muitas dessas pessoas tornaram-se vegetarianas e veganas mais tarde. “Preciso de uma boa recomendação de restaurante vegano ou vegetariano. Sem molho de ostra para mim. Obrigado!”, disse à revista Time Out, de Hong Kong, quando estava em turnê em 16 de dezembro de 2016.
Saiba Mais
Bryan Adams nasceu em Kingston, Ontário, no Canadá, em 5 de novembro de 1959.
Lançou 14 álbuns entre os anos de 1980 e 2015. O disco “Reckless”, lançado em 1984, e que ficou em primeiro lugar na Billboard, é considerado um dos seus melhores trabalhos.
Ele também atua como fotógrafo da Peta.
Referências
http://www.animalliberationfront.com/Saints/Interviews/Interview%20with%20Bryan%20Adams.htm
http://www.peta.org/features/bryan-adams-animal-rights-vegan/
https://www.timeout.com/hong-kong/music/interview-bryan-adams-on-his-get-up-tour-and-returning-to-hong-kong
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Cattle Decapitation: “No fim do dia, os animais não têm direitos”
Travis Ryan: “Em vez de ajudá-los, criamos coisas como fazendas industriais”

Travis Ryan: “Por sermos a espécie mais inteligente do planeta, tudo isso é ignorado” (Foto: Reprodução)
Fundada em San Diego, na Califórnia, em 1996, a banda de deathgrind Cattle Decapitation, uma das maiores do gênero, surgiu com a proposta de abordar questões como a exploração de animais, a destruição do meio ambiente e outros problemas gerados pela humanidade na sanha por dinheiro e poder.
Em 6 de julho de 2012, o vocalista Travis Ryan concedeu uma entrevista ao portal Metal Sucks defendendo que os animais deveriam ter cada um dos direitos garantidos aos seres humanos. “No fim do dia, os animais não têm direitos. É um tema tocante. Por sermos a espécie mais inteligente do planeta, tudo isso é ignorado. Em vez de ajudá-los, criamos coisas como fazendas industriais”, lamentou.
Entre os problemas apontados por Ryan também está o descontrole na tutela de animais. Ele acredita que seria importante emitir licenças para que as pessoas provem que têm condições de garantir qualidade de vida aos animais domésticos. “Deveria haver leis mais rigorosas a respeito disso. Tenho uma ligação forte com os direitos animais. Somos aquilo que tocamos desde os nossos primeiros registros no final dos anos 1990 [em referência ao EP “Human Jerky”, que traz 18 músicas]”, disse.
O vocalista desabafou que é sempre desconfortável se deparar com pessoas que não se esforçam em entender a proposta da banda. “O que posso fazer é reiterar o que sinto, o que realmente somos. E há pessoas que continuam entendendo errado o nosso trabalho. Em uma entrevista, seja em papel ou online, tudo começa com ‘Os guerreiros veganos do grind Cattle Decapitation’ rá rá rá [risadas]. E eu fico: ‘Será que tem alguém ouvindo o que estou dizendo?’ É hipócrita pensar sobre essas coisas e não querer falar sobre isso. A maneira como você é provocado, não faz sentido. Mas essa é a única forma de combater a ignorância”, argumentou.
Travis Ryan contou que uma de suas prioridades é falar sobre como os seres humanos têm prejudicado seres vivos não humanos. “Convido as pessoas e lerem nossas letras antes de considerarem o julgamento que os outros fazem de nós. Há mitos e rumores que se perpetuam. A mídia fala de nós como se fôssemos veganos extremistas, e não é nada disso, o que inclusive acabou prejudicando nossa relação com nossos fãs”, queixou-se ao The Moshville Times, do Reino Unido, em 22 de julho de 2015.

Ryan: “Tenho uma ligação forte com os direitos animais” (Foto: Reprodução)
Em entrevista à revista Guitar World em maio de 2012, Ryan declarou que as pessoas têm uma tendência a ter uma visão visceral do que é uma banda vegetariana que defende os direitos animais. “Por ser um tema polêmica, há polarização por parte das pessoas e da mídia. Eles preferem exagerar as coisas”, enfatizou.
Sobre as experiências como vegetariano em turnê ao longo dos anos, Travis Ryan relatou que muitas vezes as pessoas oferecem alimentos que eles não têm como ter certeza se há ovos ou leite na composição:
“Não temos o luxo de ir a um Whole Foods às três da manhã depois de um show. À essa altura, vamos a algum Taco Bell ou outro lugar nojento. É triste porque você viaja queimando combustíveis fósseis, e seu veículo fica coberto de carcaças de insetos. Às vezes, até de pássaros e outros animais. É por isso que posso dizer que hoje sou vegetariano, mas não vegano. Vivo minha vida com tanta compaixão quanto posso em relação aos animais e ao meio ambiente. Mas quando estou em casa, é muito mais fácil.”
Em “Manufactured Extinct”, do álbum “The Anthropocene Extinction”, lançado pelo Cattle Decapitation em 2015, Travis Ryan, que tem um vocal gutural singular, canta sobre como o homem do período antropoceno tem esmagado a biodiversidade, alterado e acelerado as condições climáticas por razões egocêntricas:
“Máquinas para construir máquinas/Forjando o fim de todas as coisas vivas/Sacrificando toda a moralidade, os fins justificam os meios/Tecnologia define as eras/Nossa história humana queima suas próprias páginas.”
Em outro trecho da música, Ryan reclama que espécies inteiras são exterminadas em decorrência da inconsequência humana. “Milhões de hectares desfigurados/Não renováveis. Foda-se esta carne/Curadoria da aflição/A real natureza emergiu/Debaixo do sol e na planície/Uma tragédia foi articulada/Por mãos de culturas entrelaçadas em ganância e formas cruéis de vida”, berra em “Manufactured Extinct”.
Formação
Travis Ryan – Vocalista
Josh Elmore – Guitarrista
Derek Engemann – Baixista
Dave Mcgraw – Baterista
Saiba Mais
Cattle Decapitation significa decapitação do gado.
A banda lançou sete álbuns de estúdio entre os anos de 2000 e 2015.
Deathgrind é uma combinação de death metal e grindcore.
Referências
http://www.guitarworld.com/interview-cattle-decapitation-vocalist-travis-ryan-discusses-new-album-monolith-inhumanity
Cattle Decapitation – “We don’t like headlining.” (An interview with Travis Ryan)
http://www.metalunderground.com/interviews/details.cfm?newsid=82043
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Como nos relacionamos de forma equivocada com os animais

Não se pode se limitar a usar referências de conduta, emoções e intenções humanas para avaliar o comportamento animal (Foto: Reprodução)
Muitas vezes o ser humano se relaciona de forma equivocada com os animais por causa da sua incapacidade em reconhecer que os animais não humanos não são iguais a nós em importantes aspectos.
Não se pode se limitar a usar referências de conduta, emoções e intenções humanas para avaliar o comportamento animal. Não se diz como um animal não humano deve se portar como se ele fosse uma pessoa. Eles são indivíduos, sujeitos morais que têm suas próprias particularidades, e ainda pouco compreendidas.
Por nos julgarmos erroneamente como melhores que eles, nos colocamos em condição de puni-los quando eles agem distante daquilo que consideramos o comportamento adequado ou ideal. E esse comportamento ideal nada mais é do que a tentativa de humanização da condição animal.
Pune-se os animais com violência quando eles não fazem o que queremos, ou seja, quando eles não agem como se fossem humanos obedientes. Precisamos evitar cobrar dos animais uma consciência humana, porque isso me parece que tem sido um dos males que envolve a violência contra seres não humanos.
Aplaude-se o animal que parece “mais humano” e despreza-se o animal que tem comportamento avesso ao nosso. Quando penso sobre isso, vejo que ainda estamos distantes de aceitar que os animais não são nós, mas exigimos deles algo parecido com o que desejamos nas pessoas.
Para citar um exemplo, um homem espancou um animal por não obedecê-lo. E qual a referência que esse homem tem de obediência quando violenta o animal? A mesma que ele tem em relação a seres humanos, talvez um filho, quem sabe. E essa conduta cesarista diz muito sobre quem somos, e mais sobre aquilo que não sabemos do que aquilo que sabemos.
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A tontura e a barba
Na quarta-feira, sentindo um pouco de tontura, me consultei com um bom médico. Na quinta-feira, retornei para apresentar os resultados dos exames. Ele leu tudo e disse que aparentemente estou bem, embora tenha sugerido a realização de outros exames mais específicos. Antes de eu me despedir, ele perguntou: “Tem certeza que essa tontura não é por causa do peso da sua barba?”