David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for June, 2018

CEO do PayPal diz que carteiras de couro bovino vão se tornar obsoletas até 2028

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Consumidores estão considerando desconfortável o uso de matéria-prima baseada na morte de animais

Schulman: “Carteiras feitas de vacas mortas serão coisa do passado” (Reuters/Robert Galbraith)

De acordo com um relatório divulgado esta semana pela Bloomberg, cresce a cada dia o número de consumidores preocupados em comprar roupas, calçados e acessórios livres de matérias-primas baseadas em animais, o que está colocando em risco principalmente a indústria de couro, que movimenta mais de 90 bilhões de dólares.

Segundo a Bloomberg, enquanto a mudança reflete, em parte, uma abundância de opções, os consumidores também argumentam que é desconfortável usar algo baseado na morte de animais, além da crescente preocupação com o impacto ambiental. Embora a última queda registrada no comércio global de calçados de couro tenha sido de 12%, a tendência é de constante declínio.

Em teleconferência, o CEO do PayPal, Daniel Schulman, declarou que tudo indica que as carteiras de couro bovino vão se tornar obsoletas até 2028: “Carteiras feitas de vacas mortas serão coisa do passado, porque os consumidores estão escolhendo materiais mais modernos e se distanciando do dinheiro baseado em papel.”

A Grand View Research, empresa de pesquisa de mercado baseada em São Francisco, previu recentemente que a indústria global de couro vegano deve valer mais de 85 bilhões de dólares até 2025, superando a indústria de couro bovino.

Referência

Veg News





 

Polo Vegano pretende ampliar a produção e a circulação de produtos veganos no Rio de Janeiro

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“A nossa prioridade é a oferta de produtos e serviços acessíveis que respeitem os seres sencientes, além de dar visibilidade à causa da libertação animal”

Assembleia Constituinte da Associação do Polo Vegano com todos os fundadores (Foto: Leandro Pagnoncelli)

Em 2016, o projeto Polo Vegano foi lançado no Rio de Janeiro com o objetivo de ocupar um andar de 450 metros quadrados no Vertical Shopping. À época, a boa repercussão deu origem a um grupo que hoje soma mais de 1,2 mil pessoas. Porém, por limitações burocráticas e logísticas, o objetivo de ocupar um andar inteiro se tornou inviável. Porém, o projeto foi revisto e hoje segue uma nova estratégia de viabilização, de acordo com o gerente de marketing do Vertical Shopping, Leandro Pagnoncelli.

“A intenção agora é ocupar espaço no mercado como um todo. O Shopping está servindo como porta de entrada porque é onde conseguimos a melhor condição de custo/benefício. Mas o objetivo é ir muito além”, conta Pagnoncelli, acrescentando que, assim que a formalização da associação responsável pelo Polo Vegano for concluída, será feita uma assembleia geral para definir prioridades, planejamento, metas e meios de operacionalização dentro e fora do Shopping Vertical.

O grupo está trabalhando na criação de um fundo coletivo para que todos os produtores possam ter seus produtos expostos nas feiras livres que ocorrem em locais estratégicos do Rio de Janeiro, mas principalmente onde há maior demanda de produtos veganos, ou seja, sem ingredientes de origem animal e que não foram testados em animais.

“A nossa prioridade é a oferta de produtos e serviços acessíveis que respeitem os seres sencientes, além de dar visibilidade à causa da libertação animal [defendida pelo veganismo], promover a cultura de paz e a inclusão e empoderamento das pessoas”, explica Leandro Pagnoncelli, que é um dos idealizadores do projeto que prevê uma mudança de paradigma para uma realidade mais sustentável – baseada em um sistema colaborativo, de acolhimento e protagonismo social justo e representativo.

“Tudo está sendo considerado dentro do que é ecologicamente correto e economicamente viável. Temos também uma preocupação de interagir com a comunidade nesse processo que busca uma relação mais horizontal desde a cadeia produtiva até a interação com o consumidor”, enfatiza Pagnoncelli.

Após a viabilização do fundo colaborativo e sua consolidação, começa a expansão para outros espaços fora do Shopping Vertical. Todas as decisões são tomadas coletivamente. “Queremos diversificar, trabalhando em espaços físicos fixos, ocupações itinerantes e virtuais. Outro diferencial é que o projeto do Polo Vegano tem um modelo de negócio aberto com financiamento coletivo e possibilidade de ocupação de espaço individual ou compartilhado. Quem tiver interesse em empreender a partir do Polo Vegano pode nos procurar”, avisa Leandro Pagnoncelli.

Entre em contato para saber mais sobre o projeto Polo Vegano:

Telefone/Whatsapp: (21) 99858-8897

Facebook: https://www.facebook.com/leandropagnoncelli

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/leandropagnoncelli/

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Ativistas filmam espancamento de porcos em matadouro na Inglaterra

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“Eles estavam abusando dos animais que já estavam aterrorizados”

Um dos funcionários da Bramall & Son que estava chutando um porco (Foto: Sheffield Animal Save)

Na segunda-feira, dez ativistas do Save Movement, de Sheffield, na Inglaterra, estavam participando de uma vigília com duração de três horas em frente ao matadouro Bramall & Son quando testemunharam a chegada de 10 a 12 caminhões que transportavam porcos, ovelhas, bois e vacas.

Na ocasião, Jordan Heart e outros ativistas ouviram gritos partindo do pátio. Quando chegaram ao local, testemunharam um funcionário do matadouro chutando um porco que gemia e gritava. As cenas foram filmadas e compartilhadas pelo Sheffield Animal Save.

“Eles estavam abusando dos animais que já estavam aterrorizados. Ficamos chocados com a possibilidade de chutarem e abusarem dos animais, especialmente porque os fazendeiros alegam que se preocupam com os seus animais”, declarou Heart.

Após o abate, antes de deixarem o local, os ativistas viram partes dos animais, antes amedrontados, serem jogadas em uma caçamba de lixo do lado de fora do matadouro. O Save Movement é conhecido por acompanhar e registrar a realidade dos matadouros, principalmente o abate de porcos, bois, vacas, frangos, galinhas, ovelhas e de outros animais. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre a realidade da produção de alimentos de origem animal.

 

 

 





 

Sobre pessoas que debocham do veganismo

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Breve reflexão sobre a depressão

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(Artes: Carts/Shawn Cross)

Se tenho ou já tive depressão, isso não faz de mim uma referência em depressão, mas apenas alguém que talvez tenha condições de compartilhar suas experiências e impressões do assunto – ou seja, talvez permitir uma compreensão diferenciada, um algo mais, nem completo nem incompleto. Não creio que isso signifique que eu esteja autorizado a falar em nome de outras pessoas que estão vivendo essa realidade, principalmente se isso for feito de forma pétrea. Afinal, os níveis de depressão e suas motivações podem ser visceralmente diversos.

Quando falo de alguém em determinada situação que conjecturo análoga ao que vivi, considero semelhança não equivalência, porque a minha individualidade, as minhas experiências, se traduzem em especificidade, em recortes pessoais. E recortes são mais subjetivos do que objetivos, assim como seu impacto, mesmo que eu tente fazer parecer o contrário.

A minha experiência não pode ser uma baliza para simplificar e julgar a experiência do outro, mas talvez uma possibilidade para criar uma ponte se não de entendimento, pelo menos de consideração à individualidade, porque, na minha concepção, isso é essencialmente uma manifestação de respeito. Por isso, sou da opinião de que a dor de uma pessoa é somente dela, e só ela sabe o que isso representa em sua vida.

Quando me coloco no lugar do outro, tenho como parâmetro tal reflexão: “A dor de alguém não pode ser medida, qualificada como maior ou menor do que a de ninguém, é simplesmente a sua dor.” Isso basicamente resume o que penso em relação à individualidade do sofrer. Creio que quando damos nomes às coisas, não raramente temos uma tendência a apoucar o seu impacto pessoal, e isso pode ser problemático, porque embora duas pessoas vivam uma chamada “mesma realidade”, por exemplo, isso não significa que o peso seja equivalente.

 





 

Written by David Arioch

June 12th, 2018 at 11:06 pm

Aos 63 anos, Diane Gandee Sorbi pode ser condenada a cinco anos de prisão por resgatar animais da morte

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“Depois de me tornar vegana, eu sabia que tinha de fazer mais do que simplesmente não participar da exploração animal”

Diane: “Enquanto eu viver, trabalharei pela liberdade deles” (Foto: DxE)

Aos 63 anos, a ativista vegana Diane Gandee Sorbi, que faz parte da rede de direitos animais Direct Action Everywhere (DxE), se dedica a resgatar animais da morte nos Estados Unidos. Em janeiro de 2017, ela e mais cinco ativistas entraram em uma fazenda industrial em Moroni, Utah, onde haviam dezenas de milhares de perus amontoados em espaços imundos, repletos de fezes. Parte dos animais não conseguia nem mesmo se manter em pé. Diante da situação, Diane e outros ativistas resgataram alguns animais feridos, na tentativa de salvá-los da morte.

A ação foi denunciada e considerada criminosa pela procuradoria-geral de Utah. Por isso, Diane e mais cinco ativistas vão a julgamento esta semana. A aposentada, que passa a maior parte do tempo fazendo trabalho voluntário em abrigos para animais, corre o risco de ser condenada a cinco anos de prisão. “Depois de me tornar vegana, eu sabia que tinha de fazer mais do que simplesmente não participar da exploração animal. Comecei a panfletar e a ir para as ruas. Tive muitas conversas ótimas com pessoas que queriam mudar, mas muitas vezes eu desanimava com a frequência com que alguém dizia que já sabia o que acontecia com os animais e não se importava”, relata em entrevista a Rachel Waite, do DxE Grand Rapids.

Um dia, depois de assistir a uma palestra na DxE House sobre as diferenças na abordagem à defesa animal, ela percebeu que a criação de mudanças sistêmicas pode surtir mais efeito do que as conversas individuais sobre veganismo. “Fiz algumas leituras sobre o que havia sido mais eficaz em movimentos passados de justiça social e decidi dedicar a maior parte do meu tempo a trabalhar com o DxE”, informa.

A primeira experiência de Diane fazendo um discurso em local público, segurando um megafone, é considerada por ela como das mais inesquecíveis. “Foram momentos empoderadores. Sempre fui um pouco tímida e saía do caminho para evitar confrontos. [Então] eu disse a mim mesma que isso era pelos animais e me empurrei para fora da minha zona de conforto”, revela.

Desde que ouviu pela primeira vez a história de um resgate de animais criados para consumo, Diane Sorbi teve vontade de ir a campo. Em 2015, ela participou de um treinamento de resgate animal. “Uma experiência muito poderosa. Segurei um doce peru em meus braços e o levei para um lugar seguro, ciente de que há alguns anos uma de suas irmãs estaria no meu prato [no feriado] de Ação de Graças. Foi um momento emocional cheio de arrependimento e reconciliação”, garante.

Sobre as motivações para seguir em frente, apesar das adversidades como o risco de prisão, ela simplifica: “Os animais. Enquanto eu viver, trabalharei pela liberdade deles. E também, os outros ativistas. Estar cercada de pessoas maravilhosas e atenciosas que dedicam inúmeras horas para tornar o mundo um lugar melhor é uma inspiração constante.”

Questionada sobre o que a mantêm na luta pela libertação animal, ela explica que simplesmente porque todo mundo tem direito à sua própria vida e a viver seguro e livre da exploração. Com a experiência de quem não pretende desistir do ativismo tão cedo, Diane Gandee Sorbi dá algumas dicas para os novos ativistas: “Meu melhor conselho é se manter envolvido. Se um tipo de ativismo não der certo, tente outro. Precisamos do máximo possível de mãos nessa luta, e toda defesa da causa tem o seu valor. Faça o melhor que puder, e tente evitar criticar o trabalho de outras pessoas com as quais você pode não concordar. Se estiver interessado em resgate, participe de um treinamento. Há muitas formas de ajudar, incluindo trabalhos importantes em pesquisa e imprensa.”

 Referência

Waite, Rachel. Why DxE Wednesday V: Diane Gandee Sorbi. DxE Grand Rapids (MI).

 





 

Gary Francione critica veganos que “celebraram” a morte de Anthony Bourdain

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Anthony Bourdain se tornou impopular entre vegetarianos e veganos por causa de suas declarações e fotos polêmicas (Foto: Reprodução)

No último final de semana, o professor de direito da Rutgers School of Law, de Newark, New Jersey, Gary Francione, uma das referências internacionais na luta pelos direitos animais, criticou em sua página os veganos que “celebraram” o suicídio do chef e autor Anthony Bourdain.

Bourdain era conhecido por fazer críticas a vegetarianos e veganos. Em uma entrevista concedida à Folha de S. Paulo em 2000, ele declarou que o vegetariano é uma pessoa que pede a um pintor para que faça um quadro usando apenas duas cores. “Ignorar todas as carnes, ou, pior, leite e derivados, como fazem os radicais, é inaceitável.”

No ano seguinte, ele publicou o livro “Kitchen Confidential”, em que compara vegetarianos e veganos com membros do Hezbollah, os chamando de inimigos de tudo de bom e decente no espírito humano. “Uma afronta a tudo que defendo, o puro prazer da comida”, escreveu. Bourdain também era conhecido por suas fotos provocativas em que aparece debochando de animais mortos. Paradoxalmente, o chef também dizia que ele não tinha de concordar com uma pessoa para gostar dela ou respeitá-la.

Por outro lado, os defensores de Anhony Bourdain dizem que ele se tornou mais flexível nos últimos anos, levando em conta que suas declarações mais polêmicas são da década passada. Em entrevista concedida ao Eater e publicada em 18 de abril deste ano, Bourdain afirmou que reconhece a importância das alternativas aos alimentos de origem animal, considerando principalmente a quantidade de pessoas passando fome no mundo.

Diante da grande repercussão após a morte de Bourdain, Gary Francione decidiu se manifestar a respeito, dizendo que viu um número de postagens absolutamente vis de pessoas que afirmam serem veganas celebrando a morte por suicídio de Anthony Bourdain. “Bourdain não era diferente de qualquer outro não vegano. Aqueles veganos que celebraram o suicídio de Bourdain, mas não festejaram o suicídio de seus parentes e amigos não veganos, são apenas hipócritas misantrópicos.” Ele enfatizou que nenhum vegano abolicionista deve celebrar a morte de ninguém – incluindo a morte de alguém que acabou com a própria vida por causa da depressão.

 





 

Written by David Arioch

June 12th, 2018 at 3:08 pm

Ativistas veganos podem ser condenados à prisão por resgatarem animais da morte

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“Porcos bebês estão sofrendo mutilação, fome e abuso em Smithfield”

Ativistas podem ser condenados a anos de prisão por resgatarem leitões (Foto: DxE)

Esta semana, alguns ativistas da rede global de direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) terão de comparecer ao tribunal após serem acusados no mês passado de invadirem uma fazenda industrial em Mildford, no condado de Beaver, em Utah. Na ocasião, eles resgataram dois leitões da morte. No entanto, o gabinete do procurador-geral de Utah fez outra leitura do episódio.

A procuradoria acusou Wayne Hsiung, Paul Picklesimer, Samer Masterson, Andrew Sharo e Jonathan Frohnmayer de arrombamento e roubo de animais – qualificados como crimes de segundo grau. Com exceção de Masterson, os outros ativistas também foram acusados de tumulto, delito tipificado como classe A.

Eles irão ao tribunal duas vezes esta semana. Na quarta-feira, além dos cinco acusados, Diane Gandee Sorbi, de 63 anos, também deve comparecer à Corte de Sanpete County, onde enfrenta duas acusações por ter roubado um filhote de peru, na tentativa de livrá-lo da morte. Segundo os ativistas, que podem ser condenados a anos de prisão, os animais estavam vivendo em situação degradante.

“Porcos bebês estão sofrendo mutilação, fome e abuso em Smithfield, e a empresa não quer que o público saiba disso”, declarou Wayne Hsiung. Em sua defesa, a Smithfield Food’s Circle Four Farms negou todas as acusações feitas pelo grupo.





 

Po-Zu lança tênis vegano inspirado em Kylo Ren do universo Star Wars

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Em agosto, a empresa de design ético Po-Zu vai começar a enviar para o mundo todo o tênis vegano Kylo Ren (Ben Solo), inspirado no personagem homônimo do filme Star Wars. Unissex, o calçado fabricado no Sri Lanka traz uma ilustração do capacete de Ren.

Segundo a Po-Zu, sediada em Londres, o tênis conta com algodão orgânico fabricado por pequenos produtores, assim como a sola e a biqueira de borracha – que tem certificado da Fair Rubber Association, concedido apenas a empresas que atuam eticamente nas relações de produção. A parte interna é almofadada com espuma viscoelástica em látex e casca de coco, permitindo a instalação de órteses. O tênis está em pré-venda no site da Po-Zu.

Em 2012, o CEO Sven Segal recebeu o prêmio de Empresário do Ano, concedido pela People and Environment Achievements Awards (PEA), considerado o maior prêmio verde do Reino Unido.





 

Written by David Arioch

June 11th, 2018 at 6:55 pm

Documentário apresenta os equívocos de quem usa as escrituras religiosas para defender o consumo de carne

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“Nossa crença judaica é de que realmente Deus nunca fez com que comêssemos animais”

ANIMA tem o objetivo de mudar a percepção que as pessoas têm em relação aos animais (Foto: Reprodução)

Na semana passada, o Guibord Center lançou um documentário de curta-metragem intitulado “ANIMA: Animals. Faith. Compassion”, disponível no Vimeo, que apresenta os equívocos nas afirmações de quem usa as escrituras religiosas para defender o consumo de carne. O filme conta com depoimentos de autoridades religiosas e propõe uma discussão sobre como objetificamos os animais e os reduzimos a produtos.

As perspectivas apresentadas partem de membros de 12 religiões e credos, incluindo o cristianismo, budismo, islamismo, zoroastrismo, hinduísmo, judaísmo e jainismo. No filme, a reverenda Gwynne Guibord fala que no livro de Gênesis está escrito que Deus deu ao homem o domínio sobre os animais. Porém, aponta que isso é um erro de tradução. “Deveria se ler: ‘E Deus deu ao homem responsabilidade ou intendência. Isso muda toda a noção [da frase]”, defende.

A rabina Suzanna Singer afirma que não temos qualquer necessidade de consumir qualquer alimento de origem animal. “Nossa crença judaica é de que realmente Deus nunca fez com que comêssemos animais. No Jardim do Éden, Deus nos mostra o fruto das árvores, a relva nos campos e diz: ‘Você pode comer algo assim.’ Mas Deus nunca mencionou os animais”, enfatiza.

Lo Sprague, vice-presidente do Guibord Center e uma das idealizadoras do filme, afirma que nunca houve um momento tão importante para desafiar os mal-entendidos que no passado foram usados para justificar a exploração de animais – ponderando que a compaixão é defendida por todas as religiões.

Considerando que milhões de pessoas no mundo todo tratam os animais baseando-se em suas crenças e percepções sobre outras espécies, o objetivo do filme é mudar a maneira como as pessoas interagem com os animais, reconhecendo que eles também são seres vivos sencientes e conscientes.

https://vimeo.com/272785177