David Arioch – Jornalismo Cultural

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Archive for the ‘Vegetarianismo/Veganismo’ Category

Um dos restaurantes mais requintados de Londres está em transição para o veganismo

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Alex Gauthier, que hoje é um defensor do veganismo, garante que em até dois anos o cardápio do Gauthier Soho será totalmente vegano (Foto: Reprodução)

O chef Alex Gauthier, proprietário de um dos restaurantes mais requintados de Londres, o Gauthier Soho, de alta gastronomia francesa, há cinco anos servia mais de 20 quilos de foie gras por semana.

Porém, em 2015, ativistas dos direitos animais começaram a protestar contra o seu restaurante, que financiava a cruel realidade vivida pelos gansos, que são forçados a se alimentarem até seus fígados dilatarem.

Então Alex Gauthier refletiu pela primeira vez sobre o sofrimento dos animais e perguntou se aquilo realmente estava certo e se era o que ele queria continuar fazendo. Sem cogitar outra possibilidade, decidiu começar a abolir os alimentos de origem animal do menu do restaurante. Hoje, além de não oferecer mais o foie gras, 75% do cardápio do Gauthier Soho é livre de ingredientes de origem animal.

No restaurante há também um cardápio diferenciado e especial para veganos, que tem inclusive se popularizado em Londres. Alex Gauthier, que já não come mais nada de origem animal e hoje é um defensor do veganismo, garante que em até dois anos o cardápio do Gauthier Soho será totalmente vegano.

 

 





Written by David Arioch

June 18th, 2018 at 7:22 pm

Pecuaristas estão trocando o leite pela cerveja nos Estados Unidos

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“Descobrimos a nossa paixão pela cerveja artesanal”

Situada em Massachussetts, a fazenda Carter & Stevens, que era totalmente dedicada à produção de laticínios agora está operando também como cervejaria (Foto: Reprodução)

O casal de pecuaristas Molly Stevens e Sean DuBois está trocando o leite pela cerveja nos Estados Unidos. Situada em Massachussetts, a fazenda Carter & Stevens, que era totalmente dedicada à criação de vacas e produção de laticínios, agora está operando também como cervejaria porque seus proprietários estão enfrentando a maior baixa histórica desde que a fazenda foi fundada, segundo informações do New York Times.

“Descobrimos a nossa paixão pela cerveja artesanal”, explica DuBois. Embora eles não tenham feito uma transição completa, o que significa que continuam operando parcialmente como uma fazenda de produção de laticínios, tudo indica que em breve as vacas leiteiras já não serão mais ordenhadas na propriedade, seja mecanicamente ou manualmente. E por um motivo bem simples, o casal vende cada litro de cerveja por sete dólares contra os 0,16 centavos por litro de leite.

Molly Stevens e Sean DuBois não têm dúvidas de que o mercado de leites vegetais deve ocupar cada vez mais espaço. Por isso, decidiram investir na cervejaria. Outras fazendas consideradas tradicionais no ramo de laticínios já fizeram uma transição completa. Dos exemplos mais emblemáticos está a Elmhurst Dairy que depois de 80 anos se transformou na marca vegana Elmhurst Milked, de leites vegetais.





Avenida Paulista vai ser cenário do Encontro Vegano Junino no domingo

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O evento vai ser realizado das 12h às 20h nos Salões Gran Real e Nobre do Clube Homs

Encontro Vegano vai oferecer uma grande diversidade de opções alimentícias (Fotos: Divulgação)

No próximo domingo, 24, vai ser realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, das 12h às 20h, o Encontro Vegano Junino JMA J’adore mes amis. Realizado nos Salões Gran Real e Nobre do Clube Homs, o evento oferece em 1500 metros quadrados uma grande diversidade de alimentos tipicamente juninos – como bolo de milho, canjica, buraco quente, pamonha, feijão tropeiro, além de muitas outras opções de lanches, refeições, bebidas e sobremesas. Quem chegar às 10h, pode participar das atividades de yoga e meditação.

Além das opções alimentícias, o Encontro Vegano Junino vai contar com expositores comercializando vestuários, calçados, cosméticos, artesanatos e acessórios – tudo isento de exploração animal. Outro atrativo é que a Econudo estará no local com suas peças em inox reutilizáveis, acompanhando a tendência da abolição dos canudos de plástico.

Este ano o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (UN Environment) elegeu como tema principal o combate à poluição plástica, e cada vez mais a população mundial está se conscientizando sobre a quantidade desnecessária de lixo produzido pela humanidade, gerando impacto negativo no planeta e na vida dos animais – que acabam ingerindo acidentalmente esses produtos que não são biodegradáveis. Como os canudos comuns não são reciclados, o Encontro Vegano JMA o baniu das últimas edições.

Em 2018, o Encontro Vegano JMA completa quatro anos. Aberto gratuitamente ao público, já recebeu cerca de 80 mil visitantes e contou com mais de 500 empreendedores, tornando-se referência no veganismo em acessibilidade. Nos encontros, o público tem uma prova de que é possível um estilo de vida baseado na ética e respeito aos animais, aos humanos e ao planeta.

Acompanhando o crescimento do veganismo no Brasil e no mundo, o evento reúne na curadoria expositores qualificados em bens e serviços veganos, ou seja, baseados em ingredientes e matéria-prima sem origem animal e também não testados em animais. O espaço sempre conta com abertura antecipada para a atividade de yoga e meditação, e presença de ONGs e protetores de animais independentes que recebem doações de ração, medicamentos, fraldas, jornais, tapetes higiênicos, cobertores e outros itens para ajudá-los nos resgates.

Serviço

Encontro Vegano JMA

Entrada gratuita

Av. Paulista, 735 –  Salões Gran Real e Nobre do Clube Homs –  São Paulo

Próximo ao metrô Brigadeiro

12h às 20h – Yoga e meditação às 10h

Acessibilidade com elevador

A maioria dos expositores aceita cartão





Written by David Arioch

June 18th, 2018 at 2:41 pm

Veganismo não é sobre perfeição ou pureza

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Documentário “Comer Animais” é lançado hoje nos Estados Unidos

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“De onde vêm os nossos ovos, laticínios e carnes?” 

Documentário discute principalmente a realidade da criação de animais em regime industrial (Arte: Divulgação)

O terceiro livro de Jonathan Safran Foer, “Eating Animals”, de 2009, que foi lançado no Brasil com o título “Comer Animais”, foi transformado em um documentário e lançado hoje nos Estados Unidos. Com direção e roteiro de Christopher Dillon Quinn e narração da atriz Natalie Portman, o filme é definido pela equipe de produção como “a história do início do fim da produção industrial”, e começa com a seguinte pergunta: “De onde vêm os nossos ovos, laticínios e carnes?

O filme traz argumentos contra a pecuária industrial e mostra imagens em que os animais são criados em pequenas, médias e grandes propriedades. Embora seja aberto a diferentes pontos de vista, o documentário é apontado como complacente com pequenos criadores de animais, já que a crítica se volta mais para a realidade da criação de animais em regime industrial, o que pode soar um tanto quanto problemático se você defende o veganismo abolicionista, não o reducionismo ou utilitarismo.

Porém, “Comer Animais” também deixa claro que apenas 1% dos animais criados para consumo na atualidade, pelo menos nos Estados Unidos, representam uma realidade diferente, “violenta, mas não tanto quanto a industrial”. Porém, denuncia que os outros 99% estão inseridos em uma realidade de confinamento que pode ser descrita como o holocausto animal.

O jornalista Ben Kenigsberg, do New York Times, assistiu ao documentário antes do lançamento e relatou que passou as últimas 36 horas pós-filme com dificuldade para consumir carne. Porém, como “Comer Animais” não aborda os animais que vivem no oceano, ele conseguiu comer um pouco de salmão defumado.

Na perspectiva de Kenigsberg, o filme convence reunindo uma mixórdia de filosofia, principalmente epistemologia, e economia. “As fazendas industriais podem permitir que mais pessoas sejam alimentadas, mas seus efeitos ambientais invalidam a sua eficiência. O filme nem sequer defende o vegetarianismo, mas parece impossível sair disso sem querer saber mais de onde vem a sua carne”, avalia o jornalista.

Outros espectadores compararam o filme, inspirado no livro homônimo de Jonathan Safran Foer, com documentários como “Food Inc.” de Robert Kenner, e livros como “O Dilema do Onívoro”, de Michael Pollan. Alguns veganos que assistiram ao filme o classificaram como uma oportunidade perdida de abordar o assunto de forma mais abrangente, inclusive discutindo o veganismo na atualidade e suas possíveis contribuições futuras. Como disse Safran Foer, a interpretação é livre. Então assista e tire suas próprias conclusões.

 





 

Maior companhia aérea da Austrália está promovendo o vegetarianismo

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Uma das opções oferecidas nos voos da Qantas (Foto: Divulgação)

A Qantas, maior companhia aérea da Austrália e terceira mais antiga do mundo, continua promovendo o vegetarianismo. No ano passado, a empresa começou a oferecer inúmeras opções vegetarianas para os seus passageiros – como falafel, salada de quinoa, salada de lentilhas, macarrão com vegetais, azeitonas marinadas e petiscos à base de castanha-de-caju e gergelim.

Dessa vez a novidade é que a Qantas está promovendo o cardápio da cafeteria vegana Matcha Mylkbar, de Melbourne, que oferece versões veganas de “Ovos com Torradas” – com a “gema” feita à base de proteína de linhaça e batata-doce, e a porção branca baseada em ágar-ágar com uma infusão de leite de coco. Há também “O Grande Café da Manhã”, que oferece um bacon vegano feito de cogumelos desidratados, além de outras opções.





 

Written by David Arioch

June 15th, 2018 at 5:32 pm

Ativista vegana é eleita para assumir vaga na Assembleia Legislativa de Karnataka

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Na Índia, Sowmya é uma conhecida ativista dos direitos animais e defensora do veganismo (Foto: Reprodução)

Na quarta-feira, a ativista vegana Sowmya Reddy, de 35 anos, foi eleita para compor a Assembleia Legislativa de Karnataka, no sul da Índia, conhecida como uma assembleia conservadora que sempre foi composta basicamente por homens – inclusive ela foi a única mulher eleita para ocupar uma vaga na AL.

Na Índia, Sowmya é uma conhecida ativista dos direitos animais e defensora do veganismo que ao longo de três anos fez parte do Conselho Nacional de Bem-Estar Animal. Em 2015, ela e o marido Abhishek Raje Wiki oficializaram a relação com um casamento vegano:

“Temos que voltar ao básico. Carregar sacos de pano e garrafas de aço em nossos carros ou bolsas. É assim que as gerações anteriores viviam. Embora seja necessário algum esforço, é uma escolha que acho que todos precisamos fazer para cumprir nossa responsabilidade cívica.”

 





 

Written by David Arioch

June 15th, 2018 at 4:48 pm

Moby está vendendo sua coleção de vinis para ajudar comitê de médicos veganos

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Moby anunciou recentemente que vai priorizar mais a luta pelos direitos animais (Foto: Reprodução)

O músico vegano Moby, que recentemente anunciou que não fará mais turnês para priorizar questões que ele considera mais urgentes, como os direitos animais, está vendendo a sua coleção de vinis raros para ajudar o Comitê Médico Pela Medicina Responsável dos Estados Unidos, composto por médicos veganos. Muitos dos discos que estão à venda no mercado online Reverb LP Shop foram usados por Moby durante sua carreira de décadas como DJ, e trazem inclusive algumas notas manuscritas.

“Você vai amá-los. E o dinheiro vai para o Comitê Médico pela Medicina Responsável. Então todos ganham. Bem, exceto eu, porque agora não tenho mais nenhum vinil”, declarou no vídeo de divulgação. Em abril, Moby vendeu 100 de seus instrumentos musicais e equipamentos de DJ no Reverb, também para ajudar o comitê.

Além de defender o consumo de alimentos de origem vegetal em substituição aos alimentos de origem animal como uma medida preventiva contra doenças, o grupo vai além da dieta, voltando-se para os direitos animais.

Nos últimos anos, o comitê tem lutado por medidas legislativas contra a realização de testes em animais nas escolas de medicina. O grupo também é conhecido por incentivar a reformulação das refeições escolares nos Estados Unidos – oferecendo opções veganas e excluindo alimentos de origem animal como carnes processadas.

 





 

Quando minha avó nasceu, já se consumia leite de coco…

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Quando minha avó nasceu, já se consumia leite de coco, manteiga de coco, e não conheço nenhuma história de animosidade entre a indústria de laticínios e de leite de coco que tenha surgido sequer nos anos 1990. O que assusta a indústria leiteira são as quedas nas vendas e o crescente interesse por LEITES vegetais. Isso sim explica o incômodo com o uso do termo “leite” para se referir a produtos vegetais.

 





 

Written by David Arioch

June 14th, 2018 at 11:15 pm

Por que é mais ético não se alimentar de animais

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