David Arioch – Jornalismo Cultural

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Eco Experts elege a Suíça como o melhor país para vegetarianos na Europa

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A Suíça conta com mais de 165 restaurantes vegetarianos a cada cem mil pessoas (Foto: The Nomadic Vegan)

De acordo com uma pesquisa realizada pela organização Eco Experts, a Suíça é o melhor país para vegetarianos na Europa. O estudo analisou 26 países europeus e comparou o número de restaurantes vegetarianos disponíveis, consumo anual de carne e preço do quilo da carne. Considerando esses fatores, a Suíça ficou em primeiro lugar, seguida pelo Reino Unido. No entanto, Portugal ficou em último lugar na lista.

“A Suíça e os países nórdicos (excerto a Dinamarca), merecem uma visita se você é vegetariano – ou simplesmente quer seguir uma dieta sem carne”, informou a Eco Experts em seu relatório. A Suíça conta com mais de 165 restaurantes vegetarianos a cada cem mil pessoas – a maior densidade desse tipo de restaurante nos 26 países avaliados. O país também tem o menor consumo anual de carne, e a carne mais cara da Europa.

O Reino Unido abriga a segunda maior concentração de restaurantes vegetarianos na Europa – 80 para cada cem mil pessoas. Mesmo em Portugal, que foi apontada como o país com menores índices favoráveis aos vegetarianos, o veganismo e o vegetarianismo também segue em expansão, com um aumento superior a 400% na última década, segundo a Eco Experts.

Referência

Live Kindly





Written by David Arioch

May 22nd, 2018 at 7:01 pm

Ativistas veganos podem enfrentar 60 anos de prisão por livrarem dois leitões da morte nos Estados Unidos

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Segundo os ativistas do grupo Direct Action Everywhere (DxE), os animais, com idade de três semanas, estavam vivendo em situação degradante (Foto: DxE)

Ontem, o gabinete do procurador-geral de Utah, nos Estados Unidos, apresentou acusações contra cinco ativistas veganos que invadiram uma fazenda industrial em Mildford para resgatarem dois leitões da morte. Segundo os ativistas do grupo Direct Action Everywhere (DxE), os animais, com idade de três semanas, estavam vivendo em situação degradante.

“Porcos bebês estão sofrendo mutilação, fome e abuso em Smithfield, e a empresa não quer que o público saiba disso”, declarou o co-fundador do DxE, Wayne Hsiung, um dos cinco acusados de invadir a Smithfield Food’s Circle Four Farms em Mildford, no condado de Beaver, em Utah. Em sua defesa, a Smithfield negou todas as acusações feitas pelo DxE.

O que ajudou a identificar os suspeitos de participarem da ação foi um vídeo de 11 minutos gravado pelos próprios ativistas, registrando a ação de resgate. O material foi obtido pelo FBI. Com base nas acusações, os cinco ativistas podem ser condenados a 60 anos de prisão.

Referência

Plant Based News

 

 





Atriz do grupo Monty Python apoia campanha contra o uso de cães em testes químicos no Reino Unido

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“Estou muito feliz em falar por aqueles que não podem falar por si mesmos. Peço a todos que assinem a petição da Cruelty Free International para acabar com essas experiências vis e desnecessárias” (Acervo: Sussex Life)

A atriz e comediante Carol Cleveland, que participou durante anos do grupo Monty Python, declarou publicamente na semana passada o seu apoio a uma campanha pedindo ao governo para banir a realização de experimentação animal com cães. Liderada pela Cruelty Free International, a campanha revela que anualmente milhares de cães são usados em testes químicos no Reino Unido:

“Estou muito feliz em falar por aqueles que não podem falar por si mesmos. Peço a todos que assinem a petição da Cruelty Free International para acabar com essas experiências vis e desnecessárias”, declarou Carol.

Como parte de uma propaganda de mobilização pública, foi colocado um outdoor na estação de trem de Hastings, em East Sussex, convidando a população a participar dessa campanha contra a exploração de cães. Uma petição, que só pode ser assinada por cidadãos britânicos, também foi lançada e, segundo informações da Cruelty Free, se eles alcançarem 100 mil assinaturas, há a garantia de um debate sobre o assunto no Parlamento britânico.

A chefe-executiva da Cruelty Free International, Michelle Thew afirmou que uma nação que se considera amante dos animais deve acabar com os experimentos com cães: “Testes em cães são antiéticos e antiquados, e há muitas alternativas confiáveis e eficazes que podem ser usadas. Nós pedimos a nossa sede para revisar e colocar em prática um roteiro para acabar com o sofrimento de nossos amigos caninos nos laboratórios do Reino Unido.”

 

 

 

 





Pesquisadores descobrem que o agrião pode ajudar a prevenir deficiência de vitamina B12

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Agrião ajuda a prevenir deficiência de B12 desde que cultivado em solo enriquecido (Foto: Reprodução)

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Kent, na Inglaterra, descobriu recentemente que o agrião pode ser usado na prevenção da deficiência de cobalamina (vitamina b12).

Os resultados publicados na revista científica Cell Chemical Biology, revelam que a vitamina – comumente tomada na forma de suplementos, no caso dos veganos, está disponível nas folhas do agrião, desde que a planta seja cultivada em um solo enriquecido.

De acordo com os pesquisadores, essa descoberta pode ser uma grande aliada para enfrentar o desafio global de fornecer uma dieta vegetariana completa e nutritiva à medida que as pessoas passem a consumir cada vez menos carne com a expansão populacional.

Referência

Fleming, Sandy. University of Kent. University scientists make vitamin B12 breakthrough. 

 

 





Written by David Arioch

May 21st, 2018 at 3:21 pm

Prefeito adota dieta vegetariana para encorajar a população a se abster do consumo de animais

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Andrew Beerman é prefeito de Park City, em Utah (Foto: Divulgação)

Há alguns dias, o prefeito de Park City, em Utah, nos Estados Unidos, Andrew “Andy” Beerman, anunciou que vai adotar uma dieta vegetariana estrita por dez dias. E que se a experiência for positiva, pretende não voltar atrás. O convite foi feito por ativistas dos direitos animais, como uma forma de encorajar a população a se abster do consumo de alimentos de origem animal.

“Eu convido qualquer curioso a se juntar a mim nessa tentativa”, publicou o prefeito em seu perfil no Facebook. Beerman está recebendo o apoio da esposa, que também aceitou o desafio. Park City, a maior cidade-resort de Utah, que tem pouco mais de oito mil habitantes, conta com um espaço de recreação e esportes onde também é promovida a filosofia de vida vegana, e com o apoio do poder público.

Referência

Veg News

 





Written by David Arioch

May 21st, 2018 at 2:12 pm

Nascem, crescem numa velocidade assustadora e morrem para tornarem-se comida

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Um caminhão tombado, frangos na estrada

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Morrer ou viver? Ou morrer ou morrer? Distante do matadouro, não da violência humana (Foto: Reprodução)

Um caminhão tombado, frangos na estrada. Ninguém via vida, apenas comida. “Ninguém morreu?” “Não, só bicho.” As aves saltaram sobre as caixas de plástico tentando atravessar a rodovia. Morrer ou viver? Ou morrer ou morrer? Distante do matadouro, não da violência humana. Coração? Mais de 300 batidas por minuto. Pedaços de carne em movimento – uma prospectiva prosaica.

Penas voando, pessoas comemorando. “Esse é meu! Esse é meu!” Um olhar invertido num mundo distorcido. Pés amarrados com fios, mais penas no chão. Cinco frangos no mesmo porta-malas, se contorcendo. Risadas. Nenhuma luz, apenas escuridão e o som dos pneus em atrito com o chão. A chegada é celebrada – degolada.

 





Casal de criadores de gado transforma fazenda em um santuário de animais no Texas

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As mães chorando por uma semana, e a ausência de suas almas no pasto, me assombravam”

“Chorei tantas vezes que ele [Tommy] tentou esconder o fato de estar fazendo isso, mas eu sempre soube por causa do lamento das vacas quando perdem seus bebês e não conseguem encontrá-los” (Foto: Rowdy Girl Sanctuary)

Em 2009, Renée King-Sonnen se mudou para uma propriedade rural em Angleton, no Texas, com o marido Tommy Sonnen, da quarta geração de uma família de criadores de gado. Fascinada pelos animais, Renée começou a passar muito tempo com eles, desenvolvendo empatia e analisando suas personalidades e individualidades. Logo ela percebeu que rapidamente as vacas criam laços profundos com os bezerros – o que a fez associar com a relação de uma mãe com o seu filho humano.

Por outro lado, para além desse cenário de amor animal que inspira reflexão, Renée conheceu outra faceta da realidade ao testemunhar como os bezerros eram separados das vacas, enviados para leilões e encaminhados para os matadouros. A certeza de que nesse meio o laço familiar é rompido precocemente, e as vidas dos animais são tão curtas em decorrência da exploração, a chocou.

“A experiência de vê-los partir, as mães chorando por uma semana, e a ausência de suas almas no pasto, me assombravam. Chorei tantas vezes que ele [Tommy] tentou esconder o fato de estar fazendo isso, mas eu sempre soube por causa do lamento das vacas quando perdem seus bebês e não conseguem encontrá-los”, enfatizou.

Deprimida, em outubro de 2014, Renée falou para o marido que não queria mais contribuir com a morte de animais vulneráveis, que a cada dia a ensinavam uma nova lição. O amor dos animais pela liberdade, por exemplo, ela descobriu na figura de Houdini, um bezerro que sempre que tinha alguma oportunidade tentava fugir da propriedade. Renée King então passou a considerar insuficiente poupar apenas alguns animais da morte.

Buscando uma mudança mais substancial, ela conheceu o veganismo e decidiu correr atrás de um sonho – transformar a fazenda em um santuário de animais. Renée fez contato com pessoas do movimento vegano que foram determinantes nesse processo de transformação de uma fazenda de gado em um santuário. O marido concordou, e não apenas os bovinos foram poupados, mas também os porcos, frangos, galinhas e outros animais que viviam no local.

Hoje o casal vegano que administra o Rowdy Girl Sanctuary, no mesmo local de onde os bovinos partiam rumo à morte, recebe visitas e abriga um número cada vez mais crescente de animais livrados da morte precoce nos matadouros. Segundo René King-Sonnen, um sonho, de fato, concretizado.

Referências

Capps, Ashley. Former Meat and Dairy Farmers Who Became Vegan Activists (4 de novembro de 2014).

Rowdy Girl Sanctury. Renee King-Sonnen – Founder (7 de abril de 2016)

                                                                      





Jess Strathdee, a mulher que se tornou vegana depois de trabalhar em uma fazenda de produção de leite

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“Vi mães que deram à luz na neve ou durante tempestades e foram privadas de seus bebês”

“Depois de romper essa barreira de condicionamento social do consumo de carne, você acorda em um mundo de horror” (Acervo: Now To Love)

No início de 2013, quando Jess Strathdee e seu parceiro Andrew decidiram trabalhar em uma fazenda de gado leiteiro em Canterbury, na Nova Zelândia, eles acharam que tinham encontrado o estilo de vida rural perfeito. Juntos por mais de uma década, o casal aceitou recomeçar uma vida baseada em longas horas de trabalho fisicamente exaustivo; isto porque era uma oportunidade de passarem mais tempo juntos, sentindo o ar fresco do campo, sem o deslocamento diário.

Porém, depois de conviver com vacas e bezerros por quase quatro anos Jess, que, tinha uma típica dieta onívora – rica em carnes e laticínios, deu uma guinada em sua vida – tornando-se vegana e ativista dos direitos animais. “Depois de romper essa barreira de condicionamento social do consumo de carne, você acorda em um mundo de horror”, relatou a Carmen Lichi, do “Now To Love”, da Nova Zelândia.

Segundo Jess Strathdee, que nunca tinha sido uma amante dos animais, e só havia convivido diariamente com um cão em sua infância, quando você se torna vegano, você percebe que esteve cego diante do holocausto que acontece ao seu redor. A princípio, quando começou a trabalhar na fazenda que contava com um rebanho de 600 vacas, ela teve um sentimento de “orgulho e solidariedade em relação às vacas” – e exatamente por causa da perspectiva romântica que as pessoas têm a respeito da produção leiteira.

Contudo, a realidade descortinou essa ilusão assim que ela testemunhou a primeira temporada de nascimento de bezerros. “A sensação de horror foi imediata. Vi mães que deram à luz na neve ou durante tempestades e foram imediatamente privadas de seus bebês – elas nem sequer conseguiram limpá-los primeiro. Os menores bezerros eram alimentados por sonda duas vezes ao dia durante quatro dias; um litro de colostro derramado de uma só vez”, afirmou ao “Now To Love”.

Jess sabia que as vacas precisam gerar vidas para produzirem leite, mas não tinha ideia de que os bezerros poderiam ser afastados das mães tão rapidamente: “Naquela primeira manhã, eu sabia que nunca mais tomaria leite e chorei todos os dias por duas semanas.”

Porém, Jess ficou grávida, e ela e o marido decidiram continuar na fazenda. Em julho de 2016, em sua quarta temporada de nascimento de bezerros, Jess sofreu com uma grave depressão: “Nunca me senti suicida antes, mas quase perdi a cabeça. Ser mãe intensificou tudo o que eu sentia pelas vacas e seus bebês. Acordei e percebi exatamente o que eu estava fazendo para pagar as minhas contas”, declarou.

O local onde os bezerros nasciam não era distante da janela de Jess, e ela podia ouvir as dores das vacas a noite toda. Elas observavam seus filhos afetuosamente e os limpavam, até que Andrew chegava com um trator e uma gaiola para levar os bebês para os currais.

Jess, que não era afeiçoada às redes sociais, um dia entrou no Facebook e encontrou muitos veganos e grupos dos direitos animais; o que a motivou. Conversando com um ativista vegano chamado Carl Scott, de Dunedin, que já foi funcionário de um matadouro, ela percebeu que definitivamente precisava mudar de vida.

Jess Strathdee garantiu que seria capaz de deixar o marido se ele não concordasse em partir. “Eu tive que sair. Eu certamente estava perdendo a cabeça”, justificou. Para a sua surpresa, Andrew disse que também estava infeliz na fazenda e não suportaria outra temporada de nascimentos de bezerros. Atualmente, o casal reside em uma pequena cidade costeira de Canterbury, onde criam o filho Mac como vegano: “As coisas não são fáceis, porque vivemos com pouco, mas estamos felizes.”

Referência

Lichi, Carmen.  Former dairy farmer tells how the job turned her vegan (16 de agosto de 2017).

 

 

 





Written by David Arioch

May 17th, 2018 at 7:01 pm

Jogo com temática vegana é lançado para Nintendo Switch

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“Kitten Squad” também pode ser jogado gratuitamente no Steam 

Game pode ser jogado por até quatro jogadores (Arte: Divulgação)

Este mês foi lançado para Nintendo Switch o jogo “Kitten Squad”, que apresenta gatinhos guerreiros lutando contra robôs para libertar animais explorados das mais diferentes formas. No game, os jogadores devem libertar vacas da indústria de laticínios, ovelhas que serão usadas na indústria de lã, orcas de uma instalação semelhante ao SeaWorld e elefantes explorados em circos. No jogo, disponibilizado gratuitamente no Steam para Windows, macOS, iOS e Android, os participantes usam armas de cenoura e bolas de fio. Kitten Squad pode ser jogado por até quatro jogadores.

 





Written by David Arioch

May 17th, 2018 at 3:07 pm