David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

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“Você não é o Tora-Tora?”

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Hoje de manhã, enquanto eu estava aguardando a minha vez no banco, um cara se aproximou.

— E aí, rapaz — ele disse.

— E aí — respondi.

— Tudo bem?

— Sim e você?

— Também. Então, por que você não apareceu na Fazenda Santa Efigênia no sábado?

— Acho que está me confundindo, camarada.

— Você não é o Tora-Tora?

— Como?

— Tora-Tora!

— Não, cara. De modo algum. Foi um engano.

— Ah, me desculpe. É que vocês são parecidos. Na realidade, a barba. Não sei falar o nome dele, nome estranho, então demos esse apelido. Veio pra cá pra trabalhar como lenhador.

— Entendo.

— Então me desculpe.

— Sem problema.

— Mas, olhe, você tem cara de quem sabe cortar lenha. Se um dia quiser experimentar.

— Hum…é lenha de reflorestamento? Se não for, minha religião não permite.

— Qual é a sua religião?

— Sou vegano.

— Já ouvi falar disso. É tipo uma seita, né?

— Sim…

O cara riu; eu também. Nos despedimos.





 

Written by David Arioch

June 5th, 2018 at 12:41 am

Alguém diz: “O veganismo ensina as pessoas a respeitarem os animais, mas não as pessoas”

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“O veganismo não ensina nada disso, mas tentarei entender o seu posicionamento”

Sim, o veganismo é uma filosofia de vida que se volta em primeiro lugar para o direito dos animais à vida (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Alguém diz:

— O veganismo ensina as pessoas a respeitarem os animais, mas não as pessoas.

— Me desculpe, meu camarada, mas há um equívoco substancial na sua afirmação. O veganismo não ensina nada disso, mas tentarei entender o seu posicionamento. Creio que você queira dizer que veganos priorizam os animais não humanos. Sim, no contexto do veganismo, naturalmente, porque o veganismo é uma filosofia de vida que se volta em primeiro lugar para o direito dos animais à vida, pelo direito de não sofrer em decorrência da má intervenção humana, mas isso não significa que veganos desrespeitem seres humanos ou não se importem com seres humanos. Porém, vamos considerar um cenário de veganos que desrespeitam pessoas. Seres humanos são seres complexos, têm suas peculiaridades e vicissitudes.

Logo se você busca perfeição entre veganos, devo dizer que está buscando isso no lugar errado. Simplesmente porque perfeição não existe em nenhum contexto. E desrespeitar pessoas é algo que deve ser analisado sob um prisma mais abrangente. Quero dizer, a não ser que você veja alguém exercendo um desrespeito contínuo ou inerente, isso pode ser apenas uma manifestação equivocada e circunstancial. Bom, um sujeito de quem você não goste, ou que você qualifique como “imbecil”, pode sim ser vegano. Afinal, ser vegano não isenta ninguém de ter falhas. Eu mesmo tenho muitas, e é exatamente por isso que não condeno quem defende os animais, mas carregue falhas em seu histórico.

Eu particularmente não conheço nenhum caso de veganos que tenham feito conscienciosamente mal às pessoas. Sim, os seres humanos podem se exaltar em seus discursos, praguejar a humanidade, criticar o descaso humano em relação aos animais não humanos; até mesmo xingar. Claro, há pessoas que se excedem, mas percebo que isso normalmente acontece quando nos deixamos guiar pela emoção e pela situação, então não racionalizamos nosso discurso e agimos impulsivamente. Mas isso não significa que uma pessoa seja ruim ou odeie, de fato, a humanidade. Afinal, não vivemos no pleno ostracismo. Nos comunicamos com alguém em algum momento, não? Ademais, o veganismo é feito por pessoas, logo há essencialmente um senso coletivista.

E desrespeito muitas vezes é um retrato do momento, um retrato até mesmo difuso. Além disso, todos podemos mudar (ou não), crescer, amadurecer, evoluir, o que quer que seja. Logo quem sou eu para dizer quem deve ou merece ser vegano ou não? Outro ponto. Sua afirmação também carrega uma falha histórica. O vegetarianismo ético, os direitos animais e o veganismo foram idealizados por humanitários. Sim, isso mesmo, por pessoas que antes se preocupavam com seres humanos e entenderam que era importante estender isso aos seres não humanos.

Então realmente não acho muito apropriado dizer que o veganismo ensina as pessoas a não respeitarem pessoas. A história está repleta de personagens protovegetarianos, vegetarianos, protoveganos e veganos que defenderam e defendem os animais humanos e não humanos – o que não significa que defender pessoas seja, de fato, uma premissa ou obrigação. Henry Salt, por exemplo, um dos nomes mais importantes da era vitoriana na defesa dos animais e pioneiro da teoria dos direitos animais, foi o fundador da Liga Humanitária Inglesa.

Não podemos ignorar também que há inúmeras bandeiras específicas em defesa dos humanos, mas só uma em defesa dos animais, e realmente isso faz uma diferença não circunstancial, mas sim substancial. Claro que em um cenário ideal seria muito bom se houvesse respeito a animais humanos, não humanos, uma harmonia verdadeiramente abrangente. Mas creio que as coisas vão evoluindo com o tempo e com as nossas predisposições.





 

A gloriosa e trágica história da vaca Heroína

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Nem sempre as vacas aceitam o seu suposto destino após uma vida de exploração como vaca leiteira

Heroína, a vaca que fugiu em busca da liberdade no sul da Polônia

Nem sempre as vacas aceitam o seu suposto destino após uma vida de exploração como vaca leiteira. Exemplos não faltam. Um dos mais recentes foi registrado no sul da Polônia, quando uma vaca, transportada em um caminhão até um matadouro, conseguiu fugir, derrubando uma cerca e nadando até uma das ilhas do Lago Nyskie, que faz parte do Rio Nysa Kłodzka. As suas companheiras não tiveram a mesma coragem.

De acordo com o site polonês Wiadowmosci, o senhor Lukasz, o pecuarista que enviou a vaca para o matadouro, lucraria o equivalente a pouco mais de R$ 5,6 mil com a sua morte: “Eu a vi debaixo d’água, mergulhando”, disse. Pensando no dinheiro, o pecuarista procurou um veterinário local para atirar na vaca com um tranquilizante e levá-la de volta. Além do animal escapar mais uma vez, o veterinário não pôde fazer nada porque estava sem munição a gás.

O pecuarista então desistiu de capturá-la e deixou comida na ilha. Dias depois, quando os bombeiros usaram um barco para atravessar o Nyskie, a vaca que ficaria conhecida como Heroína, nadou mais de 50 metros até uma península vizinha. Um político local, Pawel Kukiz, se ofereceu para salvá-la da morte. Em sua página no Facebook, ele declarou que “ela fugiu heroicamente, e que não era a primeira vez que uma vaca fugia em busca da liberdade.”

Kukiz logo encontrou um santuário para recebê-la. No dia em que a vaca seria enviada para o novo lar, um veterinário e quatro equipes de resgate navegaram até a ilha. O medo de Heroína em retornar ao matadouro era tão grande que ela desapareceu em meio à densa vegetação.

Foram necessárias algumas horas e três dardos tranquilizantes para contê-la. No entanto, o estresse vivido por Heroína ao longo de quatro semanas, e o medo do contato humano, fez com que ela falecesse após o resgate, em decorrência de um ataque cardíaco.

Talvez a história de Heroína sirva de lição para entendermos que a vontade de viver não é uma prerrogativa estritamente humana, e o quanto é traumatizante para um animal ser explorado exaustivamente e mais tarde enviado para um matadouro, onde sua vida vale o preço de sua carne.

 





 

Produtor de leite diz que ativistas veganos podem arruinar a indústria de laticínios

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Na sexta-feira, o ativista vegano australiano Joey Carbstrong publicou um vídeo em seu canal no YouTube em que um produtor de leite diz que os ativistas veganos podem arruinar a indústria de laticínios. Diante da situação, Carbstrong comentou: “Bem, é isso que estamos tentando fazer.”

O ativista acrescenta que o objetivo não é deixar quem atua no ramo sem trabalho, mas sim pôr um fim à exploração e ao abuso praticado contra os animais. O que significa que o melhor caminho seria migrar para uma atividade agrícola que não envolva a exploração e a criação de animais para consumo.

O fazendeiro afirma que toda “a comunidade foi construída sobre as costas de uma vaca”, e que os ativistas estão tentando destruir isso. Quando Carbstrong pergunta ao fazendeiro onde está a escolha da vaca assim que, depois de ser explorada exaustivamente, ela é enviada ao matadouro e reduzida a pedaços de carne, o homem responde: “Nós não vivemos em um mundo perfeito, camarada.”

 





 

O que há de tão racional em matar um animal para se alimentar de sua carne?

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Sobre os meus sonhos

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Se deixo de sonhar, deixo de viver. A minha experiência de vida tem provado que muitos dos nossos problemas surgem ou pululam quando deixamos de sonhar. Sou um sonhador por natureza, desde criança; quando chegava em casa com não mais do que quatro anos inventando aventuras que vivi no caminho de volta para casa depois da escola.

Acredito realmente que posso ser do tamanho dos meus sonhos. Mas preciso ter uma opinião tão sólida quanto os meus anseios. Já passei por experiências que podem parecer bobas, mas que servem de exemplo para ilustrar como a força de vontade é determinante. Com 21 anos, um ortopedista me disse que eu jamais poderia fazer musculação em decorrência de um diagnóstico de hérnia de disco. Aquilo pareceu tão absurdo para mim que me matriculei na academia no dia seguinte.

Já se passaram 12 anos e, não querendo me gabar, mas não conheço ninguém na academia que frequento que treine com mais assiduidade e intensidade do que eu. Parece tolo, não? É um exemplo de que quando os outros dizem que sou incapaz de alguma realização importante ou prazerosa para mim é exatamente esse algo que farei. Porque no fundo, opiniões são apenas opiniões – nós que atribuímos peso a elas.

Conheci muitas pessoas que me falaram da impossibilidade de seus sonhos e dos outros. A verdade, na minha opinião, é que pessoas que não sonham e não buscam corporificar seus sonhos também tendem a compartilhar essa impraticabilidade com os outros. Algo como: “Se não sou capaz de lutar por meus sonhos, também será perda de tempo pra você.” Isso a mim não diz muito.

A ideia de ter uma vida comum, viver simplesmente para mim mesmo e ignorar todo o resto sempre me incomodou. Por isso, meus sonhos estão sempre relacionados ao que sou capaz de oferecer. Sim, e há várias coisas que eu gostaria de oferecer – meus sonhos crescem a cada dia. Se muitos não acreditam neles, sem problema.

O importante é que eu acredito, e isso é bom, porque meus sonhos dependem em primeiro lugar da minha força. Para mim, sonhar não é perda de tempo. Sonhar é viver buscando a consubstanciação da própria essência. E penso que não há nada que preencha mais o ser humano e o mantém na sua rota do que isso.





 

Written by David Arioch

June 3rd, 2018 at 2:01 pm

Posted in Reflexões

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Um encontro casual

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Ontem à tarde, caminhando até a seção de dietética do Guguy (mercado), uma senhora que não conheço começou a falar comigo.

— Que bom te encontrar aqui hoje.
— É? Mas por que?
— Porque eu olho pra você e você transmite uma coisa muito boa.
— Sério?
— Sim, verdade.
— Que bom! Muito obrigado. Fico realmente lisonjeado.
— Não precisa agradecer.

Eu sorri; a senhora sorriu. Caminhei para uma seção e ela para outra.

Written by David Arioch

June 3rd, 2018 at 1:58 pm

Maiores fornecedores de proteína animal não estão reduzindo as emissões de gases do efeito estufa

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“É sempre bom lembrar que não existe carne barata. Essas indústrias são subsidiadas há anos pelo público”

Empresas precisam investir menos em proteínas de origem animal e mais em proteínas de origem vegetal (Foto: Eduard Korniyenko/Reuters)

Um novo indicador de sustentabilidade global divulgado esta semana revelou que os maiores fornecedores de carnes e laticínios não estão conseguindo gerenciar efetivamente as contribuições às mudanças climáticas, colocando em risco as metas da missão do Acordo de Paris, que rege medidas de redução de emissões de gases do efeito estufa. O indicador é resultado de um levantamento intitulado “The Coller FAIRR Protein Producer Index”, feito pela Farm Animal Investment Risk and Return (FAIRR), sediada em Londres.

O indicador, que serve como referência para investidores, avaliou as 60 maiores empresas fornecedoras de proteínas de origem animal – incluindo McDonald’s, KFC, Nestlé, Danone e Walmart. A conclusão foi que 60% dessas empresas foram classificadas como de alto risco se tratando de gerenciamento de sustentabilidade em todas as categorias – incluindo emissões de gases do efeito estufa, desmatamento e perda de biodiversidade, uso de água, bem-estar animal, desperdício, poluição, compromisso com a produção sustentável de proteínas vegetais e segurança dos trabalhadores. Tudo isso é apontado como bastante problemático para o meio ambiente.

Tratando-se especificamente de emissões de gases do efeito estufa, o percentual é ainda mais preocupante – 72%. Apenas uma das empresas que compõem o indicador conseguiu atingir pontuações consideráveis na redução de emissões. “Está claro que as indústrias de carne e laticínios permaneceram fora do escrutínio público em relação ao seu significativo impacto climático. Para que isso mude, essas empresas devem ser responsabilizadas pelas emissões e devem ter uma estratégia confiável e verificável de redução de emissões”, disse ao The Guardian a diretora do Instituto Europeu de Agricultura e Política Comercial, Shefali Sharma.

No total, segundo o indicador, 87,5% das empresas de carne bovina e laticínios não têm divulgado dados sobre as suas emissões e gerenciamento de GEE, o que é apontado como um risco ao Acordo de Paris. O FAIRR destaca que a diversificação na produção de proteínas alternativas, ou seja, de origem não animal, é fundamental tanto para o gerenciamento dos riscos da cadeia de suprimentos com restrição de recursos quanto para aproveitar as oportunidades de crescimento do mercado. Ou seja, essas empresas precisam investir menos em alimentos de origem animal e mais em alimentos de origem vegetal.

“É sempre bom lembrar que não existe carne barata. Essas indústrias são subsidiadas há anos pelo público porque pagamos por sua poluição ambiental, custos de saúde pública que não são contabilizados em seu modelo de negócios. É aí que os governos precisam intervir”, enfatiza Sharma.

Referências

The Coller FAIRR Protein Producer Index. Farm Animal Investment Risk and Return (FAIRR)

Zee, Bibi van der; Wasley, Andrew. Meat and fish multinationals ‘jeopardising Paris climate goals’. The Guardian (30 de maio de 2018).





 

Segundo estudo da Universidade de Oxford, não consumir alimentos de origem animal é a forma mais eficaz de reduzir o impacto no planeta

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“Evitar o consumo desses produtos traz benefícios ambientais muito melhores do que comprar carnes e laticínios sustentáveis”

Poore: “Realmente são os produtos de origem animal que são responsáveis por muitos desses problema” (Acervo: Irish Times)

Um estudo intitulado “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, publicado na conceituada revista Science, conclui que não consumir alimentos de origem animal é a forma mais eficaz de reduzir o impacto no planeta.

Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, que reuniu dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo.

A atividade, que segundo o trabalho têm grandes consequências se tratando de alocação de terras e uso de água doce, é responsável por 58% das emissões de gases do efeito estufa, 57% da poluição da água e 56% da poluição do ar. A pesquisa, disponibilizada no site da revista Science, enfatiza que o impacto pode variar em até 50 vezes entre os produtores de um mesmo produto, criando oportunidades substanciais de mitigação.

No entanto, mesmo que os produtores de alimentos de origem animal se esforcem para alcançar baixos impactos ao longo da cadeia de produção e fornecimento, a redução ainda é limitada, de acordo com os cientistas. Isto porque “o impacto dos produtos de origem animal de menor impacto normalmente excede os dos seus substitutos de origem vegetal, fornecendo novas evidências para a importância da mudança na dieta” — explica.

Em entrevista ao The Guardian, o coordenador da pesquisa, Joseph Poore, disse que “uma dieta vegana é provavelmente a melhor maneira de reduzir o impacto no planeta, não apenas por causa dos gases do efeito estufa, mas também por causa da acidificação global e eutrofização, além do uso de terra e água.”

O estudo também comparou o impacto da produção de carne bovina com a proteína baseada em vegetais e revelou que até mesmo a carne orgânica ou considerada sustentável pode requerer 36 vezes mais terra e gerar seis vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que a produção de ervilhas.

Poore frisa que, para quem se preocupa com o meio ambiente, é muito melhor abdicar do consumo de alimentos de origem animal do que reduzir viagens de avião ou comprar um carro elétrico: “Realmente são os produtos de origem animal que são responsáveis por muitos desses problemas. Evitar o consumo desses produtos traz benefícios ambientais muito melhores do que comprar carnes e laticínios sustentáveis”.

Referências

Poore, J; Nemecek, T. Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers. Science Magazine (1º de junho de 2018).

Carrington, Damian. Avoiding meat and dairy is ‘single biggest way’ to reduce your impact on Earth. The Guardian (31 de maio de 2018).




 

Jovem vegano percorre mais de 1600 quilômetros a pé para arrecadar dinheiro para o resgate de cabras

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“Enquanto os humanos são invariavelmente complicados e esporadicamente miseráveis, não é preciso muito para fazer uma cabra feliz”

“Tudo o que sei é que, devido ao fato de que eu estava despreparado para a magnitude dessa tarefa, tem sido uma experiência que não esquecerei rapidamente” (Foto: The Tab)

O britânico Jack Mackey, de 19 anos, decidiu viajar de St. Albans, na Inglaterra, para Aberdeen, na Escócia, a pé. O motivo? Chamar a atenção e, dessa forma, arrecadar dinheiro para o resgate de cabras abandonadas, abusadas e negligenciadas.

A viagem de mil milhas, o equivalente a mais de 1600 quilômetros, foi a forma que Mackey encontrou de divulgar também o veganismo e conscientizar as pessoas sobre a importância do resgate de outros animais, além de cães e gatos. Em entrevista ao The Tab, ele explicou que não houve nenhuma preparação especial para a viagem, inclusive sua alimentação tem sido improvisada em postos de combustíveis.

A recepção tem sido bem positiva e Mackey está conseguindo atrair a atenção que desejava. “Tudo o que sei é que, devido ao fato de que eu estava despreparado para a magnitude dessa tarefa, tem sido uma experiência que não esquecerei rapidamente”, afirmou.

Desde que deixou St. Albans, a alimentação do jovem tem sido baseada em pasta de amendoim, smoothies e pães. Segundo Mackey, que começa a estudar na Universidade de Aberdeen em setembro, a inspiração para a viagem a pé também veio com a música “I’m Gonna Be (500 Miles)”, da banda escocesa de folk rock The Proclaimers.

“Tentarei arrecadar dinheiro para uma instituição de caridade que resgata cabras abandonadas, abusadas e negligenciadas, proporcionando-lhes uma um lar e uma boa vida. Enquanto os humanos são invariavelmente complicados e esporadicamente miseráveis, não é preciso muito para fazer uma cabra feliz”, enfatizou.





 

Written by David Arioch

June 1st, 2018 at 12:31 pm