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Sobre o sofrimento de animais selvagens em armadilhas II
Na primeira hora em que um animal selvagem é preso em uma armadilha, não raramente o desespero faz com que ele comece a mastigar os seus próprios membros na tentativa de se livrar da situação. Isto porque a dor é tão visceral que ele é capaz de qualquer coisa para tentar sobreviver, mesmo que os ferimentos posteriores também possam causar-lhe a morte caso ele não receba nenhum tipo de ajuda.
Referência
Animal Ethics in Animal Research, livro de autoria de Helena Röcklinsberg e publicado em outubro de 2017 pela Editora da Universidade de Cambridge.
Sobre o sofrimento de animais selvagens em armadilhas
Breve reflexão contra a vivissecção (experimentação animal)
A vivissecção passou a ser considerada “prática comum” no mundo ocidental a partir do século 19. Muito tempo se passou, estamos em 2018 e animais continuam sendo torturados e mortos desnecessariamente em nome da ciência. O que ajuda a postergar o banimento dessa prática já considerada obsoleta é o lobby e a politicagem que caminham lado a lado.
Diga não aos testes em animais
Reflexão sobre a importância de sermos contra a realização de testes em animais. Estamos em 2018 e há inúmeras alternativas que não envolvem exploração, sofrimento e morte de animais.
Sabe qual é realmente o melhor indicativo de que as grifes estão parando de usar peles de animais?
Sabe qual é realmente o melhor indicativo de que as grifes estão parando de usar peles de animais? O desaparecimento de fazendas onde animais são criados com essa finalidade. Enquanto elas existirem, isso significa que grifes continuam lucrando com a morte de animais para atender a demanda do mercado da moda. É o mesmo raciocínio da receptação de mercadoria. Se tem gente roubando é porque tem gente comprando. Muito simples.
Não adianta achar que todas estão mudando para “cruelty free” enquanto animais continuam sendo capturados ao montes e morrendo nessas fazendas para atender caprichos humanos. Acha linda a pele de um animal? Então, pertence a ele, assim como a sua pele pertence a você. Imagine se alguém achasse que sua pele daria um belo casaco ou tapete.
Ativista canadense denuncia crueldade por trás de grifes como Dolce & Gabbana
O ativista dos direitos animais canadense Malcolm Klimowicz, da Kitchener Ontario Animal Liberation Alliance, divulgou recentemente imagens que ele registrou no ano passado em cinco das 40 fazendas em que visons são criados e mortos na região de Ontário para serem usados como matéria-prima na indústria de peles.
No vídeo registrado em diversas localidades é evidente o estado de privação e sofrimento desses animais confinados em pequenas gaiolas cobertas de ferrugem e cheias de excrementos. Em vários momentos, eles lutam para tentar escapar do confinamento. O registro audiovisual também mostra infestações de vermes próximos dos visons. Inúmeros animais, visivelmente estressados por serem privados de seu habitat, aparecem com diversos ferimentos na cabeça e no corpo.
Esse tipo de situação é incentivada por algumas das grifes mais famosas do mundo, como é o caso da Dolce & Gabbana que compra matéria-prima dessas fazendas para a confecção de bolsas, sapatos, casacos e outros itens baseados na pele dos visons.
Sobre a crueldade na indústria de peles de animais
“Sobre a crueldade na indústria de peles de animais” é o meu novo vídeo. Nele, falo sobre a problemática do consumo de peles de animais, e cito as breeding farms, que são fazendas ou locais onde animais selvagens ou não são criados e forçados a procriarem para atender a demanda da indústria. Esses locais existem não apenas para “suprir” um mercado regional ou nacional, mas também demandas internacionais e intercontinentais. Nesses lugares, os animais são mantidos em cativeiro até o momento em que normalmente são mortos e têm suas peles arrancadas. Há inclusive registros de animais que, em decorrência do estresse, de graves problemas psicológicos e emocionais, perdem a identidade e chegam a praticar canibalismo.
Além de não usar peles de animais, é importante abdicarmos do consumo de produtos que estão inseridos no cotidiano comum, como couro, lã, seda animal, etc. Porque esses também reforçam a coisificação, a objetificação e a atribuição utilitária que damos aos animais. Opte por produtos sintéticos, são mais acessíveis, baratos e não contribuem com a exploração e a violência de animais.
Cuidado com o engodo da indústria de peles
Cuidado com o engodo. Há várias grifes que dizem estar parando de usar peles de animais. Inclusive lançam peças com peles sintéticas para agradar a opinião pública. Mas isso não significa que já tenham parado de comercializar peles de animais. O que vale mesmo é a confirmação de que uma empresa não está realmente mais envolvida na exploração e na violência contra animais. O resto pode ser publicidade para agradar consciências suscetíveis.
A realidade do Carnaval que muitos ignoram
O tratamento que dispensamos aos não humanos

Animais famintos em direção ao matadouro e a última refeição de John Wayne Gacy, um dos serial killers mais famosos dos Estados Unidos (Fotos: Eyes on Animals e Departamento de Segurança dos Estados Unidos)
Para que as pessoas possam se alimentar de uma “carne de qualidade”, os animais, por padrão, são deixados em jejum prolongado. Isto, claro, para que suas reações fisiológicas associadas à última refeição não comprometam a qualidade da carne. Como isso pode parecer justo? Aceitável? Você já considerou o fato de que até mesmo serial killers, ou seja, assassinos que não raramente são considerados os piores seres humanos, recebem melhor tratamento?
Um exemplo? Sujeitos que estupraram e mataram dezenas de pessoas e que são condenados à morte nos Estados Unidos costumam ter o direito de escolher uma última refeição com tudo que lhes agrada. Já os animais não humanos, relegamos à fome antes do golpe mortal. Sendo assim, como alguém pode dizer que reprovar o consumo de animais e lutar pelo direito à vida não humana não é importante? Seres não humanos estão na pior escala de tratamento da história da humanidade. Muito abaixo daqueles que são considerados alguns dos piores criminosos da nossa história contemporânea.





