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Jogo com temática vegana é lançado para Nintendo Switch
“Kitten Squad” também pode ser jogado gratuitamente no Steam
Este mês foi lançado para Nintendo Switch o jogo “Kitten Squad”, que apresenta gatinhos guerreiros lutando contra robôs para libertar animais explorados das mais diferentes formas. No game, os jogadores devem libertar vacas da indústria de laticínios, ovelhas que serão usadas na indústria de lã, orcas de uma instalação semelhante ao SeaWorld e elefantes explorados em circos. No jogo, disponibilizado gratuitamente no Steam para Windows, macOS, iOS e Android, os participantes usam armas de cenoura e bolas de fio. Kitten Squad pode ser jogado por até quatro jogadores.
Moby está vendendo seus equipamentos musicais para arrecadar dinheiro para um comitê de médicos veganos
O renomado músico e ativista vegano Richad Melville Hall, mais conhecido como Moby, abriu hoje uma loja online depois de firmar uma parceria com o mercado online reverb.com para vender mais de 100 peças de seus instrumentos e equipamentos musicais pessoais. Os recursos serão doados ao Comitê de Médicos Pela Medicina Responsável dos Estados Unidos, formado por médicos veganos. “Estou vendendo o equipamento que usei para fazer todos os meus discos. Tenho muitos equipamentos e quase todos têm profundo valor sentimental para mim, incluindo sintetizadores que comecei a usar nos anos 1980. Mas, em vez de guardar tudo, quero vendê-los por uma boa causa”, disse Moby ao reverb.com.
O Comitê beneficiado pela boa ação de Moby defende o consumo de alimentos de origem vegetal em substituição aos alimentos de origem animal como uma medida preventiva contra doenças. O grupo também vai além da dieta, voltando-se para os direitos animais. Nos últimos anos, o Comitê de Médicos pela Medicina Responsável dos Estados Unidos tem lutado por medidas legislativas contra a realização de testes em animais nas escolas de medicina. O grupo também é conhecido por incentivar a reformulação das refeições escolares nos Estados Unidos – oferecendo opções veganas e também excluindo alimentos de origem animal como carnes processadas.
Referência
Não é preciso amar os animais para ser vegano
Alguém diz: “Você está tentando impor o veganismo ao não servir alimentos de origem animal”

O veganismo é um imperativo moral à medida em que entendemos que alimentos e produtos de origem animal custam vidas (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)
Uma amiga me contou que uma criança, filho de sua prima, gostaria de passar um final de semana em sua casa. Então a mãe disse que o garoto come carne e que ela deveria prepará-la no almoço e no jantar do menino. Ela explicou que não faria isso, porque não entra carne em sua casa; e que o garoto estaria muito bem nutrido se alimentando da mesma forma que ela, com boa diversidade vegetal. Ou seja, sem nada de origem animal.
A mãe ficou encolerizada e disse que ela estava tentando impor o veganismo para ela e para o filho, e que ela não partilha desses princípios. O primeiro equívoco desse diálogo está bem claro: não há imposição, levando em conta que a anfitriã é vegana, logo vai contra a filosofia de vida dela oferecer carne mesmo que ela não consuma. Afinal, veganismo está muito além do que consumimos; trata-se de um imperativo moral, algo que se aplica a todos os aspectos de nossa vida, inclusive nas nossas relações com os outros.
Nesse contexto, qual mensagem passamos quando fazemos alguma exceção? Que é permitido tomar parte na exploração animal ou incentivá-la em determinadas circunstâncias, desde que não tomemos parte no consumo direto? Se fizermos isso, quem sabe da próxima vez alguém nos convide para ajudar a abater algum animal. Claro, podemos minimizar esse impacto simplesmente não comendo, certo? Realmente, ponderemos, será que não há nada de errado em financiar exploração e morte de criaturas sencientes mesmo quando não consumimos os produtos que derivam dessa exploração?
Tento sempre ser polido e cortês no diálogo sobre a exploração animal, mas isso não significa um tipo alheado de condescendência. De fato, não preparo nem compro nada de origem animal para ninguém. Então posso ser visto como intransigente, mas de uma intransigência em prol de algo chamado justiça. Em circunstância nenhuma ofereço algo de origem animal a alguém, mesmo que tal pessoa se considere uma “apaixonada” por qualquer alimento de origem animal. E isso não é desrespeitoso, é uma manifestação consentânea, sensata, de franca oposição à exploração animal.
Acredito que é esse posicionamento que leva à reflexão, ao entendimento do que fazemos e porque defendemos o que fazemos. A flexibilização dessa conduta pode ser temerária, porque não apenas transmite uma mensagem errada de permissividade, como permite interpretações erradas em relação à rejeição à exploração animal. Não ignoro também que a ideia da exceção e da seletividade abriram precedentes para que explorações pontuais no passado se tornassem explorações massivas. Por isso, sim, sou da opinião de que a exceção pode ser uma armadilha de legitimação ou perpetuação da arbitrariedade.
Ademais, não é imposição um vegano se negar a servir alimentos de origem animal a um convidado. Em certa ocasião, Tolstói, já vegetariano, ofereceu uma faca e uma galinha viva diante da mesa de jantar para que sua tia a matasse caso quisesse comê-la. Claro que ela não o fez. Pode parecer duro, não? Mas a sua eficaz mensagem foi mais do que simbólica e se espalhou pela Rússia. Tolstói não servia animais em sua casa de bom grado.
Não podemos ignorar que na realidade a imposição é defendida e perpetuada por nós quando nos alimentamos de animais, já que as vítimas não têm poder de escolha quando são reduzidas a fontes de produtos, alimentos ou quaisquer outros fins sem relação com suas reais necessidades. Ser vegano não é uma imposição a ninguém, e a recusa em tomar parte na coisificação ou objetificação animal pode ser uma mensagem desconfortável para quem não é de que o que fazemos com criaturas não humanas perpassa pela nossa nociva transigência e displicência. Até porque tem quem olhe uma pessoa que não se alimenta de animais e instantaneamente ache isso incomum, estúrdio, afrontoso.
A existência de veganos em si é vista como uma crítica para muita gente, mesmo que esses veganos nem abram a boca. O fato deles existirem e fazerem o possível para não tomar parte nessa exploração já é um vilipêndio para quem não é capaz de ver que nisso subsiste em essência uma luta por uma forma ancha de respeito que é negligenciada por tanta gente. No meu entendimento, a verdade é que isso diz muito sobre o ser humano, e a sua resistência em, muitas vezes, reavaliar o estado atual das coisas.
Ser uma antítese ou um contraponto à zona de conforto das pessoas é sempre um exercício de chamamento para a mudança. Esse chamamento pode despertar evocações, emoções e sentimentos inesperados e mesmo negativos em quem não está aberto ao diálogo e menos ainda a mudar a sua perspectiva em relação ao direito à vida não humana. O que não significa que não possa se tornar algo positivo no futuro.
A ideia de um novo universo de possibilidades, de se abrir para um novo mundo, é chocante para tanta gente. Porque como seres humanos temos uma tendência a defender hábitos e costumes mesmo quando deletérios: “Se significa vidas que findam, que assim seja, desde que eu me satisfaça.” Costumamos equacionar apenas os prós que nos tocam, mas não os contras que aos outros derrotam.
Toto Wanje: “Todos nós nascemos veganos”

Toto Wanje com o médico Michael Greger, especialista em alimentação vegetariana (Foto: Arquivo Pessoal)
O queniano Toto Wanje nasceu em uma pequena aldeia no Quênia, na África Oriental, onde vivia sem televisão, eletricidade e sem água encanada. Ele conta que a vida era simples e que a carne era considerada um item de luxo que fazia e ainda faz parte apenas da realidade dos ricos, ou pelo menos daqueles que podem pagar pelo seu alto preço no Quênia: “Em muitos lugares na África, a carne é dada apenas aos homens. As mulheres e as crianças seguem uma dieta vegetariana. Nem todas as aldeias no Quênia ou na África são assim. Na minha aldeia, as mulheres e as crianças sempre tiveram muito a dizer à sociedade, embora não sejam considerados tão importantes quanto os homens. Então os homens comiam carne e as mulheres e as crianças se alimentavam com vegetais.”
Toto cresceu rodeado de animais como vacas, galinhas, cabras e ovelhas, mas raramente eles comiam animais. A maioria era criado com a finalidade de ordenha, ou então para serem vendidos para pessoas de outras aldeias. Ainda assim, o destino desses animais não era tão auspicioso. Uma vez por mês um animal era morto para ser consumido em um casamento ou algum outro grande evento. Além disso, no Quênia há um costume antigo de presentear um convidado com uma galinha. Esse mesmo animal é abatido e servido no jantar. Os homens se alimentam das “melhores partes”, e as mulheres das sobras. Com “sorte”, as crianças ganham algum pedacinho para sentir o “gosto”.
Na infância, imerso nessa realidade, Wanje corria até a mesa onde seu tio estava reunido com outros homens e implorava por um pedaço de frango ou do bode que haviam abatido mais cedo. “Eu era travesso e aventureiro, e sempre queria sentir o gostinho do que as pessoas mais velhas estavam comendo. As outras crianças tinham que comer sopas de vegetais e arroz. Parecia um tratamento especial, e até encantador, receber um pequeno pedaço para saborear”, relata.
Mesmo vivendo em uma realidade bastante difícil, a família de Wanje conseguia cultivar milho, castanhas de caju, abacates, laranjas, mangas, tomates, páprica e repolho. A comida estava sempre ao alcance das mãos, bastando selecioná-la e prepará-la. Eles consumiam todos os tipos de comida vegetariana, mas principalmente sopas, saladas e feijões preparados de diversas maneiras. Não havia necessidade de muito dinheiro. Na realidade, o dinheiro só era usado na aquisição de três itens – açúcar, arroz e óleo. “Éramos uma comunidade autossustentável. Tínhamos diferentes papéis em nossa pequena comunidade. As garotas cuidavam dos vegetais, as mulheres cozinhavam, e os garotos se responsabilizam pelos animais. Brincávamos com as cabras, com as galinhas e sempre tentávamos montar no lombo das vacas”, narra.
Naquele tempo, nada incomodava mais as crianças da aldeia de Toto do que a presença de um açougueiro que vinha de outra aldeia quando chegava a hora de abater um boi, uma vaca, uma cabra ou uma galinha para uma festa ou outra ocasião especial. Com a chegada do açougueiro, as crianças fugiam e se escondiam atrás dos arbustos ou das cabanas de barro enquanto o ouviam matando um dos animais.
Segundo Toto Wanje, a princípio era horripilante, mas com o tempo acabaram se acostumando, porque a matança, mesmo que não tão frequente, fazia parte dos hábitos culturais do povo de sua aldeia: “Se nunca tivéssemos visto isso sendo feito, provavelmente nunca quereríamos carne [quando soubéssemos a verdade]. As crianças fazem o que os adultos fazem e querem o que os adultos têm. Se uma criança não for ensinada a matar e não for ensinada a comer animais, elas nascerão veganas e crescerão como veganas. Elas não iriam querer ferir qualquer animal ou qualquer ser vivo.“
Suas irmãs e primas jamais assistiam o abate dos animais, e simplesmente porque era chocante demais testemunhar um dos animais com quem eles brincavam e se divertiam no cotidiano ser morto brutalmente. “Mesmo que estivéssemos nos escondendo e observando de longe, como garotos, sentíamos que precisávamos ver como ele os matava. Quanto mais animais vimos sendo mortos, mais ficamos condicionados e acostumados”, reconhece.
Depois de adulto, Toto Wanje percebeu que aquele cheiro estranho do açougueiro da aldeia não era raro. Na realidade, era mais comum do que ele imaginava. Afinal, o mesmo cheiro poderia ser encontrado em qualquer açougue: “Se você é vegano há algum tempo, provavelmente sabe o que quero dizer. Quando você passa por algumas seções de carne, ou quando entra no açougue e passa pelo lugar onde eles cortam a carne, você reconhece que o cheiro é terrível. Você se pergunta como alguém pode comer essa carne morta. Era esse mesmo cheiro de morte, sangue e carne que o açougueiro tinha. Reconheço o cheiro e sei agora que era assim o seu cheiro, e era horrível. Ele estava sempre cercado de animais mortos e matava animais diariamente para ganhar a vida. Matar animais era a sua profissão. Hoje, acredito que quanto mais alguém mata e fere animais, mais ele ou ela perde um pedaço da sua verdadeira natureza humana e dignidade.”
Como Toto e sua irmã não tinham futuro vivendo em sua terra natal, eles foram adotados por uma missionária irlandesa enviada ao Quênia pela Igreja Católica. A mulher se tornou amiga da mãe de Wanje e se ofereceu para educá-los na Irlanda. Na Europa, o jovem queniano se surpreendeu em ver como as pessoas consumiam e ainda consomem muita carne. Logo no café da manhã, Toto e a irmã comiam bacon e ovos. No almoço, consumiam peixe, frango, carne vermelha ou costeletas de porco. Também nunca faltava carne no jantar. “Começamos a comer carne três vezes ao dia. Isso, com o tempo, mudou nossa maneira de pensar. Nos acostumamos a comer carne e literalmente nos apaixonamos pela carne. Tornou-se tão normal para nós que mal podíamos comer uma única refeição sem carne. Ainda me recordo de como eu não queria comer meus vegetais a menos que me dessem um pedaço de carne para acompanhar a minha comida”, revelou, em referência ao fato de que embora vivesse em uma realidade mais esperançosa, é estranho reconhecer que a matança de animais mais do que nunca fazia parte de sua rotina.
Toto Wanje notou que enquanto pessoas com pouco poder aquisitivo se alimentavam com mais vegetais no Quênia, e normalmente alimentos cultivados por eles mesmos, na Europa, muitas pessoas viam como um retrato de uma vida próspera e digna consumir muita carne e produtos sobre os quais pouco conheciam a procedência: “Lembro-me de dizer, como outras crianças dizem, que odiava vegetais. A maioria de nós quando crianças empurra os vegetais para o lado do nosso prato e só come a carne, o arroz, as batatas ou o macarrão. Minha nova mãe irlandesa me faria sentar à mesa até que eu tivesse comido todos os meus legumes e verduras. Agora, como vegano, é engraçado pensar nesses dias em que me recusei a comer verduras e legumes, e mais engraçado ainda quando volto mais atrás e recordo-me que essa era a dieta padrão no Quênia.”
Toto, que hoje é um empreendedor vegano e ativista dos direitos animais em Upsália, na Suécia, cita os episódios em que implorava por um pedaço de carne ao seu tio como um exemplo comum do condicionamento vivido pelas crianças. Para o queniano, ser vegano é como nascer de novo, reconhecer um novo mundo.
“Ser vegano é ter meus olhos e meu coração abertos novamente para abraçar todos os seres vivos como iguais a nós mesmos. Ser vegano é reconhecer o espírito e o amor que eu tinha pelos animais quando criança. É reviver e abraçar mais uma vez a compaixão que eu tinha pelo mundo e por tudo que é belo na natureza. Um véu foi levantado dos meus olhos e do meu coração. Agora sou capaz de ver os verdadeiros espíritos e as almas dos animais mais uma vez. Acredito que todos nós nascemos veganos, exceto que de alguma forma ao longo da vida, nosso amor e compaixão pelos outros seres vivos são doutrinados e condicionados. ”
Referência
Wanje, Toto. We Are All Born Vegan (22 de novembro de 2016).
Quando as pessoas se alimentam de animais…
Quando as pessoas se alimentam de animais, normalmente elas não consideram que estão se alimentando de algo que foi alguém; e este alguém teve olhos para testemunhar o mundo sob uma ótica não muito auspiciosa; um mundo que pode ser visceralmente injusto e violento com os mais vulneráveis…
Você é um daqueles verdinhos?
Na fila do mercado, eu, uma camiseta verde do Type O Negative e uma boina. Uma senhorinha se aproximou e se posicionou atrás de mim aguardando a vez. Expliquei que ela não precisava ficar na fila porque pela idade ela tem preferência no caixa especial.
— Não, filho, eu gosto de ficar aqui. Tenho saúde e não tenho pressa.
— Que bom — respondi com o meu típico sorriso tímido.
— Filho, olhei pra você e pra sua cesta, diferente o que vi, admito. Você é um daqueles verdinhos?
— Como?
— Um daqueles verdinhos.
— Me desculpe, mas não sei, senhora. O que é um verdinho?
— Que não come carne, leite, ovo…
— É por aí. Acho que vou um pouquinho além inclusive.
— Olhe só, que honra! Um verdinho de verdade!
— É, acho que sim — comentei, entregue a um sorriso encalistrado.
— Olho esses carrinhos e cestas, só consigo pensar em uma coisa. Você sabia que antigamente não existia toda essa comilança de carne? Muita gente do meu tempo, criada em sítio, chegava a ficar até um ano sem comer carne. E vivia bem, realmente bem, com muita energia, lavourando.
— Isso é bom.
— Papai e mamãe deixaram a Polônia durante a guerra e eles viram tanto sangue e morte naquele lugar que quando chegaram ao Brasil falaram que iriam criar os filhos longe de qualquer tipo de morte. Dito e feito. Tenho 78 anos e não como carne desde os cinco anos quando chegamos aqui em 1944.
— Que história interessante. Se a senhora quiser me contar um dia em detalhes, posso transformar em alguma coisa.
— Quem sabe — ela respondeu sorrindo.
— Seria muito legal — comentei.
— Olhe, o conteúdo da minha cestinha é parecido com o da sua. Estamos apenas em um espectro diferente de gerações, pelo menos nesta vida — disse sem desvanecer o sorriso.
— Não duvido — comentei sorrindo.
— É, sempre enxergo um verdinho de longe.
— Por causa da minha camiseta? — questionei com um sorriso enviesado.
— Não — respondeu rindo.
— Hum…
— Meu pai dizia que os nossos melhores hábitos são sempre translúcidos diante dos nossos olhos e dos olhos dos outros quando existe boa vontade. Claro, desde que nós e os outros queiramos enxergar — explicou a senhora antes da despedida.
“Cara, a Páscoa já foi”
Passei casualmente nas Americanas e vi que havia uma grande quantidade de ovos de Páscoa da Choco Soy de vários sabores. Eles estavam vendendo por R$ 35. Não me importo com ovos de Páscoa, mas por um instante olhei para um funcionário e falei:
— Cara, a Páscoa já foi, vendam por R$ 5 cada ovo que levo todos que sobraram. Me comprometo a distribuir a maior parte para a criançada da Vila Alta.
— Não podemos, amigo. O gerente não está aqui agora, mas acho que pode reduzir o preço nos próximos dias.
— Tudo bem, talvez eu passe aqui depois.
— Mas por que seu interesse nesses ovos? Ah, nem precisa responder. Aposto que você é vegano.
— Por que acha isso?
— Acho que só veganos fazem isso.
Canadá vai sediar o primeiro festival internacional de cinema vegano
Estão abertas as inscrições do Ottawa International Vegan Film Festival, que vai ocorrer no Mayfair Theatre, em Ottawa, no Canadá, no dia 14 de outubro. Realizado anualmente, o festival, que segue os moldes dos festivais mais tradicionais, vai ser o primeiro do gênero no mundo. Então se você tem pelo menos um filme de curta-metragem com temática vegana e legendas em inglês não perca a oportunidade de participar e motivar mais pessoas a respeitarem os animais independente de espécie.
De acordo com o organizador Shawn Stratton, sem dúvida, o objetivo é usar o festival para inspirar mais pessoas a adotarem o estilo de vida vegano, e também a motivar aqueles que já estão trilhando esse caminho. Além, claro, de inspirar mais cineastas e veganos a abordaram por meio de obras audiovisuais questões que envolvem a exploração e o respeito aos animais. “Estamos dando a eles uma oportunidade de exibir seus filmes para mais pessoas”, explica Stratton.
Os filmes de curta e longa-metragem podem ser inscritos nas categorias “defesa dos animais”, “estilo de vida’, “saúde e nutrição” e “proteção ambiental”. Os melhores filmes de cada categoria serão premiados. Também haverá premiação por voto popular. Segundo o coordenador do Ottawa Vegan Film Festival, seria muito bom se os participantes enviassem filmes com histórias autênticas que oferecem um senso de esperança em relação ao futuro dos animais. Parte do lucro do festival vai ser destinado a instituições de caridade. Todo o processo é feito online e as inscrições se encerram no dia 31 de julho. Para mais informações, acesse o site do Ottawa International Vegan Film Festival.
Me dá sua carteirinha de vegano!
Saindo da academia, já cansado, pernas esmorecendo pela destruição marota do treino de segunda, atravessei a rua e tão logo desativei o alarme do carro, um cara sentado em uma mureta saltou e gritou:
— Porra, cara! Tô aqui na espreita faz hora. Você é vegano! Tá andando de carro por que?
— Porque preciso. Preciso estar em vários lugares diariamente e tenho pouco tempo livre. Por enquanto é o jeito.
— Precisa porra nenhuma! Isso não é vegano, caramba! Parece um refém do sistema com esse papinho pós-história.
— É mesmo?
— É, me dá essa merda dessa carteirinha aí!
— Que carteirinha?
— Sua carteirinha de vegano, ora!
— Não tenho carteirinha.
— Como não?
— Não tenho.
— Olhe, cara, dessa vez vou te liberar, mas só porque seus pneus são da Michelin.
— Obrigado, irmão. Não sei o que eu faria sem a minha carteirinha.
— Tá! Tá! Tá! Tá liberado! Vai vegano!
Fiz um V com os dedos médio e indicador da mão direita e ele retribuiu enquanto comia uma goiaba.




