David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

Archive for the ‘Vegano’ tag

Moby está vendendo sua coleção de vinis para ajudar comitê de médicos veganos

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Moby anunciou recentemente que vai priorizar mais a luta pelos direitos animais (Foto: Reprodução)

O músico vegano Moby, que recentemente anunciou que não fará mais turnês para priorizar questões que ele considera mais urgentes, como os direitos animais, está vendendo a sua coleção de vinis raros para ajudar o Comitê Médico Pela Medicina Responsável dos Estados Unidos, composto por médicos veganos. Muitos dos discos que estão à venda no mercado online Reverb LP Shop foram usados por Moby durante sua carreira de décadas como DJ, e trazem inclusive algumas notas manuscritas.

“Você vai amá-los. E o dinheiro vai para o Comitê Médico pela Medicina Responsável. Então todos ganham. Bem, exceto eu, porque agora não tenho mais nenhum vinil”, declarou no vídeo de divulgação. Em abril, Moby vendeu 100 de seus instrumentos musicais e equipamentos de DJ no Reverb, também para ajudar o comitê.

Além de defender o consumo de alimentos de origem vegetal em substituição aos alimentos de origem animal como uma medida preventiva contra doenças, o grupo vai além da dieta, voltando-se para os direitos animais.

Nos últimos anos, o comitê tem lutado por medidas legislativas contra a realização de testes em animais nas escolas de medicina. O grupo também é conhecido por incentivar a reformulação das refeições escolares nos Estados Unidos – oferecendo opções veganas e excluindo alimentos de origem animal como carnes processadas.

 





 

Alguém diz: “Você não tem dó das plantas?”

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“Não tenho condições de competir com um bovino em uma dieta vegetariana” (Foto: Reprodução)

Um sujeito alega que quem mais causa mal às plantas são vegetarianos e veganos e então lança a pergunta: “Você não tem dó das plantas?” Devo dizer que pensei que ele, como alguém que consome carne, comesse principalmente animais herbívoros há muito domesticados (que consomem de 10 a 40 quilos de vegetais por dia), como os bovinos, não carnívoros como tigres e leões.

Honestamente, sou incapaz de comer tantos vegetais assim em um dia. Não tenho condições de competir com um boi em uma dieta vegetariana. Afinal, falo de um animal adulto que pode chegar a 600 quilos. E, claro, para alguém afirmar que vegetarianos e veganos são os que mais causam mal às plantas é porque só pode estar se alimentando da carne de animais essencialmente carnívoros como tigres e leões.

Ademais, quando alguém se alimenta de animais, antes do pedaço de carne chegar ao seu prato, há toda uma cadeia produtiva que deveria ser considerada. Um animal objetificado não nasce pronto para ser consumido. Ele demanda uma série de recursos antes mesmo de existir. Há um planejamento de como será a sua vida visando atender um mercado que o tipifica como produto, não animal senciente e consciente que é.

Parece-me um tanto quanto paradoxal criarmos animais que deverão ser alimentados com toneladas de vegetais e então mortos violentamente para as pessoas se alimentarem de suas carnes. Quando penso nisso, associo à ideia de uma pessoa que pode atravessar uma ponte, mas prefere derrubá-la para fazer um trajeto mais longo para chegar até o outro lado de um rio.

Degradamos o meio ambiente para criar milhões, bilhões de animais que alimentamos com imensas quantidades vegetais e que serão mortos precocemente – animais que não desejam sofrer nem morrer. Então alguém aponta o dedo para o amigo vegetariano ou vegano o acusando de não ter dó das plantas porque esse amigo come pequenas porções de vegetais. Sim, o mundo é um lugar estranho.





 

Po-Zu lança tênis vegano inspirado em Kylo Ren do universo Star Wars

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Em agosto, a empresa de design ético Po-Zu vai começar a enviar para o mundo todo o tênis vegano Kylo Ren (Ben Solo), inspirado no personagem homônimo do filme Star Wars. Unissex, o calçado fabricado no Sri Lanka traz uma ilustração do capacete de Ren.

Segundo a Po-Zu, sediada em Londres, o tênis conta com algodão orgânico fabricado por pequenos produtores, assim como a sola e a biqueira de borracha – que tem certificado da Fair Rubber Association, concedido apenas a empresas que atuam eticamente nas relações de produção. A parte interna é almofadada com espuma viscoelástica em látex e casca de coco, permitindo a instalação de órteses. O tênis está em pré-venda no site da Po-Zu.

Em 2012, o CEO Sven Segal recebeu o prêmio de Empresário do Ano, concedido pela People and Environment Achievements Awards (PEA), considerado o maior prêmio verde do Reino Unido.





 

Written by David Arioch

June 11th, 2018 at 6:55 pm

Ex-vice-presidente do Citibank vai falar hoje sobre veganismo em conferência sobre a fome mundial

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Wollen: “Os direitos animais são a maior questão de justiça social desde a abolição da escravidão”

Wollen: ” É hora de todo cidadão educado, esclarecido e responsável abandonar a carne e as drogas lácteas” (Foto: Edgar’s Mission Farm Sanctuary)

O ex-vice-presidente do Citibank, o australiano Philip Wollen, que também é filantropo e ativista dos direitos animais, foi convidado para ser o principal orador da conferência mundial “Um Futuro Além da Fome Mundial e Outras Crises”, que vai ocorrer no Parlamento Europeu hoje a partir das 13h30.

Entre os assuntos que serão abordados estão o que pode ser feito para alimentar a crescente população mundial, mudanças climáticas, degradação do meio ambiente, superexploração dos recursos naturais, consumo de carne e exploração animal. Na ocasião, Wollen vai falar sobre como o veganismo pode contribuir para mudar esse cenário.

De acordo com o Intergrupo em Bem-Estar e Conservação Animal do Parlamento Europeu, o formato interativo do evento vai permitir que o público e os palestrantes se engajem em uma discussão aberta e desenvolvam não apenas soluções, mas também estratégias para superar a resistência social e política à mudança.

Em abril deste ano, Philip Wollen, que é membro honorário do Centro de Ética Animal da Universidade Oxford, na Inglaterra, participou de um vídeo da Kindness Production afirmando que os direitos animais são a maior questão de justiça social desde a abolição da escravidão.

“Na história humana, apenas 100 bilhões de seres humanos viveram, sete bilhões estão vivos hoje e ainda torturamos e matamos dois bilhões de animais sencientes por semana. É hora de todo cidadão educado, esclarecido e responsável abandonar a carne e as drogas lácteas”, defende.





 

“Você não é o Tora-Tora?”

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Hoje de manhã, enquanto eu estava aguardando a minha vez no banco, um cara se aproximou.

— E aí, rapaz — ele disse.

— E aí — respondi.

— Tudo bem?

— Sim e você?

— Também. Então, por que você não apareceu na Fazenda Santa Efigênia no sábado?

— Acho que está me confundindo, camarada.

— Você não é o Tora-Tora?

— Como?

— Tora-Tora!

— Não, cara. De modo algum. Foi um engano.

— Ah, me desculpe. É que vocês são parecidos. Na realidade, a barba. Não sei falar o nome dele, nome estranho, então demos esse apelido. Veio pra cá pra trabalhar como lenhador.

— Entendo.

— Então me desculpe.

— Sem problema.

— Mas, olhe, você tem cara de quem sabe cortar lenha. Se um dia quiser experimentar.

— Hum…é lenha de reflorestamento? Se não for, minha religião não permite.

— Qual é a sua religião?

— Sou vegano.

— Já ouvi falar disso. É tipo uma seita, né?

— Sim…

O cara riu; eu também. Nos despedimos.





 

Written by David Arioch

June 5th, 2018 at 12:41 am

Produtor de leite diz que ativistas veganos podem arruinar a indústria de laticínios

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Na sexta-feira, o ativista vegano australiano Joey Carbstrong publicou um vídeo em seu canal no YouTube em que um produtor de leite diz que os ativistas veganos podem arruinar a indústria de laticínios. Diante da situação, Carbstrong comentou: “Bem, é isso que estamos tentando fazer.”

O ativista acrescenta que o objetivo não é deixar quem atua no ramo sem trabalho, mas sim pôr um fim à exploração e ao abuso praticado contra os animais. O que significa que o melhor caminho seria migrar para uma atividade agrícola que não envolva a exploração e a criação de animais para consumo.

O fazendeiro afirma que toda “a comunidade foi construída sobre as costas de uma vaca”, e que os ativistas estão tentando destruir isso. Quando Carbstrong pergunta ao fazendeiro onde está a escolha da vaca assim que, depois de ser explorada exaustivamente, ela é enviada ao matadouro e reduzida a pedaços de carne, o homem responde: “Nós não vivemos em um mundo perfeito, camarada.”

 





 

Jovem vegano percorre mais de 1600 quilômetros a pé para arrecadar dinheiro para o resgate de cabras

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“Enquanto os humanos são invariavelmente complicados e esporadicamente miseráveis, não é preciso muito para fazer uma cabra feliz”

“Tudo o que sei é que, devido ao fato de que eu estava despreparado para a magnitude dessa tarefa, tem sido uma experiência que não esquecerei rapidamente” (Foto: The Tab)

O britânico Jack Mackey, de 19 anos, decidiu viajar de St. Albans, na Inglaterra, para Aberdeen, na Escócia, a pé. O motivo? Chamar a atenção e, dessa forma, arrecadar dinheiro para o resgate de cabras abandonadas, abusadas e negligenciadas.

A viagem de mil milhas, o equivalente a mais de 1600 quilômetros, foi a forma que Mackey encontrou de divulgar também o veganismo e conscientizar as pessoas sobre a importância do resgate de outros animais, além de cães e gatos. Em entrevista ao The Tab, ele explicou que não houve nenhuma preparação especial para a viagem, inclusive sua alimentação tem sido improvisada em postos de combustíveis.

A recepção tem sido bem positiva e Mackey está conseguindo atrair a atenção que desejava. “Tudo o que sei é que, devido ao fato de que eu estava despreparado para a magnitude dessa tarefa, tem sido uma experiência que não esquecerei rapidamente”, afirmou.

Desde que deixou St. Albans, a alimentação do jovem tem sido baseada em pasta de amendoim, smoothies e pães. Segundo Mackey, que começa a estudar na Universidade de Aberdeen em setembro, a inspiração para a viagem a pé também veio com a música “I’m Gonna Be (500 Miles)”, da banda escocesa de folk rock The Proclaimers.

“Tentarei arrecadar dinheiro para uma instituição de caridade que resgata cabras abandonadas, abusadas e negligenciadas, proporcionando-lhes uma um lar e uma boa vida. Enquanto os humanos são invariavelmente complicados e esporadicamente miseráveis, não é preciso muito para fazer uma cabra feliz”, enfatizou.





 

Written by David Arioch

June 1st, 2018 at 12:31 pm

Chris Mills, um homem do campo que se tornou vegano depois de testemunhar o sofrimento dos porcos a caminho do matadouro

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“Olhei aqueles pobres animais nos olhos e sabia que estavam sendo enviados para a morte”

O choque de realidade fez Chris Mills se tornar vegano (Acervo: Chris Mills)

Um homem do campo, Chris Mills trabalhou por 20 anos em fazendas de produção de leite em Ontário, no Canadá. Além de viver a realidade comum de quem ignora o sofrimento vivido pelos animais criados para consumo, ele também era um ávido caçador. No entanto, Chris se apaixonou por uma vegetariana, com quem acabou se casando quando começou a trabalhar na construção de rodovias.

As conversas com sua esposa o levaram a ver os animais com outros olhos. Porém, não o suficiente para que ele abdicasse do consumo de animais. A transformação veio com um choque de realidade e um olhar atento que o fizeram perceber que a carne que ele consumia era, de fato, proveniente de criaturas com emoções e sensações muito semelhantes às nossas.

Um dia, Chris estava dirigindo uma máquina quando o tráfego na rodovia foi interrompido. Ao seu lado, havia um caminhão transportando porcos para um matadouro em Quebec. “Esse foi o dia em que fiz a conexão. Olhei aqueles pobres animais nos olhos e sabia que estavam sendo enviados para a morte. A temperatura estava em 36 graus abaixo de zero e eles estavam congelando. Suas peles estavam vermelhas e você podia ver gelo em algumas de suas faces. Meu coração sangrou. Me senti tão mal que disse a mim mesmo que daria um basta nisso, que eu nunca mais causaria mal a qualquer outra criatura novamente! Jamais olhei para trás”, garante.

Chris Mills não teve dificuldade em se tornar vegano e abandonar todos os alimentos de origem animal. O que facilitou a sua transição foi o prazer em cozinhar e mostrar às pessoas que “a comida vegana é deliciosa e bonita”. Hoje, não apenas Chris e a esposa são veganos, mas também a filha do casal – veganos a favor da vida, segundo ele. Em 2015, Chris e a esposa Kim transformaram a própria casa em um pequeno santuário – The Grass Is Greener, que é focado especialmente no resgate de coelhos que são enviados para a indústria da carne.

Referência

Capps, Ashley. Former Meat and Dairy Farmers Who Became Vegan Activists. Free From Harm.

 





Anúncio pró-veganismo vai ser veiculado nos cinemas dos EUA antes da exibição de “Han Solo – Uma História Star Wars”

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” Nos sentimos separados do resto, mas nenhum de nós merece ser tratado com menos respeito”

RZA: “Nossa tarefa deve ser libertar-se do preconceito e nos vermos em todos os outros” (Foto: Reprodução)

Na segunda-feira, 28, “Han Solo – Uma História Star Wars”, estreia nos cinemas dos Estados Unidos. Uma das novidades da vez é que antes da exibição do filme os espectadores vão assistir um anúncio pró-veganismo estrelado pelo líder do grupo Wu-Tang Clan, Robert Fitzgerald Diggs, mais conhecido como RZA. A campanha idealizada pela Peta mostra o músico, produtor e ator vegano se transformando em diferentes homens, mulheres e animais enquanto fala que todos somos o mesmo.

No vídeo, RZA diz que somos todos iguais em todas as formas que importam, não importando como parecemos, quantos anos temos, que língua falamos ou quem amamos. Não importa se temos pelos, penas ou barbatanas; nem mesmo o comprimento do nariz ou o número de pernas.

Ele afirma que não somos diferentes em nenhum aspecto realmente importante: “Todos nós temos pensamentos e sentimentos. Todos nós sentimos amor, dor, solidão e alegria. Todos nós temos a capacidade de entender, mas nem sempre entendemos. Nos sentimos separados do resto, mas nenhum de nós merece ser tratado com menos respeito. Nossa tarefa deve ser libertar-se do preconceito e nos vermos em todos os outros.”

Sobre a criação do anúncio, a Peta justificou que outros animais sentem dor e alegria e têm uma sensação de autopreservação, assim como os humanos. “Todos podem ajudar a mantê-los seguros escolhendo refeições veganas, comprando roupas e produtos de cuidados pessoais livres da crueldade contra os animais, e ficando longe de circos e parque temáticos que os forçam a se apresentar.”





Written by David Arioch

May 25th, 2018 at 5:09 pm

Moby vai parar de fazer turnês para se dedicar a atividades como o ativismo em defesa dos animais

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“Nada disso é lucrativo, mas é muito mais satisfatório”

Moby recentemente ajudou o Comitê Médico para Medicina Responsável dos Estados Unidos a angariar fundos para disseminar o vegetarianismo e o veganismo (Acervo: Moby)

Em entrevista à matéria “Moby: on drugs, depression and coming close to suicide: ‘I didn’t want to die in a garbage bag”, publicada no Daily Telegraph na última quarta-feira, o músico vegano Richard Melville Hall, mais conhecido como Moby, revelou que vai parar de fazer turnês para se dedicar a atividades como o ativismo em defesa dos animais.

“Estive em turnê por tanto tempo, e há tantas outras coisas para se fazer na vida. Ficar em casa e sair para caminhar, jantar com os amigos, trabalhar com a política, o ativismo [em defesa dos animais] e a música, e dormir na minha própria cama, e acordar toda manhã e fazer um smoothie”, disse.

Recentemente, Moby fez uma parceria com o mercado digital Reverb.com para vender 100 peças de seu equipamento musical para beneficiar o Comitê Médico Pela Medicina Responsável dos Estados Unidos, que ajuda a disseminar o vegetarianismo e o veganismo nos Estados Unidos. Ele também tem realizado importantes eventos que ajudam a difundir cada vez mais uma filosofia de vida livre da exploração animal.

Outro exemplo é a idealização do festival anual de música vegana “Circle V”, realizado em Los Angeles desde 2016 em parceria com o baixista da banda No Doubt, Tony Kanal. “Nada disso é lucrativo, mas é muito mais satisfatório”, garante Moby.

Referência

McLean, Craig. Moby: on drugs, depression and coming close to suicide: ‘I didn’t want to die in a garbage bag. Dailty Telegraph (23 de maio de 2018).





Written by David Arioch

May 25th, 2018 at 11:41 am