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Quando uma pessoa decide se tornar vegana…
Breve reflexão sobre ativismo e veganismo
Acredito que é sempre mais interessante as pessoas fazerem ativismo da forma que melhor condiz com suas personalidades, com quem são. Pra mim o mais importante é ser você mesmo, basear-se em suas boas características e potencialidades para conscientizar e sensibilizar pessoas. Claro, creio que uma pessoa pode sempre aperfeiçoar suas competências. Porém, não acredito em tal coisa como uma fórmula eficaz de ativismo a ser seguida por todo mundo, e exatamente porque pessoas são diferentes – tanto quem emite uma informação quanto quem recebe. Afinal, seres humanos não são conscientizados e sensibilizados pelas mesmas razões. Pra mim o mais importante é a honestidade em relação ao que se faz. Isso sim faz a diferença na minha opinião. A única sugestão que faço é ter ponderação, não se deixar dominar pela passionalidade.
A contradição da realidade e o veganismo – Sobre críticas à alimentação de veganos
A Consumers International publicou uma pesquisa informando que 80% da população brasileira ignora o impacto da alimentação em suas vidas. Mesmo assim, muitas pessoas, que por improvidência levam um estilo de vida censurável do ponto de vista nutricional, julgam como sendo impraticável ser vegano.
Ou seja, não tenho condições de ser vegetariano ou vegano, de consumir alimentos menos industrializados ou mais baratos do que alimentos de origem animal, mas tenho condições de consumir laticínios, carnes e alimentos baseados em calorias vazias.
A partir disso, desenvolvo uma reflexão sobre a contradição da realidade e o veganismo, e porque as críticas à alimentação dos veganos se resume normalmente a um ponto convergente e conflituoso – a primazia do paladar e a relação de conveniência com nossos hábitos históricos e culturais que perpassam gerações.
Quando você recebe uma notícia mais do que boa
Breve reflexão contra a vivissecção (experimentação animal)
A vivissecção passou a ser considerada “prática comum” no mundo ocidental a partir do século 19. Muito tempo se passou, estamos em 2018 e animais continuam sendo torturados e mortos desnecessariamente em nome da ciência. O que ajuda a postergar o banimento dessa prática já considerada obsoleta é o lobby e a politicagem que caminham lado a lado.
Diga não aos testes em animais
Reflexão sobre a importância de sermos contra a realização de testes em animais. Estamos em 2018 e há inúmeras alternativas que não envolvem exploração, sofrimento e morte de animais.
Como as redes de fast food contribuíram para a expansão da exploração animal
Sobre o mito das “vacas felizes” e das “galinhas felizes”
Não há respeito na exploração e no consumo de animais
Se pesquisar sobre a palavra respeito, você vai perceber facilmente que o seu conceito costuma ser associado à consideração, estima, reverência, aceitação – e, naturalmente, ao entendimento de que não há respeito na arbitrariedade, porque esta é abusiva em essência. Então como alguém pode falar em respeito pelos animais quando toma parte em sua exploração ou morte? Seja por meio do consumo ou do lucro.
Já testemunhei pessoas alegando que matam ou se alimentam de animais, mas os respeitam. Não, isso definitivamente não é respeito. Porém, muitas vezes, ludibriado pela própria consciência o ser humano recria significações para as suas inconsistências. A palavra respeito, por exemplo, tem origem latina – respicere, que significa “olhar outra vez”. Como falar em olhar outra vez quando muitos se negam até mesmo a olhar uma primeira vez?
O respeito não é voltívolo como nossas conveniências. O respeito existe ou não existe em acordo ou desacordo com as nossas atitudes – sem meio termo, concessões ou interpretações que atribuímos para legitimar nossos interesses ou displicências. Se mato um animal ou me alimento dele porque qualifico isso como uma opção que me foi dada, de fato ignoro os interesses daquele animal. Sendo assim, uma violação motivada por uma das facetas mais viscerosas e usuais do desrespeito legitimado.
O que existe de errado com o chamado “bem-estarismo animal”

